Viajo&Visito [Lanzarote]

Desde sempre tenho o seguinte lema:
– Onde temos amigos, vamos!
Normalmente tento visitar todos os amigos que tenho espalhados pelo mundo, uma viagem 2 em 1 sai mais económica e tem muito mais graça. Viajo e Visito!

Já perdi algumas oportunidades, que agora não sei quando voltarei a ter:

– Não visitei Istambul quando tinha lá o Pet e não visitei o Ecuador, quando vivia lá a Joana.

Ainda não fui a Angola, nem à Argentina; em ambos países tenho amigos e familia para visitar.

Mas pouco a pouco, vamos tentando eliminar os que faltam, por isso aproveitámos o fim de semana prolongado com ponte e feriado e fomos até Lanzarote.

Temos há mais de 5 anos uma grande amiga a viver lá. Uma amiga que trocou o continente pela ilha, a cidade pela praia, o verde pelo vulcão. Trocou uma vida cheia de coisas por uma vida cheia de outro tipo de coisas. Vive numa casa em frente ao mar, onde todos os dias o namorado faz surf, onde as cadelas correm livremente pela terra vulcanica, onde a paisagem desértica não acaba nunca e onde no horizonte, o mar entra pelo céu adentro.

Lanzarote é uma ilha diferente de todas onde já tinha estado, é uma ilha onde a terra é negra, seca, tórrida e agreste. Não há árvores, não há massa verde, não há nada tropical, sem ser o calor abrasador; que no final de Outubro permitiu que voltássemos a reviver um verão cheio de sol e nos banhássemos nas águas tépidas do Atlântico.

Ao início custou-me habituar à ausência do verde, mas aos poucos percebi que a ilha tem um encanto especial. Que as estradas no meio do deserto são totalmente ‘à filme’, que todas as casas de todos os ‘pueblos’ são brancas, e isso dá um charme e uma identidade única à ilha, e que o facto de não haver prédios faz com que estejamos onde quer que seja, consigamos sempre ver vulcões à nossa volta.

O sul da ilha é 100% voltado para o turismo; praias, restaurantes e bares com menus em inglês e alemão. No norte da ilha há uma população de locais e residentes mais alternativa; surfistas, pescadores, desportistas e pouco mais. Na ilha as distrações são poucas, ou se dedicam a uma destas atividades, ou provavelmente morrem de tédio, porque não há muito mais para fazer. Para uma pessoa de cidade, como eu, esta excessiva tranquilidade tem data de validade.

Exatamente 5 dias, que foram os que passámos em Lanzarote! Não foi muito tempo, mas foi o suficiente para ficarmos com uma ideia da ilha, vermos as atrações principais, darmos uns bons mergulhos, comermos as delícias das canárias, matarmos saudades e ficarmos com vontade de voltar novamente.

One thought on “Viajo&Visito [Lanzarote]

  1. Olá. É sempre bom visitar lugares novos mesmo que para nós tenham prazo, de validade em termos de estadia!Sim a Argentina país que adorei e que percorri até às cataratas de iguacu e…..Angola minha primeira Patria onde vivo merecem a tua visita. Bjjo

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