Bali – Amor à segunda visita!

Esta segunda viagem à Indonésia foi meio espontânea e inesperada, um querido amigo casava em Bali, e instintivamente tomámos a decisão de nos organizarmos para irmos ao casamento.

Quando um local já não nos é desconhecido, o nosso grau de alerta desce para os mínimos. A necessidade de organizar tudo, de ter um plano B, de não querer perder pitada do que há para ver, praticamente desaparecem. Isso torna a viagem muito mais relaxada e foi exactamente o que aconteceu, o meu nível de preocupação estava a negativo e consequentemente o nível de tranquilidade estava em altas!! E que sensação tão boa, para uma freak da organização como eu!

Chegámos a Bali e tínhamos um condutor à espera no aeroporto, para nos levar até uma daquelas maravilhosas Vilas Balinesas em Seminyak, onde já estava uma ‘motorbike’ para nos deslocarmos livremente. O nosso amigo já tinha organizado tudo, já que é exactamente a este negócio que se dedica na Ilha dos Deuses. Tínhamos menos uma preocupação, e mais uma experiência de “luxo”, que normalmente não é a nossa primeira opção em viagens de mochila às costas.

Os três dias que se seguiram foram dedicados ao casamento, a estar com a família do noivo e a matar saudades do nosso amigo. O H. foi um dos padrinhos, o que fez com que em algum momento se ausentasse e eu andasse sozinha a explorar as redondezas e a relaxar na piscina.

O casamento foi diferente de qualquer um ao qual já tivéssemos ido. Uma cerimónia na praia, numa ilha hindu, com uma estrutura ocidental totalmente pagã, mas com uma forte presença muçulmana, entre um francês e uma javanesa. Um grande jantar tradicional no meio de campos de arroz, cercado por detalhes e tradições balinesas. Tudo muito original num cenário deslumbrante, com muita comida, muita bebida e boa música. O que se pode querer mais de uma festa?! Esta foi uma grande experiência que ficará na nossa memória para sempre!

Assim foram os primeiros dias em Bali, inteiramente dedicados ao casamento, já que foi esse o propósito desta viagem. No quarto dia apanhámos um avião para a Ilha de Java, para descobrir Yogyajarta, como já contei neste post.

De regresso a Bali, optámos por ficar cinco dias em Ubud. Da outra vez tínhamos ficado só dois e soube a pouco. Ubud está mais ou menos no centro da ilha, não tem praia e está localizada entre intermináveis campos de arroz e uma selva viva de cortar a respiração. É considerada a cidade cultural de Bali, e sinceramente, ainda que um pouco massificada, é um dos sítios mais especiais onde já estive.

Notei uma grande diferença de 2014 para agora, o número de turistas, de lojas, de restaurantes, de hotéis… tudo aumentou. Mas mesmo assim, ainda se consegue pegar na moto e em cinco minutos deixar para trás todo aquele frenesim infernal. O paraíso é mesmo ali, a cinco minutos de moto em qualquer direcção para longe do centro.

Quero recomendar este hotel onde ficámos no meio dos arrozais, porque me encheu as medidas, mas a verdade é que não faltam sítios bonitos para ficar em Ubud, o difícil é escolher. Este está a 15 minutos a caminhar do Mercado, por isso bem central e acessível. Adorei o sítio e voltaria a repetir, mesmo com a experiência “traumática“ do terramoto sentido a meio da noite; inevitabilidades de quem visita esta parte do mundo.

Durante a semana que ali estivemos, aproveitámos para descobrir os arredores, passear pelos campos de arroz, visitar templos que não tínhamos visto da outra vez, explorar cascatas no meio da selva, a gastronomia, centros de arte, fazer massagens e viver intensamente a vida cultural de Ubud.

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A maior parte dos dias deslocámo-nos de moto, os dois à aventura; apenas um dia contratámos o mesmo motorista que nos foi buscar ao aeroporto, para nos levar para uma zona mais remota da ilha.

Estas são as duas formas mais comuns de se mover em Bali, ou de moto ou de motorista. Quando se opta pela moto, é aconselhável ter um telemóvel com GPS, porque ao sair do centro desaparecem as placas com indicações. É pura aventura e descoberta! (por isso compramos sempre um cartão SIM quando viajamos para fora da Europa, normalmente compensa.)

Não sei o que o futuro vai fazer a Ubud, a história diz que a massificação tende a destruir o paraíso. Eu sinceramente espero que não aconteça, porque se mais tempo eu tivesse, mais dias teria ficado naquele paraíso “cheio de gente”.

Mas como queremos sempre ver mais do desconhecido, partimos para a costa.

Em 2014 tínhamos passado uma semana nas Gili, por isso desta vez queríamos conhecer outras ilhas, e foi assim que chegámos às Nusa.

Ficamos alojados na ilha mais pequena das três, Nusa Ceningan, mas com uma scooter explorámos também a vizinha Nusa Lembongan; e num dia de visita, descobrimos a famosa Nusa Penida.

Não sei qual gostei mais, são diferentes e entre as três também são diferentes das Gili. As Gili são mais tranquilas e não têm veículos motorizados, as Nusa têm muito mais gente e motos e carros a circular pelas ilhas.

Compreendo o deslumbramento que agora há com a ilha Nusa Penida; totalmente por explorar, totalmente selvagem e com umas praias incríveis, e por isso acho que quem quiser lá ir, deve reservar pelo menos entre uma semana a dez dias para lá ficar. Os acessos são difíceis, tudo se move mais lentamente e as distâncias enormes, porque é uma ilha realmente grande.

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As Nusa têm o seu encanto, no entanto para passar entre 3 a 5 dias, ainda acho que continuo a preferir as Gili

Depois das Nusa voltámos a Bali e passámos os últimos dias em Uluwatu, a zona mais a sul da ilha. Também tinha ficado por ver em 2014, nunca há tempo para tudo…

Esta é uma zona completamente diferente, de praias rochosas com boas ondas para surfistas, uma natureza menos tropical e mais inóspita, mas de uma beleza única, com um mar azul de cortar a respiração!

Os passeios de moto à descoberta no meio do nada por caminhos acidentados, ficar-me-ão gravados na memória para sempre.

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Da primeira vez que fomos a Bali ficámos 10 dias, no meio de uma viagem de mês e meio pelo sudeste asiático. Vimos tanta coisa diferente e vivemos experiências tão bonitas, que Bali passou meio desapercebida e não me conquistou à primeira visita.

Desta vez ficámos 18 dias e a ilha dos deuses roubou-me o coração! Sei que voltaremos um dia, não só porque ficou ainda muito por ver, também porque temos um querido amigo na ilha e porque acredito que devemos voltar aos sítios onde fomos tão felizes; mas principalmente porque voltei grávida de Bali e seguramente um dia, levaremos o Tomás a conhecer a ilha onde o universo conspirou para a sua chegada às nossa vidas.

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