•Portugal em chamas•

Este fim-de-semana foi bastante horrível. Há já muitos anos que o mundo anda horrível, em muitos sentidos, mas quando a tragédia acontece no “nosso quintal”, doí-nos de outra forma. Desta vez nem foi bem no quintal, na verdade foi dentro de casa, na vida; são famílias inteiras devastadas pelo drama. 

Não é possível escrever de outra forma, porque este incêndio arrasou não só as árvores, as casas, e tudo o que apanhou pela frente, mas foram principalmente as vidas humanas que acabaram de um momento para o outro, e foram muitas. 

Não tenho uma boa relação com a morte, lamentavelmente já me deixou sem pessoas muito queridas. Lembro-me que a primeira vez que percebi o conceito de morte, de desaparecimento para todo o sempre, foi aos 12 anos, quando o meu avô Afonso faleceu. 

Eu era miúda e tenho guardada a imagem do meu pai deitado na cama, no lusco-fusco, com um braço em cima da cara, em silêncio. No momento não compreendi a dimensão de tal fatalidade, mas senti uma tristeza estranha, desconhecida para mim até àquele momento. 

Na adolescência perdi dois amigos, com exatamente um mês de diferença, mortes inesperadas e desconcertantes. Miúdos que cresceram comigo, que tinham uma vida cheia de possibilidades e que inesperadamente um dia, já não estavam aqui. 

E em 2010 perdi o meu companheiro de trabalho, o meu amigo de todos os dias, confidente, camarada, aliado e comparsa. Mortes que nos marcam para sempre, ainda que nunca falemos delas. 

Entretanto outros vários desaparecimentos me golpearam fortemente por dentro; a minha prima Francisca, o meu primo Paulo, o meu tio Zé, as minhas queridas avós…. enfim.. 

Perder os que amamos é como se nos tirassem a sabedoria, a razão; tudo deixa de fazer sentido e de repente não sabemos absolutamente nada, não sabemos como nos comportar, o que sentir. 

Lamento sinceramente a perda de todas estas pessoas, lamento todas estas catastróficas mortes. 

Neste momento não me apetece escrever sobre culpados, razões e soluções. Este é um momento de choque, de tristeza e condolência. É momento para sermos solidários e carinhosos com aqueles que perderam alguém. 

Escrevo este post, porque se passou “no meu quintal”, porque é Portugal que chora e sofre as mortes dos seus, porque ontem ao ver as notícias caiam-me lágrimas desoladas por aquelas imagens dantescas. 

Mas na verdade, todos os dias morre gente em circunstâncias terríveis, todos os dias continuam a matar e a morrer inocentes em todas as partes do mundo; e ainda que as noticias nos informem do terror que se vive na Síria, no Mediterrâneo, em África, na Venezuela e em muitas outras partes; criámos uma carapaça que nos parece deixar imune à tristeza e à ruina. 

Mas não deixa; aqui ninguém é imune à morte, e temos que perceber que enquanto estamos vivos devemos aproveitar ao máximo e viver intensamente cada dia. Devemos verbalizar o nosso amor pelos que nos são queridos, devemos ser solidários com o próximo, compreensivos, tolerantes e abertos à diferença. Devemos ser justos e cuidadosos com os animais e com a natureza. 

Devemos ser felizes! Nascemos para isso, e ninguém sabe quando vai morrer. 

Road Trip por Portugal 

Há umas semanas atrás uma amiga alemã pediu-me dicas para fazer uma Road Trip em Portugal este verão, (mas excluindo Lisboa e Porto, que já conhece); e contemplando um bocadinho de campo e praia. Como o roteiro está em inglês, faço agora um apanhado da informação principal aqui no Blog. 

É de conhecimento geral (para quem lê o blog) que para mim fazer uma road trip é como rejuvenescer 5 anos, é o tipo de viagem que consegue misturar muita adrenalina, liberdade, conforto e independência. É voltar à adolescência e sentir novamente a leveza de fazer o que nos apetece sem pensar nas consequências, cabelos ao vento e mapa na mão, paramos onde nos der na gana e dormimos onde quisermos. Indo de carro ou de caravana, uma road trip é uma experiencia única que todos devemos fazer… várias vezes na vida!! 😝

Tracei duas rotas (ainda que haja um sem fim de possibilidades), a primeira é para atravessar Portugal de norte a sul; sabiam que também nós temos uma Route 66? Mas a nossa chama-se N2 (Estrada Nacional 2), vai de Chaves a Faro e atravessa todo o interior do país, na sua mais profunda essência. 

A segunda, e como não podia deixar de ser, é a rota de Lisboa até Lagos pela Costa Vicentina. Sou uma eterna apaixonada pelo litoral alentejano e não me canso de recomendar esta maravilhosa zona de Portugal, afinal é a minha preferida de todo o mundo mundial, e um dia quando for velhinha, é para lá que quero ir escrever as minhas memórias. 

   Rota Interior de Norte a Sul (vermelho)

Então se nos metemos num carro, carrinha, caravana, moto, bicicleta ou em qualquer outro veículo que nos permita chegar a Chaves, daí partimos em direção a Viseu. Passamos nas famosas Termas de Vidago e por Vila Real, desbravando aquela linda paisagem tão característica de Trás-os-Montes, até chegar às aguas do Douro. Atravessamos o rio no Peso da Régua e seguramente encontraremos por aí um delicioso restaurante que nos sirva um daqueles pratos de comer e chorar por mais; tudo isto com vista para as vinhas. Não é mais nem menos, um dos sítios mais bonitos de Portugal. 

Deixando o Douro para trás, entramos na zona do Dão, isto até poderia ser também uma rota do vinho, mas não é, já que supostamente temos que seguir viagem. 

Passando por Viseu, o nosso próximo destino vai ser as Aldeias de Xisto, um segredo bem guardado que embora tenha já muitos visitantes, não está nada massificado. 

São 27 pequenas aldeias distribuídas pela região centro, entre a Serra da Lousã e o Vale do Zêzere. Uma pequena maravilha onde se pode desfrutar da experiência completa, se ficarmos alojados numa daquelas pensões rurais, onde se dorme e se come melhor do que na nossa própria casa. As minhas preferidas são: Piodão, Talasnal, Casal de São Simão, Cerdeira e Covas do Monte. 

Seguimos em direção à Barragem de Montargil, onde de pequena acampava nas férias de verão e fazia atividades radicais com o Clube da Natureza.

A partir de aqui o panorama muda e depois de passar o Tejo, a paisagem florestal dá lugar às planícies alentejanas com o horizonte salpicado por velhas oliveiras e onde em Agosto seremos abraçados por um calor tórrido e seco. 

Aqui podemos escolher muitas opções para visitar; Évora, Monsaraz ou Estremoz… mas tudo com calma e tempo, que no Alentejo respira-se paz e tranquilidade. 

Descemos para Ferreira do Alentejo, passamos as Minas de Aljustrel, Almodôvar, e acabamos por entrar no Algarve e chegar a Faro. Aqui as possibilidades são múltiplas, mas se queremos escolher o melhor e fugir à massificação estrangeira, vamos até às ilhas da Ria Formosa (Armona, Farol e Culatra) e também de barco damos um pulinho à paradisíaca Ilha de Tavira. 


               

              Rota da Costa Vicentina (azul)

De manhã bem cedinho atravessamos a Ponte 25 de Abril em direção a Sesimbra, uma vila pitoresca com uma linda praia às portas da Serra da Arrábida. Seguimos caminho para Setúbal pela estrada da Serra, com uma vista de nos tirar o fôlego; e aproveitamos para parar em Azeitão para comprar um queijinho e umas garrafas de vinho para o entardecer. 
Se estiver calor, encostamos o carro na estrada e descemos até à Praia dos Coelhos ou à de Galapinhos; dizer que são paradisíacas é apenas um eufemismo. 

Almoçamos em qualquer restaurante da Av. Luisa Todi uma dose de choco frito e seguimos até ao cais dos barcos, onde pomos o carro no Ferry para Troia. Do outro lado do Sado começa a aventura, uma estrada com aspeto meio tarantino, meio mexicano; segue paralela às melhores praias selvagens de Portugal. 

Comporta, Carvalhal, Galé, Melides ou Santo André; podemos passar o dia em qualquer uma delas, porque são todas espectaculares. 

Continuamos a descer para Sines, o mais junto à costa possível e quando chegarmos a São Torpes, viramos para a estrada que entra no Parque Natural da Costa Vicentina, e seguimos até Porto Covo. 

A partir daqui podemos parar onde nos apetecer, ficar a dormir, passear, seguir viagem, abrir as janelas, ou pôr a música alta e deixar-nos levar pela energia única do litoral alentejano. 

Nesta zona tão linda de Portugal e entrando também um bocadinho pelos Algarves, podemos escolher entre Vila Nova de Mil Fontes, Cabo Sardão, Zambujeira do Mar, Praia da Amoreira, Aljezur, Praia da Arrifana, Carrapateira, Cabo de São Vicente, Sagres, Lagos; e muitas outras extraordinárias vilas e assombrosas praias, que nos vão roubar o coração. 

Ao escrever este post, entrou-me uma descomunal vontade de viajar por Portugal novamente. Quando escrevo estas dicas para os meus amigos, dou-me sempre conta, que por muito que viaje pelo mundo, por muitos paraísos que conheça, este cantinho à beira mar plantado, é definitivamente o meu paraíso.

Já está mesmo a chegar o Verão! Boas Viagens!

Bali & Gili


Às portas do verão e já com um calor abrasador aqui desde lado da península, hoje escrevo sobre Bali; chamam-lhe a Ilha dos Deuses, e eu chamo-lhe a Ilha que não sai de moda.

Aqui em Barcelona o pessoal continua a viajar ano atrás ano para este destino, como se fosse o paraíso na terra… e talvez seja mesmo! 

Se ainda não decidiram para onde ir nestas férias, aqui fica a minha sugestão! 

Fomos a Bali em 2014, e apesar de não estar na nossa “bucket list” temos um grande amigo que lá vive e já sabemos que onde temos cama e roupa lavada, há que ir sim ou sim! 

Há um fascínio qualquer à volta desta ilha, e é de facto espetacular, mas antes de falar das suas maravilhas, vou fazer uma pequena lista de algumas coisas menos boas, porque nem tudo são rosas: 

– Antes de chegar, o nosso amigo avisou-nos para levarmos 25 dólares trocados, para tratar do visto “on arrival” no aeroporto, no guia da Lonely Planet dizia 20USD; e na verdade quando chegámos lá cobraram-nos 35USD. Já se pode ver como vai a coisa na Ilha… 

– E quando fomos embora tivemos que pagar também uma taxa de saída… Sim, porque os balineses o que têm de relaxados, têm de espertalhões; e para pessoas como nós que à saída quase não tinhamos rupias, eles têm um aeroporto cheio de caixas multibanco.

– Quanto ao impressionante trânsito; (e eu que achava que já tinha visto de tudo na India), aqui é também escandalosamente caótico. Estradas estreitas, sem luz e sem passeios; muitíssimas motos em que se contam pelos dedos os ‘locais’ que usam capacetes, já para não falar que muitos são crianças com menos de 12 anos, que parece que já nasceram em cima de uma moto. 

– A comida pode ser deliciosa…ou não… muito à base de fritos e sempre com um ovo estrelado em cima; o que safa é a quantidade de peixe fresco e marisco que se encontra ao preço da “uva mijona”. 

– Apesar de ser uma ilha tropical, está completamente invadida por turistas, carros e motos. As praias mais conhecidas parecem a Vila Moura lá do burgo, massificadas por ocidentais a ver o pôr do sol, sentados em puffs a beber cocktails coloridos ou a tradicional Bintang. 

Enfim… até parece que não adorei, mas adorei! Só que infelizmente este é o preço que se paga pelo paraíso se tornar conhecido. 

Devo confessar que esta pequena lista que acabei de referir, praticamente não a vivi, contornei-a com a sorte de quem viaja a um sitio para visitar amigos que dominam o local. ❤ 

Em Bali vive o Hugo, nosso amigo francês com quem vivemos grandes histórias e aventuras em Barcelona até 2012. 
Quando chegámos ele namorava com a Puput, uma indonésia super simpática e aventureira, que mesmo sendo muçulmana, alinhava em quase tudo o que fazíamos e tinha uma mente muitíssimo aberta. Imagino que viver em Bali, a única ilha Indú das 17.500 ilhas, faz toda a diferença. 

Conhecemos um casal amigo, que também estava de visita vindos de Singapura, ele chileno e ela italiana; e juntos fomos os 6 de road trip pela ilha. Deixámos a mochila grande em casa do Hugo e com uma mais pequena montámos na moto e seguimos pela estrada fora. 

Foi uma experiência fantástica e indescritível, também porque começámos a viagem no dia 24 de Agosto, meu aniversário; mas principalmente porque saímos das estradas convencionais e turísticas, e vimos os caminhos alternativos, os templos menos conhecidos, os restaurantes locais no meio da estrada e as paisagens mais espetaculares. 

O H. teve que conduzir pela primeira vez do lado esquerdo da estrada e em caravana lá foram três motos por estradas desertas, no meio de campos de arroz, palmeiras e bananeiras; observados por macacos, lagartos, pássaros e borboletas gigantes com cores mais brilhantes que as do próprio arco-íris. 

Um dos pontos altos da viagem era subir a um vulcão e do cimo do Monte Batur ver o nascer do sol, uma das experiências mais duras e gratificantes que já tive. Metade do caminho pensei que não ia conseguir, mas desistir nunca foi uma opção (porque não dava para voltar para trás sozinha, no meio da floresta, às escuras com sombras e ruidos de animais). 😝
Uma experiência indescritível que durou 9 horas entre subir e descer, em que acabámos mergulhados nas águas quentes das termas vulcânicas, na base do monte. 

Sempre a dormir em casas locais, que de turístico tinham quase nada e de rústico tinham quase tudo. Inesquecível é um pequeno eufemismo, para descrever esta road trip em Bali. 

Foi uma sorte poder sair do roteiro turístico, e ainda que por um lado sei que quando visitamos amigos estamos um pouco limitados às escolhas que eles fazem, e ao que nos querem mostrar; tenho plena consciência que isto que vivemos em Bali, nunca o teríamos vivido se não fossemos com o Hugo. 🙏🏽😍

Depois de um par de dias de viagem pela ilha, apanhámos um barco em Padangbay para as Gili; umas ilhas paradisíacas, sem transportes motorizados, sem policia e com muita boa onda. 

Ficámos numas cabanas na Gili Air e tivemos 5 dias de relax total; dormir e acordar na praia, mergulhar para ver peixinhos e tartarugas, passear de bicicleta e pouco mais.

Nos últimos dois dias da viagem regressámos a Bali e o Hugo organizou uma festa numa luxuosa Vila em Semyñak, onde ficámos a dormir. 

 E se até àquele momento tínhamos visto o lado mais alternativo da ilha, os restaurantes onde se comia com as mãos, alguns sem wc, aldeias sem lojas, vários templos desérticos e tínhamos conseguido estar longe de toda a elite ocidental que habita em Bali… no regresso não pudemos escapar, e tenho que confessar que foi o Top do Top! 

Não sei como são as restantes ilhas da Indonésia, um dia descobrirei seguramente; mas acredito que Bali seja única. Com uma rica e artística vida cultural, danças exóticas, o espetacular mobiliário, objetos de decoração e esculturas impressionantes. Uma natureza bruta e tropical que se mistura com a tranquilidade dos arrozais e com um mar selvagem e apaixonante. 

Inicialmente não estava na nossa “bucket list”, mas depois desta experiência queremos sem dúvida voltar. 





‘David Bowie Is’ em Barcelona <3

Na proxima semana, dia 25 de Maio vai abrir ao público , no Museu de Design de Barcelona, a exposição “David Bowie Is”; e poder-se-à visitar durante três meses. 

Amigos residentes ou visitantes em Barcelona, é imperdível!!! 

Andei de olho nesta exposição desde o primeiro dia em que abriu! No verão de 2013 perdi-a em Londres, já que cheguei uma semana depois de ter acabado no Victoria and Albert Museum, onde se inaugurou inicialmente. Mas no inicio de 2016, tive a sorte de a conseguir ver em Groningen, na Holanda. E tenho que dizer que é uma das exposições mais fixes que já vi! 

Como escrevi neste POST quando o Bowie nos deixou, ouvi-o diariamente numa das fases mais importantes da minha vida, e a sua música faz parte de mim e do meu desenvolvimento como pessoa. Acho-o excentricamente extraordinário, musicalmente inspirador e sempre me pareceu muito coerente como pessoa. 

Destaca-se, nesta exposição, a sua enorme criatividade e a diversidade da sua obra. Explora-se a ligação que fazia entre a moda, a música, a arte e o design; e vê-se como a sua peculiar individualidade deixou uma forte marca na cultura contemporânea, inspirando outros artistas a desafiar as convenções e a procurar a sua forma de expressão. 

Esta exposição reúne instrumentos pessoais, vestuário original, videos, fotografias, filmes, letras manuscritas, e muitos mais objectos; que visitaram já um total de nove países. Mostra também que parcerias fez Bowie ao longo da sua carreira e que influências sofreu. 

Pode-se apreciar os seus processos de criação e reinvenção ao longo de cinco décadas, vendo as mudanças estético-culturais que fizeram com que sempre se mantivesse um símbolo e uma referência no mundo artístico. 

“David Bowie Is” é também uma experiência audiovisual extraordinária, porque usa tecnologia multimédia de alto nível; e durante todo o percurso vamos ouvindo histórias, explicações, excertos de conversas, músicas e filmes, videos e imagens que são um deleite para os nossos sentidos.

Os bilhetes para ver a retrospectiva da vida de Bowie já estão à venda, AQUI e AQUI. Custam 14,90€ (entrada normal de 2a-6a.feira) e 17,90€ ao fim de semana, a entrada reduzida custa 9,90€. 

A entrada para esta exposição dá um desconto de 50% no bilhete para o Museu de Design e acesso gratuito ao Museu da Música. 

Recomendo a 100% e para quem não vive aqui, mas está à procura de uma cidade fantástica para passar uns dias este verão; pois Barcelona “is the place to be”, agora também, por terem durante três meses a oportunidade de ver a exposição sobre a vida de um dos ícones musicais do século XX. 

Tapantoni de Primavera [2017]

E hoje começa o Tapantoni!!! 

Um dos melhores eventos do bairro de Sant Antoni. Tapa e bebida a 2,5€, damos um rolé pelas ruas, encontramos os vizinhos, pomos a conversa em dia e descobrimos os novos spots da freguesia!! Adoro!!

Como já contei neste POST o que é este festival de tapas,  não vale a pena estar-me a repetir. 😉

Deixo-vos o LINK do evento, e recomendo a 100% que passem pelo bairro, até dia 28 de Maio, para provar as tapas do dia! 

Bom Tapantoni!! 

Dicas pré-Ásia 

Há tantas coisas a ter em conta quando se prepara uma viagem, que poderia escrever vários posts sobre o tema. 
Tão importantes como a organização burocrática e logistica, são os temas socioculturais, que nos podem dar muitas dores de cabeça, caso não os tenhamos em atenção.

Hoje escrevo sobre dicas para viajar na Ásia, aquelas que normalmente nos dão os amigos que já lá estiveram e que provavelmente servem para quase todos os países. Muitas são dicas de bom senso, mas outras são também formas de evitar erros comuns que muitas vezes cometemos sem pensar. 

O sudeste asiático é um destino mochileiro, não só porque é exótico, com praias paradisíacas, boa comida e culturalmente diferente; mas principalmente, porque é barato. É possível viajar por esta zona do mundo durante 6 meses, com o que gastaríamos na Europa em apenas um mês.

Ser mochileiro e viajar com um orçamento limitado não quer dizer que sejamos menos educados ou conscienciosos. O facto de ser um destino de praia, não significa que na mochila se ponha três bikinis, um pareo, chinelos e dois vestidos. A maior parte dos países asiáticos, são conservadores, com  povos modestos e recatados que não têm por hábito mostrar o corpo nem sequer na praia. Em quase todos os templos tem que se entrar descalço, com os ombros e pernas tapados. O ditado “em Roma sê romano” deve-se aplicar e respeitar os costumes e tradições, para garantir uma receção hospitaleira e uma convivência amigável. 

Lamentavelmente, uma situação bastante comum é a de nos tentarem enganar; sejam taxistas, condutores de tuk-tuk ou donos de  lojas; para eles somos dinheiro com pernas e devemos manter-nos alerta, ainda que não seja necessário entrar em paranóia. Lembro-me que antes da viagem à India, todos nos alertaram para nunca dizermos que era a nossa primeira vez no país. E a verdade é que durante toda a viagem nos perguntaram várias vezes se era a primeira vez que ali estavamos. Dissemos sempre que já tínhamos ido outras vezes, e isso acabou por dissuadir os espertalhões. 

Em Bangkok um condutor de tuk-tuk insistiu que o Palácio Real só abria à tarde, e que primeiro nos levaria a passear pela cidade. Mandámos parar o tuk-tuk e apanhamos outro que nos levou ao, obviamente aberto, Palácio Real. Tenho muitas histórias deste género, e várias em que fomos enganados, mas a experiencia é a mãe de todos os ensinamentos. 

Por mais que nos digam que a realidade é totalmente diferente, há coisas que só vendo e vivendo; a pobreza é uma dessas coisas. O que senti ao ver as ruas de algumas cidades indianas, nenhuma imagem de nenhum documentário me tinha feito sentir.

 É sempre uma boa ideia contextualizar-se e ter informação antes de viajar para um destes países. Para, por exemplo, ter uma pequena noção do que passaram a maioria dos cambojanos a apenas algumas décadas. 

O sentimento de compaixão e solidariedade é fundamental para nos aproximarmos das pessoas da terra e compreender como sobreviveram e conseguiram continuar com a sua vida. 

A exploração turística é inevitável e hoje em dia muitos países vivem disso, mas se pudermos eleger atividades e atrações que não se aproveitem de nenhuma pessoa ou animal, pois que assim seja. 

A que custo tiramos fotografias abraçados a tigres? Ou em que estado estão os elefantes que nos carregam nos passeios pelos templos?

São animais selvagens, não são animais para brincar. São drogados e maltratados para obedecer ao Homem e cada turista que visita estas atrações, alimenta esta situação abusiva e aterradora. 

Assim como o consumo dos famosos licores com o reptil dentro da garrafa, que  sustentam o mercado negro de animais.

Reconheço que muitas vezes é complicado fugir de algumas situações; por exemplo em Siem Reap fui ao supermercado com um menino de rua para comprar leite. Ele escolheu a lata de leite mais cara que havia e provavelmente depois voltou a vendê-la ao supermercado, ficando com o dinheiro. Mas naquele momento, foi para mim impossível não “ajudar” aquela criança.

Há muitas formas corretas de ajudar, há diversos programas de voluntariado por todo o mundo, há ONGs que fazem trabalhos admiráveis com pessoas e com animais; mesmo de longe é possível “adotar” uma criança, enviar material escolar ou mantimentos, e assim minimizar um pouco a vida cruel que têm.

Como disse no início do post, o sudeste asiático é o paraíso dos mochileiros; transportes, hotéis e comida baratos. Tudo encaminhado para roteiros turísticos, que mesmo quando vamos por nossa própria conta, faz com que sigamos uma linha já delineada. Muitos viajantes acabam por não sair da rota do costume e deixam de ver outros paraísos. Não digo que não se vá aos destinos mais óbvios, eu quero ir a quase todos; mas se a felicidade está fora da nossa zona de conforto, imaginem o que se pode encontrar, quando já estamos fora dela…  Não acredito que se possa conhecer Bangkok se não sairmos da Koh San Road; e Bali não é seguramente a única ilha interessante da Indonésia…

A oferta de voos low cost é tanta, que mesmo que tenhamos uma limitação de tempo para viajar, não temos porque ficar apenas num sítio e podemos sempre dar um pulo ali ao país vizinho. É só pesquisar!

Viajar pela Asia fez de mim uma pessoa mais tranquila e menos stressada, isto de querer controlar tudo, naquele continente é completamente impossível. Os transportes não respeitam os horários, o trânsito é caótico, a eletricidade falha a torto e a direito, as condições climatéricas fazem com que se altere rotas e destinos. 

Em alguns países é imprescindível ter jogo de cintura e deixar-nos ir com a maré. A minha primeira lição na Asia foi em Delhi, quando não conseguimos comprar os bilhetes de comboio para Agra, o que fez com que não visitássemos o Taj-Mahal. Foi na verdade a minha pior experiencia numa viagem, com suor e lagrimas à mistura, e uma assombrosa impotência por não me conseguir entender com aquele sistema, naquela assustadora estação de comboios. Depois desse dia, tudo ficou mais fácil. 

Um dos motivos que nos levou em 2014 a Bali foi o facto de termos um querido amigo a viver na ilha. Amigo esse que nos pediu para levar 1Lt de álcool cada um (quantidade permitida para entrar no país). Levámos uma garrafa de vodka e uma de rum e escusado será dizer que acabou logo na grande festa à chegada. Uns dias depois fomos ao supermercado comprar cervejas e percebemos que cada garrafa destas, em Bali, pode custar cerca de 50€. Se na Tailândia se come por 1,5€, não se bebe cerveja por menos de 3€; o álcool é sem dúvida uma das partes mais caras de uma viagem à Asia. 

Excluindo o álcool, tudo o resto é muito barato e começar a comprar pode ser uma perdição. Entre artesanato, imitações, bijuteria e outros acessórios, é possível voltar à Europa com as mochilas completamente a abarrotar. Diz-se que se deve sempre regatear, porque o valor inicial é sempre superior ao real; mas atenção: sem exageros, por favor! Se já é tudo muito barato, porque vamos estar a discutir por 20 cêntimos?! Como em tudo na vida há que ter bom senso e noção da realidade do sítio que estamos a visitar. 

Para finalizar, porque este post já vai longo, ao fazer a mochila devemos ter em conta que naquela zona do mundo faz quase sempre muito calor. Com exceção das zonas montanhosas, não vale a pena levar grandes agasalhos; nem roupas bonitinhas, nem saltos altos, nem ir carregados com demasiadas mudas de roupa, que depois nem chegamos a usar. 
O que sim faz falta é o papel higiénico, já que eles gostam da mangueirinha e ter sempre à mão um gel antibacteriano, para qualquer eventualidade. 

Nunca me vou esquecer que num “restaurante” na base do Vulcão Monte Butur, na Indonésia, onde eramos os únicos ocidentais; perguntámos pela casa de banho e disseram-nos que não havia, que podíamos fazer as necessidades no meio do mato. Respondemos que queríamos apenas lavar as mãos antes de comer; e então passaram um pequeno alguidar com água; mas antes de chegar até mim, passou por toda a gente que estava sentada ao balcão à espera da comida. Todos lavaram as mãos na mesma água… a única coisa que posso dizer neste momento é: Viva ao gel antibacteriano que anda sempre na minha mochila quando viajo!! 

Temporada de ‘Calçots’

Todos os países têm as suas tradições, muitas são conhecidas internacionalmente, outras nem tanto. Às vezes só quando se vive num determinado local e se convive com as pessoas da terra, é que se tem contacto com o que é realmente tradicional. Isso também nos ajuda a conhecer e a compreender um povo, os seus hábitos e costumes. 

Hoje escrevo sobre os ‘calçots’, uma tradição catalã cuja temporada alta é neste preciso momento e que nós, todos os anos, fazemos questão de fazer. Em bom português pode parecer apenas uma cebola assada no fogareiro, mas na realidade é muito mais que isso. 

De uma forma especial de cultivar a cebola (cebola tardia de Lérida), deriva o nome calçot, uma vez que se vai adicionando terra à base, para que a cebola tenha que se alargar ao subir em busca da luz. Este processo chama-se em catalão “calçar” e repete-se duas a três vezes durante o cultivo, até que se consiga que o talo branco fique suficientemente comprido (entre 15 a 25 centímetros). 
A temporada de calçotes é entre Novembro e Abril, mas o seu auge é a partir do último domingo de Janeiro, momento em que se celebra a ‘Fiesta de la Calçotada’ em Valls – em Tarragona. 
É sem dúvida um dos pratos típicos da cozinha catalã, e também uma das festas gastronómicas mais interessantes que conheço. 

As calçotadas fazem-se nas ruas, nos bairros, entre grupos de amigos ou de vizinhos e sempre com muita alegria. É muito mais do que um almoço, é uma celebração cheia de detalhes. 

A primeira vez que comi foi em 2008, em Colomers, na casa da minha querida amiga Magali. Uma catalã de coração, independentista convicta que contraria o estereótipo  dos catalães, já que é uma das pessoas mais sociáveis e comunicativas que conheço e que adora misturar-se com diferentes culturas. 

Numa Catalunha profunda, onde praticamente se fala apenas catalão, passámos um maravilhoso fim de semana de inverno, com a lareira acesa, calçotes e butifarra, um porrón sempre cheio de vinho, grandes amigos e boas conversas. Para mim, isto é que é uma boa calçotada! 

Hoje em dia para comer calçotes continuamos a juntar-nos com amigos que vivem no campo e podem assar calçotes no quintal, ou às vezes a empresa onde trabalha o H.  organiza um sábado e oferece uma grande calçotada a todos os trabalhadores. 

Mas quase sempre comemos também os calçotes em restaurantes; vários têm menus de calçotada, e entre 25€ e 40€ recebe-se uma telha com 25 calçotes, pão com tomate, carne à brasa, vinho, sangria ou água, sobremesa e café. 

A particularidade dos calçotes é que se cozinham com fogo alto, utilizando a cepa da videira para assar. Quando a primeira capa está completamente queimada, envolvem-se em papel de jornal, para acabar de cozer no seu próprio calor. 

Têm um sabor ligeiramente adocicado e acompanham-se com um molho feito de tomate, amêndoas, azeite, pimento e avelãs (molho romesco). 

Depois dos calçotes, serve-se normalmente uma parrilhada de carne e butifarras (a salsicha tipica catalã), com batatas assadas na brasa (al caliu), alcachofras e molho ali i oli (uma espécie de maionese de alho). 

Comê-los é todo um ritual, com luvas e babete, queixo ao alto, de cima para baixo e  muita risota pelo meio. 

Recomendo a todos os que visitarem a Catalunha no início io da primavera, a procurarem um sítio para degustarem este prato e viverem a verdadeira experiência catalã. 

WC_PT • a criatividade não tem limites •

As casas de banho despertam uma atração especial em algumas pessoas. A mim, na verdade, nunca despertaram muito além da vontade de as usar quando tenho necessidade. Mas pensando de forma subjetiva, são efectivamente espaços curiosos onde normalmente passamos momentos íntimos, aos quais à partida atribuímos um rotineiro desinteresse. Ou talvez não… 

Na primeira casa onde vivemos em Barcelona, havia na casa de banho um poster colado na porta; chamava-se Toilet Cam Poster – era a imagem de várias casas de banho onde estavam pessoas a fazer coisas completamente diferentes. Era um poster que mostrava bem tudo o que se pode fazer numa casa de banho e como um espaço minúsculo pode ser tão divertido, tão promíscuo, tão original, ousado ou surpreendente. 

Nessa casa alugávamos um dos quatro quartos que havia, mas nela viviam às vezes 5 pessoas, às vezes 6 ou 7 e quase sempre muitas mais que entravam e saiam como se lá vivessem. O poster da casa de banho mostrava a diversidade e o sentimento de liberdade que ali habitava. 

Há uns anos atrás o H. desenvolveu um “fascínio” por casas de banho e criou uma conta de instagram dedicada ao tema. Ele diz que reparou que nem todos os buracos das sanitas são iguais, e que dependendo de onde está posicionado o buraco, usá-la pode ser mais ou menos cómodo. 

Então começou a fotografar as sanitas de todos os sítios onde vai: bares, restaurantes, casas de amigos, museus, comboios, aviões, hotéis, etc.. Fotografa tal qual a encontra, antes de a usar; e todas as fotografias são tiradas por ele, como parte da experiencia que dá forma a este projecto. 

Se tenho que pensar numa sanita famosa, a minha referencia é “the worst toilet in Scotland”; a asquerosa sanita onde o Ewan McGregor entra, no filme Trainspotting, para recuperar dois supositórios de ópio. Essa imagem vista por uma miúda de 16 anos, ficou marcada até hoje. 

Confesso que fiquei surpreendida quando o H. comentou que tinha cada vez mais seguidores no instagram e que, assim como ele, havia vários aficionados de sanitas e casas de banho, por todo o mundo. Mas agora que penso sobre o tema, compreendo e até comparto a curiosidade de tantos outros. 

Já tive noites hilariantes de conversas absurdas em casas de banho de bares e discotecas. 

Tenho inúmeras histórias de festas em casas de amigos, em que apesar da música estar na sala, estavamos todos metidos na casa de banho. 

Já encontrei em filas para a casa de banho de festivais, pessoas que não via há muitíssimo tempo. É sempre nas filas para a casa de banho que te dás conta que há sempre alguém em pior estado que tu. E é quando entras, fechas a porta e falas com o espelho, que percebes em que condições estás.

 E quem é que nunca disse: Vem comigo à casa de banho?! 😂😜

O instagram do H. chama-se WC_PT e reflecte um pouco a sua própria visão do mundo. Um mundo onde todos somos diferentes, mas também muito parecidos; onde há sempre um detalhe que nos distingue e nos torna únicos; mas onde há espaço para todo o tipo de “sanita”, dependendo do país, da cultura ou do local onde esta existe. Com mais ou menos côr, mais suja ou mais limpa, todas têm o seu ponto interessante e todas merecem ser fotografadas. 

Até ao dia de hoje, o H. já foi contactado por várias pessoas curiosas pela sua galeria; recebeu elogios, comentários e até propostas de possíveis projectos. Faz-me pensar que o mundo é enorme e cheio de gente creativa, com interesses tão diferentes e que há sempre espaço para mais alguma ideia. Que talvez não esteja tudo inventado, que há sempre uma perspectiva diferente de ver algo que já todos vimos e que no fundo, são os pequenos detalhes que fazem as grandes pessoas. 

Quente&Frio de Chia e Morangos [o papel de uma sobremesa]

O açúcar é um veneno! 

Desde pequena que oiço esta frase, e ainda que os meus pais tentassem moderar o consumo de açúcar lá em casa, não conseguiram evitar que as duas filhas fossem super gulosas. 

Lembro-me que a minha mãe não gostava que comêssemos bolos e doces de pastelaria, então sempre fez ela própria os petiscos e guloseimas para nos tentar dissuadir; e também porque na nossa mesa nunca faltou um bolo aos fins-de-semana, aprendemos desde cedo que é possível fazer todo o tipo de doces em casa. Criámos ambas uma íntima relação com a cozinha, porque isso de comprar feito, para nós nunca existiu!

Está claro que para a cozinha é preciso disponibilidade e gosto, fazer só por fazer ou fazer por obrigação, não dá o mesmo prazer, nem faz com que o produto final saia da mesma forma.

A sobremesa é a cereja no topo do bolo de qualquer refeição, e mesmo que esta não seja brilhante, se acaba com um doce delicioso, o triunfo é garantido. Hoje em dia há tantas alternativas saudáveis, que praticamente nem é preciso usar o açúcar para conseguir uma sobremesa formidável.

Como já escrevi antes, receber amigos em casa e principalmente à mesa é uma arte e requer alguns cuidados. Para atingir a perfeição há que encontrar um equilíbrio e a perfeita combinação dos pratos que são servidos. 

Por exemplo, uma sobremesa demasiado doce depois de uma comida farta e pesada, pode não cair bem; mas o contrário sim que funciona. 

Eu quando sirvo uma refeição leve e pouco calórica, tento fazer uma sobremesa mais forte e corpulenta, como por exemplo um Trifle; uma mistura de bolo, frutas, mousse de chocolate e chantilly. 

Ou se faço uma entrada com massa folhada, como o pastel de camembert com compota de alperce e pimenta; nunca sirvo uma sobremesa do mesmo género, tipo uma tarte de maça ou um mil folhas de frutos do bosque. 

 Se a salada é de agriões e morangos, a sobremesa já não levará frutos vermelhos; se o prato principal leva molho branco, a sobremesa não deverá ser leite-creme…. E estes são apenas alguns exemplos de combinações que não funcionam e que podem arruinar a lembrança de uma refeição que poderia ter sido, no mínimo, apetitosa.

Esta sobremesa que hoje partilho é apropriada para todas as estações, mas é especialmente boa para finalizar as típicas refeições invernosas, encorpadas e muitas vezes indigestas. A chia ajuda à digestão, o leite de amêndoa já é adocicado por natureza e a combinação de morangos com as sementes dá, a esta sublime sobremesa, um toque aromático e exótico.

Receita para 2 porções:

1/2 chávena de sementes de chia

2 chávenas de leite de amêndoa

2 c. de chá de mel

1 Taça de morangos

1 cálice de Moscatel ou Vinho do Porto para aromatizar os morangos

1 c. de chá de canela em pó

1 c. de chá de sementes de sésamo caramelizadas, cacau e coco (estas sementes da Ecoriginal são uma combinação excêntrica e atrevida, que transforma esta sobremesa numa explosão de alegria para o paladar. São vendidas pelos amigos da Qüi Barcelona, uma inovadora marca de gelados. 

Como fazer:

Com pelo menos 12 horas de antecedência (na noite anterior), junto num recipiente o leite, o mel e as sementes de chia. Mexo bem e ponho no frigorífico até ao momento de montar a sobremesa. Durante este tempo de repouso as sementes absorvem o líquido e ganham uma textura gelatinosa.

No dia seguinte faço uma calda de morangos (sem açúcar); corto os morangos aos pedaços e ponho numa panelinha com um cálice de moscatel, vou mexendo até criar uma consistência cremosa. No final ponho a canela e as sementes e deixo levantar fervura.

Retiro do lume e deito por cima de cada recipiente (neste caso utilizei uns frascos que tinha sem tampa, do mercado “All those”; há que reciclar o que temos em casa! 😉

A diferença de temperatura faz com que a consistência glutinosa da chia fique mais parecida à de uma mousse e transforma esta sobremesa tão simples num requintado quente & frio.