A mochila ❤️

Depois de meses de espera, pesquisa e organização; a última parte dos preparativos de uma viagem é fazer a mala.
Preparar a mochila dá-me sempre que pensar, porque nunca quero levar muita coisa, mas seria tão mais fácil se pudesse levar a casa às costas.
Todos os anos acabo por perceber que é possível reduzir ainda mais o conteúdo da minha mochila,
porque realmente quanto menos levar, melhor.

A mochila é algo muito importante, vai andar nas nossas costas durante muitas horas seguidas e há que desenvolver uma relação cómoda com ela. Deve ser transpirável, com os apoios certos para a zona lombar e não ser demasiado grande.

Viajei durante muitos anos com uma mochila de 60L, mas este ano passei para uma de 50L, porque quero carregar o mínimo peso possível e aplicar a regra de que menos é mais, que é 100% verdadeira.

Outra coisa a ter em conta, é que a mochila de preferência tenha duas divisões e feche com zip em ambas; para facilitar o acesso, permitir pôr um cadeado e despachar no porão do avião. A maior parte das mochilas fecha na parte de cima com um cordão, o que não as torna tão seguras.

Quando já encontrámos a mochila que se adapta perfeitamente às nossas necessidades, há que pensar no conteúdo. Eu recomendo comprar aquelas bolsas individuais para arrumar a roupa, há na Decathlon e simplifica-nos a vida quando queremos encontrar algo que está perdido no meio de mil coisas dentro da mochila. Com as bolsas, fica tudo separadinho e organizado.

Uma vez estudado o clima do nosso destino (atenção porque num mesmo país pode variar de norte para sul), devemos escolher a roupa de acordo com o tempo que vamos encontrar e se possível, escolher peças que combinem entre si, para desta forma evitar ter “aquela blusa que só se pode vestir com os outros calções”. Todas as peças devem funcionar umas com as outras, e a comodidade, numa viagem, é muito mais importante do que a elegância.

Por isso, agora faço a mochila para três semanas na Ásia:

Roupa:

– 2 calções (um de ganga e um de tecido)

– 3 blusas de alças

– 2 t-shirts de manga curta

– Roupa interior – 7 cuecas,  2 soutiens e 2 meias

– 2 ou 3 bikinis – Imprescindíveis! Penso estar bastante tempo de molho no Mar da China!

– 1 leggins – Dão sempre jeito, são cómodos para dormir, para algum trekking pelas montanhas ou alguma noite mais fria.

– 1 casaco de fato de treino (ou impermeável caso chova) – Juntamente com os leggings, servem para o frio e também para viagens longas (às vezes o ar condicionado no bus ou no comboio é mais frio que o polo norte).

– 1 saia/ vestido comprido – perfeitos para entrar nos templos / sugestão para os homens, umas calças Thai, finas, leves e cómodas.

– 1 lenço grande, que serve para pôr no pescoço se faz frio e também para estender na areia da praia.

-1 vestidinho curto – não vale a pena levar mais, porque na Ásia acaba-se sempre por comprar alguma coisa.

– Chapéu, óculos de Sol e 1 fita para o cabelo

– Sandálias Birkenstock, uns chinelos e uns ténis.

Vários:

– O kit de primeiros socorros (deste POST )

– Protetor solar (deve-se usar mesmo nas cidades)

– Necessaire: (o básico: escova e pasta de dentes, champô, sabonete, etc)

– 1 rolo de papel higiénico /1 embalagem de toalhetes húmidos

– 1 bolsa estanque impermeável (para pôr o telemóvel e os documentos quando andarmos a saltar de ilha em ilha, ou a passear de kayak no meio dos rochedos de Ha Long Bay. 😍

– 1 cadeado

– 1 toalha de microfibra (ocupa pouco espaço e seca rápido)

– Venda de olhos e tampões para os ouvidos (a Ásia é um continente bastante ruidoso!! Nunca me vou esquecer dos galos de Bali, que cantavam a qualquer hora do dia e da noite) 🙄


– Bolsa interna para levar o dinheiro e passaporte
Dica para quem viaja sozinho (ou acompanhado): Quando fiz o meu primeiro interrail em 1999, a minha mãe coseu na cintura de cada peça, uma bolsa pequenina com zip. Além da tradicional bolsa que se leva por baixo da roupa, tinha sempre uma bolsinha extra que mais parecia uma segunda pele. Os ladrões não estão à espera que sejamos tão precavidos… ou isso espero!
 
– Uma pequena lanterna (porque os apagões na Asia são o pão nosso de cada dia)

– Guia da Lonely Planet + Diário de Viagem e estojo completo

– Um livro para as viagens longas e as tardes na ilha

– Telemóvel, carregador e bateria externa

– Auriculares e alguma série descarregada da netflix , para aguentar um voo até ao outro lado do mundo

– Camara Fotográfica (quase tão importante como o passaporte). Como somos dois a viajar, cada um leva uma (reflex e compacta), e a Gopro levamos para tentar registar o fundo daquele imenso mar tropical.

Nota importante: Podemos ter tudo o que está na mochila connosco, mas se nos falta o passaporte, não vamos a lado nenhum e se já estamos no destino, pode ser uma enorme dor de cabeça. Por isso, recomendo digitalizar e fotocopiar todos os documentos; e espalhar em diferentes partes da mochila.

O Palavras na Barriga vai de férias e volta em Setembro, até lá, podem acompanhar as minhas andanças asiáticas no INSTAGRAM!!

Bom Verão & Boas Viagens!

Kit SOS [para viajar]

Um kit de primeiros socorros pode não ser a primeira coisa em que pensamos quando vamos viajar, mas a verdade é que é algo muito importante. Com o passar dos anos e os carimbos no passaporte, fui identificando aquilo com o qual não posso viver sem, ou as coisas que normalmente não uso, mas que se as tenho num momento crucial, dão imenso jeito.

Hoje partilho o que está dentro do KIT SOS que levo para as minhas viagens, que pode variar dependendo do destino, mas que é sempre imprescindível.

Paracetamol/Ibuprofeno
São medicamentos básicos, fáceis de comprar em qualquer farmácia e que não precisam de receita médica. O importante é ser algo que acabe com uma dor de cabeça que aparece de repente, uma leve febre ou uma dor de músculos, depois de muito caminhar.

NOTA: Se formos para um destino onde há possibilidade de haver mosquitos, não devemos tomar ibuprofeno, porque este mascara os sintomas da malária. Se nos aparecer alguma febre num destino tropical, devemos tomar paracetamol e se não passar depois de 24/48 horas, o melhor é ir ao médico.

Comprimidos para a Diarreia & Envelopes Hidratantes
Inevitavelmente acontece! Se estamos num país onde as condições de higiene são duvidosas, ou se simplesmente a alimentação é mais condimentada do que aquilo a que os nossos intestinos estão habituados, em algum momento podem-se ressentir (para não dizer algo pior).
Na India tivemos uma refeição em que o H., por uma questão de educação, comeu com as mãos; e mesmo que as tenha lavado antes, não conseguiu escapar de uma visita prolongada ao wc. Às vezes o simples facto do nosso organismo não estar habituado a determinadas bactérias, faz com que “La turista” nos visite. Assim é como chamam aqui em Espanha a diarreia das viagens: La turista!
Para compensar ajuda muito se misturamos com água, aqueles envelopes de sais minerais e vitaminas que evitam a desidratação.

Comprimidos para o enjoo e náuseas
Depois de uma viagem de catamarã do Morro de São Paulo para Salvador da Baía, onde todos os assentos do barco tinham um saco de plástico e um rolo de papel higiénico, eu prometi a mim mesma que nunca mais viajava sem o meu querido Vomidrine.
A verdade é que para pessoas que enjoam de barco, carro e bus; como eu, ter estes comprimidos à mão, previne situação desagradáveis; como estar a fazer snorkeling nas ilhas Gili e alguém vomitar em alto mar, ao pé de mais 10 pessoas que tentavam ver as tartarugas e os peixinhos de várias cores. 🙈

Repelente de Mosquitos/ Creme pós mordidela
Evita mordidelas de mosquitos! Penso que está tudo dito!
De qualquer forma, devo dizer que provar os remédios locais também pode ser uma boa ideia. Na Tailândia usava um óleo de coco que funciona como repelente e na India depois de ser atacada por uns quantos mosquitos, comprei uma pomada que era 100 mil vezes melhor do que o fenistil.

Medicação para a azia e para os gases
Não é preciso contar histórias em relação a isto, porque já todos passámos por aqueles momentos, em que comemos demasiado e depois temos o resto do dia arruinado.

Anti-histamínico
Ainda que evite tomar, para quem tem alergias, é imprescindível.

Gel Antibacteriano
Já contei NESTE POST o porquê de não dispensar este item. As razões são obvias, nem sempre temos a possibilidade de lavar as mãos, e se andamos todo o dia de mochila às costas, a subir e a descer de comboios e autocarros, em algum momento vamos precisar de passar as mãos por água.

Creme antisséptico/ Óleo Rosa Mosqueta
Um arranhão ou uma pequena ferida, pode não ser nada de especial; mas se infecta do outro lado do mundo, pode-se tornar um problema. Se faço uma ferida e não tenho água oxigenada nem betadine, lavo com água e sabão e aplico um creme antisséptico ou rosa mosqueta para ajudar a cicatrizar.

Produtos Femininos
Este campo depende um pouco do que cada um está habituado a usar, e apesar de dizerem que o copo menstrual é o melhor que por aí anda, eu ainda não aderi. Por isso, para quem usa tampões, o melhor é levar de casa, porque nem sempre é fácil encontrar. Em relação à higiene, eu aprendi que se nos aparece um mal estar ou uma comichão e não se tem um ginecologista perto, nem os típicos sabões vaginais, o melhor é lavar-se com água e vinagre. Fica a dica!

Também importante: Uma pequena tesoura, gaze, algodão, pensos-rápidos, cotonetes, um termómetro, soro fisiológico, uma lanterna pequena, água oxigenada/betadine, relaxante muscular; e todas as outras “milongas” que usamos em casa para nos aliviar as penas.

Não esquecer:
·        Se vão viajar para destinos com grandes altitudes, talvez seja melhor levar medicação para isso.
·        Se estão solteiros e pensam em estar sexualmente ativos, o melhor é pôr preservativos no Kit. O último “recuerdo” que querem trazer de volta para casa é uma doença infecto-contagiosa.
·        Nunca esquecer de verificar as vacinas antes de partir e se necessário levar cópia do boletim, há países onde não é possível entrar caso não se tenha determinadas vacinas.
·        Levar as bulas dos medicamentos, para ter a certeza do que são e da data de validade. (Nunca me vou esquecer que na India estive mais de 3 dias com diarreia, que não passava mesmo tomando comprimidos para que parasse; porque esses mesmos comprimidos tinham lactose, e eu como intolerante sofri o efeito contrário ao desejado.) 🙄🤢

Prevenir é o melhor remédio! O ideal é que não usemos nenhuma das coisas que acabei de referir, mas sejamos realistas… as probabilidades são poucas. Não há nada pior do que entrar num autocarro para uma viagem de 15 horas e ter uma dor horrível de costas.

Este é o meu Kit de primeiros socorros para quando viajo!
Falta algo? Aceito sugestões!
Boas viagens!

*Este post baseia-se na minha experiência e contém apenas conselhos, não substitui de forma alguma uma consulta no vosso médico de família. 😉

Entre costuras! 👌🏽

Dou-me subitamente conta de que estamos em Julho, meio ano já passou!!
Até agora não posso dizer que 2017 tenha sido um ano memorável, nem nada que se pareça. Mas sei que seguramente houve anos piores, e que este primeiro semestre pode ter sido "menos bom" para muitas outras pessoas, mais do que para mim. Por isso, não me quero queixar e sim fazer o melhor que posso com as circunstâncias que se me apresentam.

Até porque em breve se adivinham várias viagens, novos projetos e experiências que já começaram a surgir… na verdade se queremos que algo aconteça temos que fazer por isso.
Penso que foi Picasso que disse, que: "A inspiração existe e aparece, mas tem que nos encontrar a trabalhar"!

Há um par de meses, procurava algo para oferecer no aniversário de uma amiga…
Depois de ver várias coisas, encontrei ESTA escola de costura e trabalhos manuais, no bairro da Gracia.
Existem várias, mas esta chamou-me especialmente a atenção porque tem várias opções; workshops, cursos semanais, mensais ou trimestrais; com vários níveis e aulas rápidas para aprender o básico, com possibilidade de continuar caso nos interesse.

Ofereci-lhe uma aula particular de iniciação à costura, fizemo-la juntas na sexta-feira passada, e abriu-se um novo mundo para ambas.

Além de original, achei que era também uma prenda útil; já que a minha amiga, que tem uma máquina de costura em casa, teve há quase um ano um bebé.
E esta é uma inesgotável fonte de inspiração e constantes possibilidades.

O universo infantil não tem fim e existem mil e uma coisas que se podem fazer com as nossas próprias mãos; roupas, babetes, bonecos, etc..
Se sabemos usar uma máquina de costura, podemos dar asas à imaginação!

Eu tenho o melhor exemplo em casa, a minha mãe é uma pessoa extremamente creativa, habilidosa e autodidacta. Naturalmente perfeccionista (tenho a quem sair 😝), é capaz de fazer as coisas mais incríveis em diferentes campos das manualidades.
Não é por ser minha mãe (❤️) mas é deveras uma mulher admirável!

Eu como ainda tenho um longo caminho a percorrer para tentar ser como ela, e como adorei o workshop de iniciação à costura, resolvi inscrever-me num curso trimestral, a começar em Outubro. Vamos ver o que sai daqui!

Mas para já, posso dizer que durante a hora e meia que estive sentada em frente a uma máquina de costura, estive completamente compenetrada, relaxada e isolada deste taciturno primeiro semestre de 2017.

Por isso, até ao final do ano desejo novas experiências, aprender coisas novas e descobrir caminhos desconhecidos!
Já vos contarei…

[A NOSSA CAMPERVAN] Bem vindos às Portas Abertas do Colectivo Bajel – 01-07-2017 


No início de 2016 fomos à Holanda e trouxemos uma carrinha Fiat Ducato, completamente vazia por dentro, com a intenção de a transformar em autocaravana. 

Levávamos meses a desenvolver este projeto a meias com a Ana e o Hugo; e ainda que o povo diga que “amigos, amigos – negócios à parte”; a verdade é que não posso imaginar outras pessoas com quem gostaria de fazer isto. No meio de tanta coisa que se passou neste último ano e meio, este projeto mostrou que acima de tudo, a amizade e o respeito, falaram sempre mais alto. 

Como todos os projetos, este começou com fantasia e otimismo, mas também com muita inexperiência e falta de conhecimento. 

Entre encontrar um espaço para trabalhar em Barcelona e gerir a questão burocrática da mudança de matrícula, inspeção e afins, passou praticamente meio ano. Mais vários meses para perceber a questão da homologação com gás, água, etc, etc, etc.. 

A ideia inicial era terminá-lo em mais ou menos 6 meses, mas o tempo continua a passar e a nossa furgoneta ainda não está pronta para a estrada. Mas sem stress… 

Felizmente o Hugo é um verdadeiro pró, e nas suas mil habilidades inclui-se o desenho do projeto interior e toda a logística de compras e prioridades. Ele e o H. vão normalmente 3 vezes por semana, ao final do dia, para o Ateliê trabalhar na construção da caravana, depois de um dia inteiro de trabalho. E por mais que tentemos dividir as tarefas pelos quatro; sem eles, era obviamente impossível realizar um projeto assim tão complexo. 

A verdade é que há muitíssimas questões a considerar quando se mergulha num projeto deste género; o tempo disponível quando também se tem um trabalho das 9am-6pm; o orçamento oscilante e crescente que nunca mais acaba; e as inevitáveis mudanças na nossa vida que condicionam as circunstâncias da mesma. 
Às vezes penso que teria sido muito mais fácil comprar uma campervan já pronta… Mas não, nem sempre o mais fácil é o melhor; nem sempre o mais fácil é o que nos dá mais prazer. Construir esta caravana do zero, está a ser uma aprendizagem, um desafio e uma importante lição. E quando estiver pronta, será um sonho tornado realidade. 

Tinha pensado em escrever sobre a nossa Campervan quando estivesse terminada, mas escrevo antes porque o espaço onde a estamos a construir estará, este sábado dia 1 de Julho, com as portas abertas. 

Chama-se Colectivo Bajel, e encontrá-lo foi o melhor que nos podia ter acontecido; não é fácil encontrar vaga num co-working destas dimensões e com estas características no centro de Barcelona. É uma nave industrial no Bairro de Poblenou, onde cada artista tem o seu espaço e trabalha individualmente; mas sempre com muito bom ambiente e camaradagem. 

No próximo sábado, do meio-dia às 22h, poder-se-á visitar o espaço, ver o que cada artista faz no seu ateliê e viver o ambiente artístico. Nós lá estaremos, com a nossa Campervan a celebrar um dia de portas abertas onde poderemos mostrar orgulhosamente este nosso projeto. 
É bem-vindo, quem vier por bem! 

Hambúrgueres de Feijão Preto 

Há muito tempo que não partilho no blog uma receita, e por isso, no domingo passado, quando organizei as refeições para toda a semana, resolvi fotografar o processo para fazer os meus hambúrgueres de feijão preto, e assim poder mostrar o quão fácil é esta receita. 

O feijão preto é um dos meus alimentos preferidos, para quem come pouca carne, como eu, é uma sorte ter uma alternativa tão nutritiva, com a qual se pode fazer uma imensidão de pratos. É rico em fibras, ácido fólico, ferro, cálcio, fósforo, potássio, proteínas e antioxidantes, juntamente com muitas outras vitaminas e minerais.   

Estes hambúrgueres são mais saudáveis do que estes de lentilhas, porque são cozinhados no forno e não na frigideira; e também por isso ficam um bocadinho mais secos; mas igualmente deliciosos. 

Pode-se perfeitamente comer no prato, ou também é uma ótima opção para levar para a praia, no pão, com uma fatia de queijo, umas folhas de alface e uma rodela de tomate. 

Eu normalmente congelo e vou usando de acordo com a necessidade, são perfeitos! 

Ingredientes: 

500gm de feijão preto 

3 dentes de alho 

1 pimento 

3 colheres de sopa de farinha de mandioca 

Gengibre ralado 

Sal, pimenta, cominhos, noz moscada, etc 

Pôr o feijão de molho na noite anterior (pelo menos 12 horas), depois escorrer, lavar bem e cozinhar numa panela de pressão durante 15 minutos. (se como eu não tiverem panela de pressão, podem cozinhar durante 1,5h numa panela normal, cheia de água). 
Enquanto o feijão coze, corta-se o pimento em pedacinhos pequeninos e salteia-se com um fio de azeite e um fio de água numa frigideira, até ficar suave. 

Corta-se o alho, o gengibre e separa-se a farinha: 

(Eu uso farinha de mandioca porque é o que tenho neste momento em casa, mas também se pode fazer com farinha de milho ou em último caso com pão ralado.) 

Quando o feijão já está cozido, escorre-se a água e passa-se pela varinha mágica, não triturando completamente todos os grãos, para que alguns fiquem inteiros ou meio partidos e assim os hambúrgueres ganhem mais consistência. 

Adiciona-se o alho, o gengibre, o pimento, o sal e as especiarias; e envolve-se com uma colher de pau. 

No final juntam-se as três colheres de farinha de mandioca, moldam-se os hambúrgueres e vai ao forno, durante 25 minutos. 

E já está, prontos para comer!! 

Temporada de ‘Calçots’

Todos os países têm as suas tradições, muitas são conhecidas internacionalmente, outras nem tanto. Às vezes só quando se vive num determinado local e se convive com as pessoas da terra, é que se tem contacto com o que é realmente tradicional. Isso também nos ajuda a conhecer e a compreender um povo, os seus hábitos e costumes. 

Hoje escrevo sobre os ‘calçots’, uma tradição catalã cuja temporada alta é neste preciso momento e que nós, todos os anos, fazemos questão de fazer. Em bom português pode parecer apenas uma cebola assada no fogareiro, mas na realidade é muito mais que isso. 

De uma forma especial de cultivar a cebola (cebola tardia de Lérida), deriva o nome calçot, uma vez que se vai adicionando terra à base, para que a cebola tenha que se alargar ao subir em busca da luz. Este processo chama-se em catalão “calçar” e repete-se duas a três vezes durante o cultivo, até que se consiga que o talo branco fique suficientemente comprido (entre 15 a 25 centímetros). 
A temporada de calçotes é entre Novembro e Abril, mas o seu auge é a partir do último domingo de Janeiro, momento em que se celebra a ‘Fiesta de la Calçotada’ em Valls – em Tarragona. 
É sem dúvida um dos pratos típicos da cozinha catalã, e também uma das festas gastronómicas mais interessantes que conheço. 

As calçotadas fazem-se nas ruas, nos bairros, entre grupos de amigos ou de vizinhos e sempre com muita alegria. É muito mais do que um almoço, é uma celebração cheia de detalhes. 

A primeira vez que comi foi em 2008, em Colomers, na casa da minha querida amiga Magali. Uma catalã de coração, independentista convicta que contraria o estereótipo  dos catalães, já que é uma das pessoas mais sociáveis e comunicativas que conheço e que adora misturar-se com diferentes culturas. 

Numa Catalunha profunda, onde praticamente se fala apenas catalão, passámos um maravilhoso fim de semana de inverno, com a lareira acesa, calçotes e butifarra, um porrón sempre cheio de vinho, grandes amigos e boas conversas. Para mim, isto é que é uma boa calçotada! 

Hoje em dia para comer calçotes continuamos a juntar-nos com amigos que vivem no campo e podem assar calçotes no quintal, ou às vezes a empresa onde trabalha o H.  organiza um sábado e oferece uma grande calçotada a todos os trabalhadores. 

Mas quase sempre comemos também os calçotes em restaurantes; vários têm menus de calçotada, e entre 25€ e 40€ recebe-se uma telha com 25 calçotes, pão com tomate, carne à brasa, vinho, sangria ou água, sobremesa e café. 

A particularidade dos calçotes é que se cozinham com fogo alto, utilizando a cepa da videira para assar. Quando a primeira capa está completamente queimada, envolvem-se em papel de jornal, para acabar de cozer no seu próprio calor. 

Têm um sabor ligeiramente adocicado e acompanham-se com um molho feito de tomate, amêndoas, azeite, pimento e avelãs (molho romesco). 

Depois dos calçotes, serve-se normalmente uma parrilhada de carne e butifarras (a salsicha tipica catalã), com batatas assadas na brasa (al caliu), alcachofras e molho ali i oli (uma espécie de maionese de alho). 

Comê-los é todo um ritual, com luvas e babete, queixo ao alto, de cima para baixo e  muita risota pelo meio. 

Recomendo a todos os que visitarem a Catalunha no início io da primavera, a procurarem um sítio para degustarem este prato e viverem a verdadeira experiência catalã. 

WC_PT • a criatividade não tem limites •

As casas de banho despertam uma atração especial em algumas pessoas. A mim, na verdade, nunca despertaram muito além da vontade de as usar quando tenho necessidade. Mas pensando de forma subjetiva, são efectivamente espaços curiosos onde normalmente passamos momentos íntimos, aos quais à partida atribuímos um rotineiro desinteresse. Ou talvez não… 

Na primeira casa onde vivemos em Barcelona, havia na casa de banho um poster colado na porta; chamava-se Toilet Cam Poster – era a imagem de várias casas de banho onde estavam pessoas a fazer coisas completamente diferentes. Era um poster que mostrava bem tudo o que se pode fazer numa casa de banho e como um espaço minúsculo pode ser tão divertido, tão promíscuo, tão original, ousado ou surpreendente. 

Nessa casa alugávamos um dos quatro quartos que havia, mas nela viviam às vezes 5 pessoas, às vezes 6 ou 7 e quase sempre muitas mais que entravam e saiam como se lá vivessem. O poster da casa de banho mostrava a diversidade e o sentimento de liberdade que ali habitava. 

Há uns anos atrás o H. desenvolveu um “fascínio” por casas de banho e criou uma conta de instagram dedicada ao tema. Ele diz que reparou que nem todos os buracos das sanitas são iguais, e que dependendo de onde está posicionado o buraco, usá-la pode ser mais ou menos cómodo. 

Então começou a fotografar as sanitas de todos os sítios onde vai: bares, restaurantes, casas de amigos, museus, comboios, aviões, hotéis, etc.. Fotografa tal qual a encontra, antes de a usar; e todas as fotografias são tiradas por ele, como parte da experiencia que dá forma a este projecto. 

Se tenho que pensar numa sanita famosa, a minha referencia é “the worst toilet in Scotland”; a asquerosa sanita onde o Ewan McGregor entra, no filme Trainspotting, para recuperar dois supositórios de ópio. Essa imagem vista por uma miúda de 16 anos, ficou marcada até hoje. 

Confesso que fiquei surpreendida quando o H. comentou que tinha cada vez mais seguidores no instagram e que, assim como ele, havia vários aficionados de sanitas e casas de banho, por todo o mundo. Mas agora que penso sobre o tema, compreendo e até comparto a curiosidade de tantos outros. 

Já tive noites hilariantes de conversas absurdas em casas de banho de bares e discotecas. 

Tenho inúmeras histórias de festas em casas de amigos, em que apesar da música estar na sala, estavamos todos metidos na casa de banho. 

Já encontrei em filas para a casa de banho de festivais, pessoas que não via há muitíssimo tempo. É sempre nas filas para a casa de banho que te dás conta que há sempre alguém em pior estado que tu. E é quando entras, fechas a porta e falas com o espelho, que percebes em que condições estás.

 E quem é que nunca disse: Vem comigo à casa de banho?! 😂😜

O instagram do H. chama-se WC_PT e reflecte um pouco a sua própria visão do mundo. Um mundo onde todos somos diferentes, mas também muito parecidos; onde há sempre um detalhe que nos distingue e nos torna únicos; mas onde há espaço para todo o tipo de “sanita”, dependendo do país, da cultura ou do local onde esta existe. Com mais ou menos côr, mais suja ou mais limpa, todas têm o seu ponto interessante e todas merecem ser fotografadas. 

Até ao dia de hoje, o H. já foi contactado por várias pessoas curiosas pela sua galeria; recebeu elogios, comentários e até propostas de possíveis projectos. Faz-me pensar que o mundo é enorme e cheio de gente creativa, com interesses tão diferentes e que há sempre espaço para mais alguma ideia. Que talvez não esteja tudo inventado, que há sempre uma perspectiva diferente de ver algo que já todos vimos e que no fundo, são os pequenos detalhes que fazem as grandes pessoas. 

Quente&Frio de Chia e Morangos [o papel de uma sobremesa]

O açúcar é um veneno! 

Desde pequena que oiço esta frase, e ainda que os meus pais tentassem moderar o consumo de açúcar lá em casa, não conseguiram evitar que as duas filhas fossem super gulosas. 

Lembro-me que a minha mãe não gostava que comêssemos bolos e doces de pastelaria, então sempre fez ela própria os petiscos e guloseimas para nos tentar dissuadir; e também porque na nossa mesa nunca faltou um bolo aos fins-de-semana, aprendemos desde cedo que é possível fazer todo o tipo de doces em casa. Criámos ambas uma íntima relação com a cozinha, porque isso de comprar feito, para nós nunca existiu!

Está claro que para a cozinha é preciso disponibilidade e gosto, fazer só por fazer ou fazer por obrigação, não dá o mesmo prazer, nem faz com que o produto final saia da mesma forma.

A sobremesa é a cereja no topo do bolo de qualquer refeição, e mesmo que esta não seja brilhante, se acaba com um doce delicioso, o triunfo é garantido. Hoje em dia há tantas alternativas saudáveis, que praticamente nem é preciso usar o açúcar para conseguir uma sobremesa formidável.

Como já escrevi antes, receber amigos em casa e principalmente à mesa é uma arte e requer alguns cuidados. Para atingir a perfeição há que encontrar um equilíbrio e a perfeita combinação dos pratos que são servidos. 

Por exemplo, uma sobremesa demasiado doce depois de uma comida farta e pesada, pode não cair bem; mas o contrário sim que funciona. 

Eu quando sirvo uma refeição leve e pouco calórica, tento fazer uma sobremesa mais forte e corpulenta, como por exemplo um Trifle; uma mistura de bolo, frutas, mousse de chocolate e chantilly. 

Ou se faço uma entrada com massa folhada, como o pastel de camembert com compota de alperce e pimenta; nunca sirvo uma sobremesa do mesmo género, tipo uma tarte de maça ou um mil folhas de frutos do bosque. 

 Se a salada é de agriões e morangos, a sobremesa já não levará frutos vermelhos; se o prato principal leva molho branco, a sobremesa não deverá ser leite-creme…. E estes são apenas alguns exemplos de combinações que não funcionam e que podem arruinar a lembrança de uma refeição que poderia ter sido, no mínimo, apetitosa.

Esta sobremesa que hoje partilho é apropriada para todas as estações, mas é especialmente boa para finalizar as típicas refeições invernosas, encorpadas e muitas vezes indigestas. A chia ajuda à digestão, o leite de amêndoa já é adocicado por natureza e a combinação de morangos com as sementes dá, a esta sublime sobremesa, um toque aromático e exótico.

Receita para 2 porções:

1/2 chávena de sementes de chia

2 chávenas de leite de amêndoa

2 c. de chá de mel

1 Taça de morangos

1 cálice de Moscatel ou Vinho do Porto para aromatizar os morangos

1 c. de chá de canela em pó

1 c. de chá de sementes de sésamo caramelizadas, cacau e coco (estas sementes da Ecoriginal são uma combinação excêntrica e atrevida, que transforma esta sobremesa numa explosão de alegria para o paladar. São vendidas pelos amigos da Qüi Barcelona, uma inovadora marca de gelados. 

Como fazer:

Com pelo menos 12 horas de antecedência (na noite anterior), junto num recipiente o leite, o mel e as sementes de chia. Mexo bem e ponho no frigorífico até ao momento de montar a sobremesa. Durante este tempo de repouso as sementes absorvem o líquido e ganham uma textura gelatinosa.

No dia seguinte faço uma calda de morangos (sem açúcar); corto os morangos aos pedaços e ponho numa panelinha com um cálice de moscatel, vou mexendo até criar uma consistência cremosa. No final ponho a canela e as sementes e deixo levantar fervura.

Retiro do lume e deito por cima de cada recipiente (neste caso utilizei uns frascos que tinha sem tampa, do mercado “All those”; há que reciclar o que temos em casa! 😉

A diferença de temperatura faz com que a consistência glutinosa da chia fique mais parecida à de uma mousse e transforma esta sobremesa tão simples num requintado quente & frio. 

Contagem decrescente!  [como organizo as minhas viagens] 

Sou naturalmente uma pessoa organizada e inevitavelmente também 100% organizadora. 

Está-me no sangue e não posso evitar; desde miúda que sempre gostei de inventar, pesquisar, descobrir e explorar o desconhecido. Ver até onde posso ir, até onde tenho capacidade de criar. 

Hoje em dia está tudo facilitado com o uso da internet, só não faz quem não quer. Pode-se aprender a tocar um instrumento vendo vídeos no youtube, aprender a cozinhar, fazer trabalhos manuais, falar novas línguas ou ter acesso a todo o tipo de informação relacionada com quase tudo. Viva a Internet!! 

E está claro que organizar uma viagem tornou-se também algo bastante simples de fazer. É apenas preciso curiosidade, dedicação e muita paciência; mas tudo o resto está on-line, é só procurar! 

Acho que uma das coisas mais importantes para organizar uma viagem, é ouvir as dicas de quem já lá esteve, é aprender com os erros dos outros e aproveitar a sabedoria das boas experiências. 
Todos temos amigos que já visitaram sítios onde queremos ir e esses são sempre os nossos melhores conselheiros. 

Recordo-me que quando fomos à India, pedimos sugestões a vários amigos (que nem se conhecem entre si) e houve um sítio que nos foi recomendado por três pessoas diferentes (uma portuguesa, um catalão e um israelita), o que obviamente despertou a nossa curiosidade: Hampi, uma “pequena” cidade no meio de Karnataka… Posso apenas dizer que incluí-la na nossa viagem foi uma das nossas melhores decisões. 

Se por acaso não temos a sorte de ter acesso a informação mais personalizada, há muitíssimos blogs de viagens que nos ajudam a ter uma visão mais clara sobre os destinos, depois basta cruzar tudo o que lemos e decidir onde queremos ir. No final deste post indico alguns blogs de viagens que costumo ler e que têm sempre boas dicas para os viajantes. 

Eu leio basicamente para aprender sobre os sítios onde quero ir e conhecer a perspectiva de pessoas de todo o mundo que já lá estiveram; mas também para decidir as coisas práticas da viagem: onde dormir, que transportes utilizar, alguma recomendação gastronómica ou algum conselho importante. 

O primeiro passo, depois de decidir o destino da viagem é começar a procurar  voos, para isso uso normalmente duas páginas: Skyscanner e Vuelos Baratos

Segundo passo é comprar o Guia da Lonely Planet, que passa a ser o meu livro de cabeceira durante os meses que faltam até à viagem. (este ano foi presente dos meus pais) 😍

Começa então a conta-atrás e muito que organizar!! 

Já passou um mês desde que comprámos os bilhetes para o Vietnam e já perdi a conta do número de blogs que li até agora, das vezes que olhei para o mapa e para o calendário para organizar os dias. Já mudámos o itinerário duas ou três vezes, já juntámos outro país à viagem e calculámos gastos para diferentes possibilidades.

Pode-se viajar de forma muitíssimo barata pelo sudeste asiático, mas quando já não se tem 20 anos, há algumas situações que para mim ficam automaticamente excluídas, e dormir mal é uma delas. 
Uso o Tripadvisor e o Booking para encontrar alojamento – sempre um quarto duplo com wc privado (nem sempre reservo, mas recolho alternativas que junto à informação do Lonely Planet, para mais tarde decidir). O pequeno-almoço incluído não é imprescindível (porque na Asia a comida é ridiculamente barata); mas um bom colchão sim que o é. 

Depois de carregar uma mochila durante várias horas, subir a comboios, motos e táxis, caminhar quilómetros a visitar cidades, é muito importante que o sítio onde vamos dormir seja confortável e limpo. 

Continuo a viajar de mochila e penso que assim continuarei durante muitos e longos anos, é a forma mais cómoda e simples de viajar. Mas sobre a mochila e o que levar na viagem, escrevo noutro dia. 

Quando já tenho o roteiro definido (que pode ser sempre alterado a qualquer momento) começo a ver formas de nos deslocarmos; como sou apaixonada por viagens de comboio, essa é sempre a minha primeira opção. Recomendo o site: Seat 61, que tem informação sobre os horários de vários países, tipos de comboio, e várias opções e comentários. É sem duvida o mais completo de todos. 

Se ao princípio leio sobre tudo, a cultura, a historia ou a gastronomia; com o passar do tempo vou restringindo a pesquisa apenas aos locais onde vamos, em busca daquele sítio especial que nos apaixonará quando lá estivermos. Aquele restaurante típico, o miradouro perfeito para ver o pôr-do-sol, ou aquela experiência imperdível. 

Normalmente tenho apenas 3 semanas para viajar e nunca tenho tempo para ver tudo o que gostaria, por isso tento organizar algumas coisas o melhor que posso, para que quando esteja em viagem, me possa deixar levar pelo imprevisto e desfrutar dos momentos surpresa, que são o que realmente dá chispa a viagem.

Uma das últimas coisas que faço antes de partir é procurar um seguro; já usámos o  Worldnomads em duas viagens e a verdade é que correu tudo bem e não precisámos de o ativar; mas é o mais recomendado por vários viajantes e blogs e parece-me que em relação a coberturas e preço está bastante bem. 

Este ano comprámos a voo já com seguro de viagem, o que também é uma opção interessante. Quando se viaja para o outro lado do mundo, com uma mochila e um guia na mão, o mínimo que podemos levar é um bom seguro, para o caso de ficarmos gravemente doentes ou precisarmos de ser recambiados com urgência para casa. 

Neste momento estou na fase de pesquisa, de investigar e descobrir tudo o que os países que vamos visitar têm para nos oferecer. É uma das minhas partes preferidas e posso dizer que o facto de ter já uma ideia geral do destino, não anula o espanto nem reduz o assombro quando lá chego. 

Penso que viajar é o fundamental, independentemente da forma como cada um o faça. Eu prefiro viajar ”por minha conta”, sem guias nem agências e com bastante flexibilidade. Prefiro ter eu todo o prazer de investigar e decidir o onde e o quando da minha viagem. Isto de viajar com a mochila às costas é algo que não tem explicação, transforma-se num vício que nos provoca uma felicidade absoluta, e quanto mais vemos, mais queremos ver.  

😍✈️

*Estes blogs têm sempre alguma informação interessante ou alguma dica especial. São viajantes que andam pelo mundo e escrevem o que realmente sentem. 

http://dontforgettomove.com/ 

http://www.myguiadeviajes.com/ 

http://www.wanderloveworld.com/ 

http://www.mochileandoporelmundo.com/ 

http://www.hastaprontocatalina.com/ 

http://marcandoelpolo.com/ 

*Também recomendo: 

Wikitravel: Informação sobre os países e dicas de viagem.

Visa HQ: información sobre vistos 

Air Asia: a melhor companhia para viajar pela Asia. 

Falafel 100% Saudável

Cá em casa tentamos cada vez mais arranjar alternativas para as nossas refeições. Tentamos comer bem, de forma equilibrada e variada, mas também original. Aborreço-me se como sempre as mesmas coisas, nos mesmos formatos. 

Durante muitos anos, em Portugal, o grão-de-bico era básicamente usado como uma guarnição; acompanhava o bacalhau cozido, fazia-se salada com atum, em algumas zonas do país sopa de grão, e uns quantos pratos mais. Só mais recentemente começou a ser um alimento de destaque nas refeições. 

Eu considero-o primordial para uma nutrição equilibrada, já que é um alimento que fornece energia sem provocar picos de insulina no sangue;  tem minerais como o magnésio, cobre e ferro; vitaminas e ainda ácido fólico. Muito importante também, é que o grão-de-bico além de reforçar as nossas defesas, diminui os níveis de cortisol; que é a hormona relacionada com os comportamentos compulsivos a nível alimentar e com a acumulação de gordura na região abdominal.

Possui também fibras que nos ajudam a saciar com mais facilidade, mas é a proteína que faz desta leguminosa uma boa escolha para o menu do dia a dia, pois tem o nutriente responsável pela manutenção dos nossos músculos. 

Apesar de ser muitas vezes considerada uma proteína incompleta, por ser de origem vegetal; se misturarmos o grão com um cereal, como por exemplo o arroz, teremos uma combinação de aminoácidos essenciais muito próximos à proteína da carne. 

Porque é tão espectacular este alimento, hoje partilho uma receita de Falafel 100% saudável. 

Aqui em casa comemos às refeições, mas também como snack ou entrada. Pode-se acompanhar com um molho caseiro, tipo ali-oli ou tzatziki, que faz a combinação perfeita. O que eu mais adoro nesta receita, é que não se frita, cozinha-se no forno. 

Falafel  100% Saudável 

500 grm de grão de bico seco

3 dentes de alho

2 cebolas médias

3 colheres de sopa de azeite

Um punhado de folhas de hortelã

Um punhado de coentros frescos (usei os da nossa horta) 😍👌🏽

Cominhos qb

Pimenta qb

Noz-moscada qb

Sal qb 

Deixo o grão demolhado em bastante água, de um dia para o outro (mínimo 24h) . 

Junto todos os ingredientes cortadinhos numa taça e passo a varinha mágica até obter uma pasta uniforme. 

Desta vez usei a “técnica do pastel de bacalhau” para moldar o falafel; com duas colheres de sopa, e o resultado foi o que se pode ver nas fotos.

Põem-se num tabuleiro com papel vegetal a 200 graus no forno, durante 30 minutos e estão prontos a comer. 

*Eu uso a varinha mágica para triturar os ingredientes, mas quem tem outro tipo de máquina, tipo 123 ou bimby ou qualquer outro processador de alimentos, pode usar também.

*Esta receita é rápida e fácil, não utiliza produtos de origem animal, nem nenhum tipo de farinha, e pode-se congelar. 

*Estas quantidades deram para cerca de 60 pasteis de falafel. 

Recomendo 100%