AngKor – no Reino do Camboja 

Quase 1 mês sem vir ao blog… muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Em breve escreverei sobre todas as mudanças e novidades na minha vida. Hoje apetece-me escrever sobre um dos sítios mais impactantes onde estive. Um sítio onde penso que voltarei um dia, daqui a muitos anos. 

Os templos de AngKor, no Camboja. 

Para escrever sobre esta viagem tenho que retroceder a inícios dos anos 2000 e recordar um momento, que está tao vivo na minha memória como o dia de hoje. Estava sentada no sofá dos meus pais e vi na televisão uma entrevista à atriz portuguesa Maria Vieira, que apresentava um livro sobre uma viagem ao Camboja. A forma como ela descreveu o país e as pessoas, as imagens que mostrou; e o brilho sorridente, tao característico do seu olhar; despertaram em mim uma gigantesca curiosidade. 

Depois disso passaram muitos anos, passaram-se muitas viagens, mas o Camboja não saiu da minha cabeça. 

Em 2013 uma amiga fez 2 meses de voluntariado em Siem Reap e mais uma vez apaixonei-me pelas fotografias que mostrou. Deixava-me deslumbrar pelas histórias de outros amigos que já tinham ido e sonhava acordada com o momento em que chegasse a minha vez. 
Em 2014 casei e fizemos uma grande viagem. 

Na verdade foi uma pescadinha de rabo na boca: casámos porque queríamos viajar e só viajámos porque casámos. Enfim… cada um casa pelo motivo que lhe apetecer! Depois de 14 anos juntos, casar não mudou quase nada. 

Pusemos a mochila às costas e fomos 5 semanas para a Asia; o Camboja era o verdadeiro objetivo, tinha uma vontade imensa de ver os templos de AngKor, e superou todas as minhas espectativas. Viajámos pela Tailândia, Indonésia e Camboja; mas hoje escrevo só sobre os Templos. 

Quando cheguei sentia-me inquieta e ansiosa, queria ver AngKor Wat com os meus próprios olhos e não me senti em nada defraudada. Ali senti a verdadeira força da Natureza, a incapacidade do homem de controlar algo incontrolável. E ainda bem que assim foi, pois só assim foi possível preservar os templos de tantos anos de guerra. 

 AngKor foi sede do Império Khmer entre o século IX e o XIII; o nome deriva do sânscrito e quer dizer ‘cidade’. Está localizada no meio da floresta/selva, a norte do Lago Grande (Tonle Sap) e a sul dos montes Kulen; pertinho de Siem Reap. É considerado Património Mundial pela Unesco… e por mim, é considerado um dos sítios mais impressionantes que já visitei. 

No mínimo inesquecível! 

Comprámos o bilhete de 3 dias, para poder visitar durante uma semana. 

Não é uma visita fácil, vários templos enormes, salpicados por uma área muitíssimo grande, numa época de calor abrasador. Começávamos às 8am e voltávamos para o hotel ao final da tarde, depois do pôr-do-sol; completamente exaustos e com dores no corpo; mas com a alma cheia e o coração leve. Uma sensação parecida ao que vivi em Varanasi, na India, mas essa história ficará para outro dia… 

A visita foi feita de tuc-tuc, conduzido por um Cambojano de 37 anos, casado e com 2 filhos, chamado John (versão ocidental do seu nome). O John parecia ter mais 15 anos em cima, maltratado pela terra e pelo sol; mas com um sorriso e uma generosidade que nos conquistaram desde o primeiro dia; um verdadeiro doce. Ele não falava inglês e nós de cambojano só: olá, adeus e obrigado; mas entendemo-nos perfeitamente. 

Não se pode visitar Angkor a pé, ou se vai de bicicleta ou de tuc-tuc com guia. Nada de motos sem guia; e bicicleta com aquele insuportável calor, era impensável para mim; por isso o John levava-nos à entrada de cada templo e esperava por nós até sairmos, para nos levar ao templo seguinte. 

Nós entravamos, subíamos, descíamos, saltávamos, corríamos de cima a baixo; sacávamos fotos, descansávamos à sombra das imensas árvores; conversávamos contagiados pela energia do lugar, ou ficávamos em silêncio absorvidos pela chocante paisagem. Às vezes falávamos com outros visitantes, falávamos com os cambojanos que encontrávamos no caminho; meditávamos, abraçávamo-nos e deixávamo-nos encantar pela magia que nos rodeava.  Podia passar horas no meio daquelas pedras todas a olhar para as árvores sem fim. Ou ficar no meio dos troncos, que os meus braços não chegavam para abraçar, a olhar fascinada para as imagens esculpidas no amontoado de pedras à nossa volta. 

Podia tentar contar muitas historias que aconteceram nos 3 dias que visitámos AngKor, mas há emoções que não são fáceis de traduzir para palavras. Por isso aconselho toda a gente a visitar, pelo menos uma vez na vida, os Templos de AngKor! 

     
    
    
    
    
    
   

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