Para conseguir escrever sobre a viagem a Copenhaga precisei de seguir um caminho diferente do que em qualquer outro post.
Desde que o Tom nasceu fizemos todas as viagens com família ou com amigos, e aquelas em que fomos só os três, foi sempre para visitar alguém ou para algum destino conhecido, seguros dentro do conforto da nossa “zona”.
Quando fomos em Maio à Dinamarca foi a primeira viagem, com o Tom, sem rede de apoio, e por isso foi algo completamente novo.
Acho que demorei tanto a conseguir pôr em palavras tudo o que vivemos na semana em que visitámos Copenhaga, porque senti que ficou muito por ver e por fazer. No fundo não sabia se realmente tinha alguma informação útil para partilhar. Mas gostei tanto desta viagem, que queria muito deixar registada no blog. E assim passaram quatro meses, e outra viagem pelo meio, para que eu conseguisse assimilar e escrever sobre o que a Dinamarca me deu.

Esta viagem, ao contrário de todas as outras, foi pouco programada. Sabíamos que ao viajar com uma criança de três anos, teríamos um ritmo mais tranquilo e o que não desse para fazer, não faríamos. Acho que para evitar frustrações quando se viaja com crianças, devemos estar dispostos a aceitar o que não tem remédio.

Também percebi que é muito mais fácil ser espontânea e não stressar, num lugar onde tudo funciona bem. Eu nunca concordei com o que dizem alguns blogs de viagens, em relação a deixar-se levar e não programar nada, quando se viaja por lugares imprevisíveis. Para mim é exatamente o oposto, quando há maiores probabilidades de algo falhar, preciso de ter sempre um plano B ou C.
Aprendi à minha própria custa, quando em 2012 ficámos presos cinco dias em Delhi sem comboio para Agra, e acabámos por não visitar o TajMahal e só conseguir chegar a Varanasi de avião. Tudo porque íamos super descontraídos e com um plano mais ou menos aberto.
Não! Nos sítios imprevisíveis deve-se organizar, e é nos sitios totalmente previsíveis onde podemos descontrair e deixar-nos levar pela corrente.

Será a Dinamarca como país nórdico e de primeiro mundo um sitio para descontrair?!
Em alguns aspectos sim, mas não em todos, principalmente porque os preços são impraticáveis e se vamos com um orçamento limitado, há que fazer escolhas e contas à vida.

Como em 2018 tínhamos visitado Estocolmo e voltámos completamente rendidos aos encantos escandinavos (podem ler aqui e aqui), tinha muita vontade de voltar à terra dos Vikings. Mas já sabia que nos ia sair do bolso, porque o custo de vida é realmente muito acima do nosso. Por isso, procurei formas de tornar a viagem mais económica e confirmei que nenhum lugar é inacessível se organizamos as nossas prioridades e se estamos dispostos a viver novas experiências.

Na Dinamarca fizemos pela primeira vez “home exchange”. Registámo-nos numa plataforma de intercâmbio de casas e trocámos de casa com um casal dinamarquês.
Foi uma experiência brutal e que recomendo muito. Uma forma inteligente de poupar muitíssimo dinheiro e de viver uma oportunidade única, ao ficar alojado de forma totalmente gratuita numa “casa de verdade”, num bairro no centro da cidade.


Correu super bem, tanto a nossa estadia como a deles em nossa casa, e no final além de elogios, lembranças e agradecimentos, fizeram-nos a proposta de voltarmos a trocar de casa daqui a alguns anos, quando nós tivéssemos saudades de Copenhaga e eles de Barcelona. ❤️
Como este já vai longo, escreverei um segundo post sobre tudo o que vimos e vivemos em terras nórdicas, e darei muitas dicas para se descobrir Copenhaga com ou sem crianças.

*deixo aqui o link da Home Exchange para poderem descobrir como funciona e se tiverem alguma dúvida escrevam nos comentários e eu respondo. E têm também aqui um código de registo para o caso de alguém querer experimentar, e assim conseguirmos ambos mais pontos. 😉