[A NOSSA CAMPERVAN] Bem vindos às Portas Abertas do Colectivo Bajel – 01-07-2017 


No início de 2016 fomos à Holanda e trouxemos uma carrinha Fiat Ducato, completamente vazia por dentro, com a intenção de a transformar em autocaravana. 

Levávamos meses a desenvolver este projeto a meias com a Ana e o Hugo; e ainda que o povo diga que “amigos, amigos – negócios à parte”; a verdade é que não posso imaginar outras pessoas com quem gostaria de fazer isto. No meio de tanta coisa que se passou neste último ano e meio, este projeto mostrou que acima de tudo, a amizade e o respeito, falaram sempre mais alto. 

Como todos os projetos, este começou com fantasia e otimismo, mas também com muita inexperiência e falta de conhecimento. 

Entre encontrar um espaço para trabalhar em Barcelona e gerir a questão burocrática da mudança de matrícula, inspeção e afins, passou praticamente meio ano. Mais vários meses para perceber a questão da homologação com gás, água, etc, etc, etc.. 

A ideia inicial era terminá-lo em mais ou menos 6 meses, mas o tempo continua a passar e a nossa furgoneta ainda não está pronta para a estrada. Mas sem stress… 

Felizmente o Hugo é um verdadeiro pró, e nas suas mil habilidades inclui-se o desenho do projeto interior e toda a logística de compras e prioridades. Ele e o H. vão normalmente 3 vezes por semana, ao final do dia, para o Ateliê trabalhar na construção da caravana, depois de um dia inteiro de trabalho. E por mais que tentemos dividir as tarefas pelos quatro; sem eles, era obviamente impossível realizar um projeto assim tão complexo. 

A verdade é que há muitíssimas questões a considerar quando se mergulha num projeto deste género; o tempo disponível quando também se tem um trabalho das 9am-6pm; o orçamento oscilante e crescente que nunca mais acaba; e as inevitáveis mudanças na nossa vida que condicionam as circunstâncias da mesma. 
Às vezes penso que teria sido muito mais fácil comprar uma campervan já pronta… Mas não, nem sempre o mais fácil é o melhor; nem sempre o mais fácil é o que nos dá mais prazer. Construir esta caravana do zero, está a ser uma aprendizagem, um desafio e uma importante lição. E quando estiver pronta, será um sonho tornado realidade. 

Tinha pensado em escrever sobre a nossa Campervan quando estivesse terminada, mas escrevo antes porque o espaço onde a estamos a construir estará, este sábado dia 1 de Julho, com as portas abertas. 

Chama-se Colectivo Bajel, e encontrá-lo foi o melhor que nos podia ter acontecido; não é fácil encontrar vaga num co-working destas dimensões e com estas características no centro de Barcelona. É uma nave industrial no Bairro de Poblenou, onde cada artista tem o seu espaço e trabalha individualmente; mas sempre com muito bom ambiente e camaradagem. 

No próximo sábado, do meio-dia às 22h, poder-se-á visitar o espaço, ver o que cada artista faz no seu ateliê e viver o ambiente artístico. Nós lá estaremos, com a nossa Campervan a celebrar um dia de portas abertas onde poderemos mostrar orgulhosamente este nosso projeto. 
É bem-vindo, quem vier por bem! 

Apps para quem viaja ✈️

Quando comecei nas minhas andanças pelo mundo, a primeira coisa que fazia quando chegava a uma cidade era ir a correr ao posto de turismo para pedir mapas e informações. Hoje em dia ainda mantenho algumas tradições, por exemplo nunca dispenso o meu Lonely Planet, que quase sempre já trás incluídos alguns mapas; no entanto reconheço que a minha forma de viajar mudou bastante. Com as novas tecnologias viajar é ainda mais fácil e qualquer pessoa com um smartphone, se pode orientar em praticamente qualquer lugar do mundo.
Hoje partilho algumas das aplicações que tenho no meu telemóvel, algumas simplesmente me facilitam a vida, umas contribuem para uma significativa diminuição de possíveis chatices, outras são apenas curiosas e todas em algum momento das viagens já me deram um jeitão!

  • Google Translate

Na verdade, quando vives num país estrangeiro (principalmente numa cidade onde se fala duas línguas), é possível usar esta aplicação todos os dias. Nas viagens, uso normalmente para a comunicação básica, como por exemplo para perguntar direções. Mas também é muito útil para traduzir o que realmente não entendemos, como os menus nos restaurantes. E não, não precisamos de escrever linha por linha, basta ativar a opção da camara fotográfica dentro da aplicação e centrar o texto. Automaticamente traduz tudo o que está na imagem. É realmente fantástico!

  • XE Currency 

Com esta aplicação é possível saber o câmbio de qualquer moeda e fazer a conversão para a que melhor nos convier. É muito importante, no caso de não sermos bons a fazer contas e cálculos matemáticos, previne enganos e gastos desnecessários.

  • Booking / Trip Advisor/ Airbnb 

Uso quase sempre o Booking para fazer reservas de sítios para dormir, é uma boa opção porque oferece preços competitivos, nem sempre tem que se pagar no momento e muitas vezes tem descontos de última hora. Aproveito para comparar com os comentários da aplicação do TripAdvisor, que costumam estar atualizados e bastante honestos. Esta aplicação também serve para pesquisar sobre restaurantes e locais de interesse.

No caso de preferir ficar em casa de alguém, a melhor APP que existe, é a do Airbnb. Funciona perfeitamente, é super fácil de utilizar e totalmente fiável.

  • Evernote

Sou adepta do bloco e da caneta, e em todas as viagens faço um diário; mas reconheço que a nível de espaço e peso é muito mais simples escrever tudo no telemóvel. Além disso, para quem tem um Blog, esta aplicação é perfeita, porque no momento em que nos conectamos à internet, faz um backup online de tudo o que escrevemos; e assim mais tarde podemos atualizá-lo diretamente.

  • Citymapper

Sempre usei o Google maps, mas agora acho que a citymapper é mais completa e mais fácil de usar. Dá informação detalhada sobre rotas em tempo real, alertas e problemas em transportes públicos; bus, metro, comboio, táxis, uber, etc. Temos uma visão geral da cidade e de todas as possibilidades que existem para nos deslocarmos com rapidez e eficiência. A sério que transforma uma cidade complicada numa bastante mais simples.

  • App in the Air 

App in the Air é uma aplicação de rastreamento de vôos, que possui a melhor cobertura de companhias aéreas e aeroportos. Mantem-nos atualizados sobre o estado dos nossos voos, ainda que não tenhamos conexão à internet; e ajuda a gerir todo o tempo até entrar para o avião (check in, embarque, etc). Dá bastante jeito a quem é mais distraído ou a alguém (como eu) que gosta de ir fazer compras de última hora e depois quase perde os voos. 🙈

  • LiveTrekker

Uso esta App por pura diversão e curiosidade, com ela é possível criar um diário das viagens num mapa interativo.

Regista todos os sítios onde vamos, desenhando uma linha vermelha no mapa com o percurso que fizemos. Também monitoriza a nossa velocidade e altitude, o que é engraçado para quem faz viagens mais aventureiras. Depois podemos adicionar fotos, vídeos, notinhas e textos; e criamos assim um diário de viagem multimédia.

  • Time Out

Descarreguei a Time Out quando fui o ano passado a Madrid e deu-me imenso jeito, agora uso-a também para Barcelona no meu dia-a-dia. Mas tem informação sobre cidades tão diferentes como Edimburgo ou Melbourne, Bangkok ou Las Vegas, etc. E este ano, estou ansiosa para a usar em Kuala Lumpur.

A aplicação é tão abrangente que podemos aceder a informação sobre restaurantes, atrações na cidade ou eventos que vão acontecer. É super fixe, porque temos a certeza que se estiver a passar algo fantástico na cidade que estamos a visitar, não nos vai escapar.

  • Hotspot Shield Free Privacy & Security VPN Proxy 

Quando viajamos nem sempre temos o acesso garantido a todas as páginas, alguns países bloqueiam sites básicos como o Google, páginas de bancos ou de operadores telefónicos. Uma das formas de contornar isto é aceder através de uma VPN (virtual private network), que supostamente nos dá o acesso em segurança.

Hoje em dia há muitas opções, umas gratuitas e outras a pagar, mas o Hotspot é bom porque não pede log in e é bastante fácil de usar.

Há muitas mais aplicações e há muitas variantes destas que sugiro. Recomendo o uso destas Apps, porque realmente quando estamos fora da nossa cidade é mais fácil simplificar do que complicar, e assim sobra-nos mais tempo para aproveitar cada pedacinho da viagem!

Hambúrgueres de Feijão Preto 

Há muito tempo que não partilho no blog uma receita, e por isso, no domingo passado, quando organizei as refeições para toda a semana, resolvi fotografar o processo para fazer os meus hambúrgueres de feijão preto, e assim poder mostrar o quão fácil é esta receita. 

O feijão preto é um dos meus alimentos preferidos, para quem come pouca carne, como eu, é uma sorte ter uma alternativa tão nutritiva, com a qual se pode fazer uma imensidão de pratos. É rico em fibras, ácido fólico, ferro, cálcio, fósforo, potássio, proteínas e antioxidantes, juntamente com muitas outras vitaminas e minerais.   

Estes hambúrgueres são mais saudáveis do que estes de lentilhas, porque são cozinhados no forno e não na frigideira; e também por isso ficam um bocadinho mais secos; mas igualmente deliciosos. 

Pode-se perfeitamente comer no prato, ou também é uma ótima opção para levar para a praia, no pão, com uma fatia de queijo, umas folhas de alface e uma rodela de tomate. 

Eu normalmente congelo e vou usando de acordo com a necessidade, são perfeitos! 

Ingredientes: 

500gm de feijão preto 

3 dentes de alho 

1 pimento 

3 colheres de sopa de farinha de mandioca 

Gengibre ralado 

Sal, pimenta, cominhos, noz moscada, etc 

Pôr o feijão de molho na noite anterior (pelo menos 12 horas), depois escorrer, lavar bem e cozinhar numa panela de pressão durante 15 minutos. (se como eu não tiverem panela de pressão, podem cozinhar durante 1,5h numa panela normal, cheia de água). 
Enquanto o feijão coze, corta-se o pimento em pedacinhos pequeninos e salteia-se com um fio de azeite e um fio de água numa frigideira, até ficar suave. 

Corta-se o alho, o gengibre e separa-se a farinha: 

(Eu uso farinha de mandioca porque é o que tenho neste momento em casa, mas também se pode fazer com farinha de milho ou em último caso com pão ralado.) 

Quando o feijão já está cozido, escorre-se a água e passa-se pela varinha mágica, não triturando completamente todos os grãos, para que alguns fiquem inteiros ou meio partidos e assim os hambúrgueres ganhem mais consistência. 

Adiciona-se o alho, o gengibre, o pimento, o sal e as especiarias; e envolve-se com uma colher de pau. 

No final juntam-se as três colheres de farinha de mandioca, moldam-se os hambúrgueres e vai ao forno, durante 25 minutos. 

E já está, prontos para comer!! 

•Portugal em chamas•

Este fim-de-semana foi bastante horrível. Há já muitos anos que o mundo anda horrível, em muitos sentidos, mas quando a tragédia acontece no “nosso quintal”, doí-nos de outra forma. Desta vez nem foi bem no quintal, na verdade foi dentro de casa, na vida; são famílias inteiras devastadas pelo drama. 

Não é possível escrever de outra forma, porque este incêndio arrasou não só as árvores, as casas, e tudo o que apanhou pela frente, mas foram principalmente as vidas humanas que acabaram de um momento para o outro, e foram muitas. 

Não tenho uma boa relação com a morte, lamentavelmente já me deixou sem pessoas muito queridas. Lembro-me que a primeira vez que percebi o conceito de morte, de desaparecimento para todo o sempre, foi aos 12 anos, quando o meu avô Afonso faleceu. 

Eu era miúda e tenho guardada a imagem do meu pai deitado na cama, no lusco-fusco, com um braço em cima da cara, em silêncio. No momento não compreendi a dimensão de tal fatalidade, mas senti uma tristeza estranha, desconhecida para mim até àquele momento. 

Na adolescência perdi dois amigos, com exatamente um mês de diferença, mortes inesperadas e desconcertantes. Miúdos que cresceram comigo, que tinham uma vida cheia de possibilidades e que inesperadamente um dia, já não estavam aqui. 

E em 2010 perdi o meu companheiro de trabalho, o meu amigo de todos os dias, confidente, camarada, aliado e comparsa. Mortes que nos marcam para sempre, ainda que nunca falemos delas. 

Entretanto outros vários desaparecimentos me golpearam fortemente por dentro; a minha prima Francisca, o meu primo Paulo, o meu tio Zé, as minhas queridas avós…. enfim.. 

Perder os que amamos é como se nos tirassem a sabedoria, a razão; tudo deixa de fazer sentido e de repente não sabemos absolutamente nada, não sabemos como nos comportar, o que sentir. 

Lamento sinceramente a perda de todas estas pessoas, lamento todas estas catastróficas mortes. 

Neste momento não me apetece escrever sobre culpados, razões e soluções. Este é um momento de choque, de tristeza e condolência. É momento para sermos solidários e carinhosos com aqueles que perderam alguém. 

Escrevo este post, porque se passou “no meu quintal”, porque é Portugal que chora e sofre as mortes dos seus, porque ontem ao ver as notícias caiam-me lágrimas desoladas por aquelas imagens dantescas. 

Mas na verdade, todos os dias morre gente em circunstâncias terríveis, todos os dias continuam a matar e a morrer inocentes em todas as partes do mundo; e ainda que as noticias nos informem do terror que se vive na Síria, no Mediterrâneo, em África, na Venezuela e em muitas outras partes; criámos uma carapaça que nos parece deixar imune à tristeza e à ruina. 

Mas não deixa; aqui ninguém é imune à morte, e temos que perceber que enquanto estamos vivos devemos aproveitar ao máximo e viver intensamente cada dia. Devemos verbalizar o nosso amor pelos que nos são queridos, devemos ser solidários com o próximo, compreensivos, tolerantes e abertos à diferença. Devemos ser justos e cuidadosos com os animais e com a natureza. 

Devemos ser felizes! Nascemos para isso, e ninguém sabe quando vai morrer. 

Road Trip por Portugal 

Há umas semanas atrás uma amiga alemã pediu-me dicas para fazer uma Road Trip em Portugal este verão, (mas excluindo Lisboa e Porto, que já conhece); e contemplando um bocadinho de campo e praia. Como o roteiro está em inglês, faço agora um apanhado da informação principal aqui no Blog. 

É de conhecimento geral (para quem lê o blog) que para mim fazer uma road trip é como rejuvenescer 5 anos, é o tipo de viagem que consegue misturar muita adrenalina, liberdade, conforto e independência. É voltar à adolescência e sentir novamente a leveza de fazer o que nos apetece sem pensar nas consequências, cabelos ao vento e mapa na mão, paramos onde nos der na gana e dormimos onde quisermos. Indo de carro ou de caravana, uma road trip é uma experiencia única que todos devemos fazer… várias vezes na vida!! 😝

Tracei duas rotas (ainda que haja um sem fim de possibilidades), a primeira é para atravessar Portugal de norte a sul; sabiam que também nós temos uma Route 66? Mas a nossa chama-se N2 (Estrada Nacional 2), vai de Chaves a Faro e atravessa todo o interior do país, na sua mais profunda essência. 

A segunda, e como não podia deixar de ser, é a rota de Lisboa até Lagos pela Costa Vicentina. Sou uma eterna apaixonada pelo litoral alentejano e não me canso de recomendar esta maravilhosa zona de Portugal, afinal é a minha preferida de todo o mundo mundial, e um dia quando for velhinha, é para lá que quero ir escrever as minhas memórias. 

   Rota Interior de Norte a Sul (vermelho)

Então se nos metemos num carro, carrinha, caravana, moto, bicicleta ou em qualquer outro veículo que nos permita chegar a Chaves, daí partimos em direção a Viseu. Passamos nas famosas Termas de Vidago e por Vila Real, desbravando aquela linda paisagem tão característica de Trás-os-Montes, até chegar às aguas do Douro. Atravessamos o rio no Peso da Régua e seguramente encontraremos por aí um delicioso restaurante que nos sirva um daqueles pratos de comer e chorar por mais; tudo isto com vista para as vinhas. Não é mais nem menos, um dos sítios mais bonitos de Portugal. 

Deixando o Douro para trás, entramos na zona do Dão, isto até poderia ser também uma rota do vinho, mas não é, já que supostamente temos que seguir viagem. 

Passando por Viseu, o nosso próximo destino vai ser as Aldeias de Xisto, um segredo bem guardado que embora tenha já muitos visitantes, não está nada massificado. 

São 27 pequenas aldeias distribuídas pela região centro, entre a Serra da Lousã e o Vale do Zêzere. Uma pequena maravilha onde se pode desfrutar da experiência completa, se ficarmos alojados numa daquelas pensões rurais, onde se dorme e se come melhor do que na nossa própria casa. As minhas preferidas são: Piodão, Talasnal, Casal de São Simão, Cerdeira e Covas do Monte. 

Seguimos em direção à Barragem de Montargil, onde de pequena acampava nas férias de verão e fazia atividades radicais com o Clube da Natureza.

A partir de aqui o panorama muda e depois de passar o Tejo, a paisagem florestal dá lugar às planícies alentejanas com o horizonte salpicado por velhas oliveiras e onde em Agosto seremos abraçados por um calor tórrido e seco. 

Aqui podemos escolher muitas opções para visitar; Évora, Monsaraz ou Estremoz… mas tudo com calma e tempo, que no Alentejo respira-se paz e tranquilidade. 

Descemos para Ferreira do Alentejo, passamos as Minas de Aljustrel, Almodôvar, e acabamos por entrar no Algarve e chegar a Faro. Aqui as possibilidades são múltiplas, mas se queremos escolher o melhor e fugir à massificação estrangeira, vamos até às ilhas da Ria Formosa (Armona, Farol e Culatra) e também de barco damos um pulinho à paradisíaca Ilha de Tavira. 


               

              Rota da Costa Vicentina (azul)

De manhã bem cedinho atravessamos a Ponte 25 de Abril em direção a Sesimbra, uma vila pitoresca com uma linda praia às portas da Serra da Arrábida. Seguimos caminho para Setúbal pela estrada da Serra, com uma vista de nos tirar o fôlego; e aproveitamos para parar em Azeitão para comprar um queijinho e umas garrafas de vinho para o entardecer. 
Se estiver calor, encostamos o carro na estrada e descemos até à Praia dos Coelhos ou à de Galapinhos; dizer que são paradisíacas é apenas um eufemismo. 

Almoçamos em qualquer restaurante da Av. Luisa Todi uma dose de choco frito e seguimos até ao cais dos barcos, onde pomos o carro no Ferry para Troia. Do outro lado do Sado começa a aventura, uma estrada com aspeto meio tarantino, meio mexicano; segue paralela às melhores praias selvagens de Portugal. 

Comporta, Carvalhal, Galé, Melides ou Santo André; podemos passar o dia em qualquer uma delas, porque são todas espectaculares. 

Continuamos a descer para Sines, o mais junto à costa possível e quando chegarmos a São Torpes, viramos para a estrada que entra no Parque Natural da Costa Vicentina, e seguimos até Porto Covo. 

A partir daqui podemos parar onde nos apetecer, ficar a dormir, passear, seguir viagem, abrir as janelas, ou pôr a música alta e deixar-nos levar pela energia única do litoral alentejano. 

Nesta zona tão linda de Portugal e entrando também um bocadinho pelos Algarves, podemos escolher entre Vila Nova de Mil Fontes, Cabo Sardão, Zambujeira do Mar, Praia da Amoreira, Aljezur, Praia da Arrifana, Carrapateira, Cabo de São Vicente, Sagres, Lagos; e muitas outras extraordinárias vilas e assombrosas praias, que nos vão roubar o coração. 

Ao escrever este post, entrou-me uma descomunal vontade de viajar por Portugal novamente. Quando escrevo estas dicas para os meus amigos, dou-me sempre conta, que por muito que viaje pelo mundo, por muitos paraísos que conheça, este cantinho à beira mar plantado, é definitivamente o meu paraíso.

Já está mesmo a chegar o Verão! Boas Viagens!