Kit SOS [para viajar]

Um kit de primeiros socorros pode não ser a primeira coisa em que pensamos quando vamos viajar, mas a verdade é que é algo muito importante. Com o passar dos anos e os carimbos no passaporte, fui identificando aquilo com o qual não posso viver sem, ou as coisas que normalmente não uso, mas que se as tenho num momento crucial, dão imenso jeito.

Hoje partilho o que está dentro do KIT SOS que levo para as minhas viagens, que pode variar dependendo do destino, mas que é sempre imprescindível.

Paracetamol/Ibuprofeno
São medicamentos básicos, fáceis de comprar em qualquer farmácia e que não precisam de receita médica. O importante é ser algo que acabe com uma dor de cabeça que aparece de repente, uma leve febre ou uma dor de músculos, depois de muito caminhar.

NOTA: Se formos para um destino onde há possibilidade de haver mosquitos, não devemos tomar ibuprofeno, porque este mascara os sintomas da malária. Se nos aparecer alguma febre num destino tropical, devemos tomar paracetamol e se não passar depois de 24/48 horas, o melhor é ir ao médico.

Comprimidos para a Diarreia & Envelopes Hidratantes
Inevitavelmente acontece! Se estamos num país onde as condições de higiene são duvidosas, ou se simplesmente a alimentação é mais condimentada do que aquilo a que os nossos intestinos estão habituados, em algum momento podem-se ressentir (para não dizer algo pior).
Na India tivemos uma refeição em que o H., por uma questão de educação, comeu com as mãos; e mesmo que as tenha lavado antes, não conseguiu escapar de uma visita prolongada ao wc. Às vezes o simples facto do nosso organismo não estar habituado a determinadas bactérias, faz com que “La turista” nos visite. Assim é como chamam aqui em Espanha a diarreia das viagens: La turista!
Para compensar ajuda muito se misturamos com água, aqueles envelopes de sais minerais e vitaminas que evitam a desidratação.

Comprimidos para o enjoo e náuseas
Depois de uma viagem de catamarã do Morro de São Paulo para Salvador da Baía, onde todos os assentos do barco tinham um saco de plástico e um rolo de papel higiénico, eu prometi a mim mesma que nunca mais viajava sem o meu querido Vomidrine.
A verdade é que para pessoas que enjoam de barco, carro e bus; como eu, ter estes comprimidos à mão, previne situação desagradáveis; como estar a fazer snorkeling nas ilhas Gili e alguém vomitar em alto mar, ao pé de mais 10 pessoas que tentavam ver as tartarugas e os peixinhos de várias cores. 🙈

Repelente de Mosquitos/ Creme pós mordidela
Evita mordidelas de mosquitos! Penso que está tudo dito!
De qualquer forma, devo dizer que provar os remédios locais também pode ser uma boa ideia. Na Tailândia usava um óleo de coco que funciona como repelente e na India depois de ser atacada por uns quantos mosquitos, comprei uma pomada que era 100 mil vezes melhor do que o fenistil.

Medicação para a azia e para os gases
Não é preciso contar histórias em relação a isto, porque já todos passámos por aqueles momentos, em que comemos demasiado e depois temos o resto do dia arruinado.

Anti-histamínico
Ainda que evite tomar, para quem tem alergias, é imprescindível.

Gel Antibacteriano
Já contei NESTE POST o porquê de não dispensar este item. As razões são obvias, nem sempre temos a possibilidade de lavar as mãos, e se andamos todo o dia de mochila às costas, a subir e a descer de comboios e autocarros, em algum momento vamos precisar de passar as mãos por água.

Creme antisséptico/ Óleo Rosa Mosqueta
Um arranhão ou uma pequena ferida, pode não ser nada de especial; mas se infecta do outro lado do mundo, pode-se tornar um problema. Se faço uma ferida e não tenho água oxigenada nem betadine, lavo com água e sabão e aplico um creme antisséptico ou rosa mosqueta para ajudar a cicatrizar.

Produtos Femininos
Este campo depende um pouco do que cada um está habituado a usar, e apesar de dizerem que o copo menstrual é o melhor que por aí anda, eu ainda não aderi. Por isso, para quem usa tampões, o melhor é levar de casa, porque nem sempre é fácil encontrar. Em relação à higiene, eu aprendi que se nos aparece um mal estar ou uma comichão e não se tem um ginecologista perto, nem os típicos sabões vaginais, o melhor é lavar-se com água e vinagre. Fica a dica!

Também importante: Uma pequena tesoura, gaze, algodão, pensos-rápidos, cotonetes, um termómetro, soro fisiológico, uma lanterna pequena, água oxigenada/betadine, relaxante muscular; e todas as outras “milongas” que usamos em casa para nos aliviar as penas.

Não esquecer:
·        Se vão viajar para destinos com grandes altitudes, talvez seja melhor levar medicação para isso.
·        Se estão solteiros e pensam em estar sexualmente ativos, o melhor é pôr preservativos no Kit. O último “recuerdo” que querem trazer de volta para casa é uma doença infecto-contagiosa.
·        Nunca esquecer de verificar as vacinas antes de partir e se necessário levar cópia do boletim, há países onde não é possível entrar caso não se tenha determinadas vacinas.
·        Levar as bulas dos medicamentos, para ter a certeza do que são e da data de validade. (Nunca me vou esquecer que na India estive mais de 3 dias com diarreia, que não passava mesmo tomando comprimidos para que parasse; porque esses mesmos comprimidos tinham lactose, e eu como intolerante sofri o efeito contrário ao desejado.) 🙄🤢

Prevenir é o melhor remédio! O ideal é que não usemos nenhuma das coisas que acabei de referir, mas sejamos realistas… as probabilidades são poucas. Não há nada pior do que entrar num autocarro para uma viagem de 15 horas e ter uma dor horrível de costas.

Este é o meu Kit de primeiros socorros para quando viajo!
Falta algo? Aceito sugestões!
Boas viagens!

*Este post baseia-se na minha experiência e contém apenas conselhos, não substitui de forma alguma uma consulta no vosso médico de família. 😉

Entre costuras! 👌🏽

Dou-me subitamente conta de que estamos em Julho, meio ano já passou!!
Até agora não posso dizer que 2017 tenha sido um ano memorável, nem nada que se pareça. Mas sei que seguramente houve anos piores, e que este primeiro semestre pode ter sido "menos bom" para muitas outras pessoas, mais do que para mim. Por isso, não me quero queixar e sim fazer o melhor que posso com as circunstâncias que se me apresentam.

Até porque em breve se adivinham várias viagens, novos projetos e experiências que já começaram a surgir… na verdade se queremos que algo aconteça temos que fazer por isso.
Penso que foi Picasso que disse, que: "A inspiração existe e aparece, mas tem que nos encontrar a trabalhar"!

Há um par de meses, procurava algo para oferecer no aniversário de uma amiga…
Depois de ver várias coisas, encontrei ESTA escola de costura e trabalhos manuais, no bairro da Gracia.
Existem várias, mas esta chamou-me especialmente a atenção porque tem várias opções; workshops, cursos semanais, mensais ou trimestrais; com vários níveis e aulas rápidas para aprender o básico, com possibilidade de continuar caso nos interesse.

Ofereci-lhe uma aula particular de iniciação à costura, fizemo-la juntas na sexta-feira passada, e abriu-se um novo mundo para ambas.

Além de original, achei que era também uma prenda útil; já que a minha amiga, que tem uma máquina de costura em casa, teve há quase um ano um bebé.
E esta é uma inesgotável fonte de inspiração e constantes possibilidades.

O universo infantil não tem fim e existem mil e uma coisas que se podem fazer com as nossas próprias mãos; roupas, babetes, bonecos, etc..
Se sabemos usar uma máquina de costura, podemos dar asas à imaginação!

Eu tenho o melhor exemplo em casa, a minha mãe é uma pessoa extremamente creativa, habilidosa e autodidacta. Naturalmente perfeccionista (tenho a quem sair 😝), é capaz de fazer as coisas mais incríveis em diferentes campos das manualidades.
Não é por ser minha mãe (❤️) mas é deveras uma mulher admirável!

Eu como ainda tenho um longo caminho a percorrer para tentar ser como ela, e como adorei o workshop de iniciação à costura, resolvi inscrever-me num curso trimestral, a começar em Outubro. Vamos ver o que sai daqui!

Mas para já, posso dizer que durante a hora e meia que estive sentada em frente a uma máquina de costura, estive completamente compenetrada, relaxada e isolada deste taciturno primeiro semestre de 2017.

Por isso, até ao final do ano desejo novas experiências, aprender coisas novas e descobrir caminhos desconhecidos!
Já vos contarei…

Brunch na Cidade ou em Casa

Isto dos brunch, que já há alguns anos estão na moda, é na verdade uma tradição muito antiga; pelo menos em casa dos meus pais. Pequenos almoços tardios e bem compostos, com doces e salgados à mistura, sempre foi uma constante nos fins de semana lá de casa. 

A palavra Brunch vem da mistura de Breakfast com Lunch, ou seja, um pequeno almoço tardio ou um almoço bem cedinho. 
Conta a história que o conceito surgiu no final do século XIX em Inglaterra, no seio da classe média-alta; quando as famílias se juntavam ao domingo por volta das 11:30am /12pm à volta de um buffet, que combinava panquecas, torradas, ovos, vegetais no forno, e muitas outras possibilidades. 

Barcelona está cheia de sitios para se comer  brunch, uns melhores, outros nem tanto; cada um com a sua especialidade, mas praticamente todos têm os famosos Ovos Beneditos, que não são mais do que ovos escalfados em água, acompanhados de um molho de manteiga (molho holandês). 

Vamos muitas vezes à descoberta de sítios novos pelos vários bairros de Barcelona, mas como gosto tanto de cozinhar e além de mais económico, também é mais saudável, fazemos quase todos os fins de semana o brunch em casa. 

Para quem vem de visita a Barcelona indico agora três dos meus sítios preferidos na Cidade Condal e destaco o que me faz ir a cada um deles; e para quem cá vive e ainda não experimentou; aconselho vivamente. 

Brunch em Barcelona… 

· Trópico – Carrer del Marquès de Barberà, 24 (Bairro do Raval) – O sitio é agradável, com muita luz natural e os empregados simpáticos (algo que se agradece em Barcelona); aceitam reservas e pode-se pagar com tickets-restaurante. Aqui recomendo as arepas, o bolo de cenoura, e qualquer um dos seus sumos naturais; tudo delicioso! 

· Can Dendê – Carrer de la Ciutat de Granada, 44 (Bairro de Poble Nou) – O sítio é pequeno, mas tem esplanada. Não aceita reservas e está sempre cheio. Os empregados também são super simpáticos e a comida deliciosa. Aqui recomendo os bagels, as panquecas e a limonada cor-de-rosa. 

· Granja Petitbo – Passeig Sant Joan, 85 (Bairro Eixample Direito) – Um sítio com uma arquitetura industrial e uma decoração vintage, não muito grande e sempre cheio. Os empregados não são os mais simpáticos do mundo, mas a comida compensa. Aqui recomendo sem duvida os ovos beneditos. 

Não foi fácil fazer esta escolha e ainda não tenho a certeza se são realmente os meus três sitios preferidos, há muitos mais… mas para começar é uma boa eleição. 

Brunch em casa… 

Fazer ovos beneditos não é difícil, mas o molho holandês é proibitivo devido à quantidade de gordura que tem; por isso como alternativa proponho os tradicionais ovos mexidos. Para acompanhar uma salada verde, uns tomates cherry ou umas folhas de espinafres e rúcula. Se tivermos uns cogumelos no frigorifico, salteamo-los em alho e comemos com umas torradas barradas com abacate e queijo brie. Para beber, há uma infinidade de sumos e batidos naturais, como ESTE ou ESTE

E assim temos um brunch domingueiro em casa, que é muitas vezes melhor do que comer na rua!! 

Mostro-vos algumas fotos dos nossos brunchs caseiros e de outros deliciosos que fui provando por aí. E para quem, como eu, gosta de dedicar uma parte do seu tempo à cozinha, partilho algumas combinações que funcionam perfeitamente, caso queiram fazer em casa. 

[A NOSSA CAMPERVAN] Bem vindos às Portas Abertas do Colectivo Bajel – 01-07-2017 


No início de 2016 fomos à Holanda e trouxemos uma carrinha Fiat Ducato, completamente vazia por dentro, com a intenção de a transformar em autocaravana. 

Levávamos meses a desenvolver este projeto a meias com a Ana e o Hugo; e ainda que o povo diga que “amigos, amigos – negócios à parte”; a verdade é que não posso imaginar outras pessoas com quem gostaria de fazer isto. No meio de tanta coisa que se passou neste último ano e meio, este projeto mostrou que acima de tudo, a amizade e o respeito, falaram sempre mais alto. 

Como todos os projetos, este começou com fantasia e otimismo, mas também com muita inexperiência e falta de conhecimento. 

Entre encontrar um espaço para trabalhar em Barcelona e gerir a questão burocrática da mudança de matrícula, inspeção e afins, passou praticamente meio ano. Mais vários meses para perceber a questão da homologação com gás, água, etc, etc, etc.. 

A ideia inicial era terminá-lo em mais ou menos 6 meses, mas o tempo continua a passar e a nossa furgoneta ainda não está pronta para a estrada. Mas sem stress… 

Felizmente o Hugo é um verdadeiro pró, e nas suas mil habilidades inclui-se o desenho do projeto interior e toda a logística de compras e prioridades. Ele e o H. vão normalmente 3 vezes por semana, ao final do dia, para o Ateliê trabalhar na construção da caravana, depois de um dia inteiro de trabalho. E por mais que tentemos dividir as tarefas pelos quatro; sem eles, era obviamente impossível realizar um projeto assim tão complexo. 

A verdade é que há muitíssimas questões a considerar quando se mergulha num projeto deste género; o tempo disponível quando também se tem um trabalho das 9am-6pm; o orçamento oscilante e crescente que nunca mais acaba; e as inevitáveis mudanças na nossa vida que condicionam as circunstâncias da mesma. 
Às vezes penso que teria sido muito mais fácil comprar uma campervan já pronta… Mas não, nem sempre o mais fácil é o melhor; nem sempre o mais fácil é o que nos dá mais prazer. Construir esta caravana do zero, está a ser uma aprendizagem, um desafio e uma importante lição. E quando estiver pronta, será um sonho tornado realidade. 

Tinha pensado em escrever sobre a nossa Campervan quando estivesse terminada, mas escrevo antes porque o espaço onde a estamos a construir estará, este sábado dia 1 de Julho, com as portas abertas. 

Chama-se Colectivo Bajel, e encontrá-lo foi o melhor que nos podia ter acontecido; não é fácil encontrar vaga num co-working destas dimensões e com estas características no centro de Barcelona. É uma nave industrial no Bairro de Poblenou, onde cada artista tem o seu espaço e trabalha individualmente; mas sempre com muito bom ambiente e camaradagem. 

No próximo sábado, do meio-dia às 22h, poder-se-á visitar o espaço, ver o que cada artista faz no seu ateliê e viver o ambiente artístico. Nós lá estaremos, com a nossa Campervan a celebrar um dia de portas abertas onde poderemos mostrar orgulhosamente este nosso projeto. 
É bem-vindo, quem vier por bem! 

Apps para quem viaja ✈️

Quando comecei nas minhas andanças pelo mundo, a primeira coisa que fazia quando chegava a uma cidade era ir a correr ao posto de turismo para pedir mapas e informações. Hoje em dia ainda mantenho algumas tradições, por exemplo nunca dispenso o meu Lonely Planet, que quase sempre já trás incluídos alguns mapas; no entanto reconheço que a minha forma de viajar mudou bastante. Com as novas tecnologias viajar é ainda mais fácil e qualquer pessoa com um smartphone, se pode orientar em praticamente qualquer lugar do mundo.
Hoje partilho algumas das aplicações que tenho no meu telemóvel, algumas simplesmente me facilitam a vida, umas contribuem para uma significativa diminuição de possíveis chatices, outras são apenas curiosas e todas em algum momento das viagens já me deram um jeitão!

  • Google Translate

Na verdade, quando vives num país estrangeiro (principalmente numa cidade onde se fala duas línguas), é possível usar esta aplicação todos os dias. Nas viagens, uso normalmente para a comunicação básica, como por exemplo para perguntar direções. Mas também é muito útil para traduzir o que realmente não entendemos, como os menus nos restaurantes. E não, não precisamos de escrever linha por linha, basta ativar a opção da camara fotográfica dentro da aplicação e centrar o texto. Automaticamente traduz tudo o que está na imagem. É realmente fantástico!

  • XE Currency 

Com esta aplicação é possível saber o câmbio de qualquer moeda e fazer a conversão para a que melhor nos convier. É muito importante, no caso de não sermos bons a fazer contas e cálculos matemáticos, previne enganos e gastos desnecessários.

  • Booking / Trip Advisor/ Airbnb 

Uso quase sempre o Booking para fazer reservas de sítios para dormir, é uma boa opção porque oferece preços competitivos, nem sempre tem que se pagar no momento e muitas vezes tem descontos de última hora. Aproveito para comparar com os comentários da aplicação do TripAdvisor, que costumam estar atualizados e bastante honestos. Esta aplicação também serve para pesquisar sobre restaurantes e locais de interesse.

No caso de preferir ficar em casa de alguém, a melhor APP que existe, é a do Airbnb. Funciona perfeitamente, é super fácil de utilizar e totalmente fiável.

  • Evernote

Sou adepta do bloco e da caneta, e em todas as viagens faço um diário; mas reconheço que a nível de espaço e peso é muito mais simples escrever tudo no telemóvel. Além disso, para quem tem um Blog, esta aplicação é perfeita, porque no momento em que nos conectamos à internet, faz um backup online de tudo o que escrevemos; e assim mais tarde podemos atualizá-lo diretamente.

  • Citymapper

Sempre usei o Google maps, mas agora acho que a citymapper é mais completa e mais fácil de usar. Dá informação detalhada sobre rotas em tempo real, alertas e problemas em transportes públicos; bus, metro, comboio, táxis, uber, etc. Temos uma visão geral da cidade e de todas as possibilidades que existem para nos deslocarmos com rapidez e eficiência. A sério que transforma uma cidade complicada numa bastante mais simples.

  • App in the Air 

App in the Air é uma aplicação de rastreamento de vôos, que possui a melhor cobertura de companhias aéreas e aeroportos. Mantem-nos atualizados sobre o estado dos nossos voos, ainda que não tenhamos conexão à internet; e ajuda a gerir todo o tempo até entrar para o avião (check in, embarque, etc). Dá bastante jeito a quem é mais distraído ou a alguém (como eu) que gosta de ir fazer compras de última hora e depois quase perde os voos. 🙈

  • LiveTrekker

Uso esta App por pura diversão e curiosidade, com ela é possível criar um diário das viagens num mapa interativo.

Regista todos os sítios onde vamos, desenhando uma linha vermelha no mapa com o percurso que fizemos. Também monitoriza a nossa velocidade e altitude, o que é engraçado para quem faz viagens mais aventureiras. Depois podemos adicionar fotos, vídeos, notinhas e textos; e criamos assim um diário de viagem multimédia.

  • Time Out

Descarreguei a Time Out quando fui o ano passado a Madrid e deu-me imenso jeito, agora uso-a também para Barcelona no meu dia-a-dia. Mas tem informação sobre cidades tão diferentes como Edimburgo ou Melbourne, Bangkok ou Las Vegas, etc. E este ano, estou ansiosa para a usar em Kuala Lumpur.

A aplicação é tão abrangente que podemos aceder a informação sobre restaurantes, atrações na cidade ou eventos que vão acontecer. É super fixe, porque temos a certeza que se estiver a passar algo fantástico na cidade que estamos a visitar, não nos vai escapar.

  • Hotspot Shield Free Privacy & Security VPN Proxy 

Quando viajamos nem sempre temos o acesso garantido a todas as páginas, alguns países bloqueiam sites básicos como o Google, páginas de bancos ou de operadores telefónicos. Uma das formas de contornar isto é aceder através de uma VPN (virtual private network), que supostamente nos dá o acesso em segurança.

Hoje em dia há muitas opções, umas gratuitas e outras a pagar, mas o Hotspot é bom porque não pede log in e é bastante fácil de usar.

Há muitas mais aplicações e há muitas variantes destas que sugiro. Recomendo o uso destas Apps, porque realmente quando estamos fora da nossa cidade é mais fácil simplificar do que complicar, e assim sobra-nos mais tempo para aproveitar cada pedacinho da viagem!

Hambúrgueres de Feijão Preto 

Há muito tempo que não partilho no blog uma receita, e por isso, no domingo passado, quando organizei as refeições para toda a semana, resolvi fotografar o processo para fazer os meus hambúrgueres de feijão preto, e assim poder mostrar o quão fácil é esta receita. 

O feijão preto é um dos meus alimentos preferidos, para quem come pouca carne, como eu, é uma sorte ter uma alternativa tão nutritiva, com a qual se pode fazer uma imensidão de pratos. É rico em fibras, ácido fólico, ferro, cálcio, fósforo, potássio, proteínas e antioxidantes, juntamente com muitas outras vitaminas e minerais.   

Estes hambúrgueres são mais saudáveis do que estes de lentilhas, porque são cozinhados no forno e não na frigideira; e também por isso ficam um bocadinho mais secos; mas igualmente deliciosos. 

Pode-se perfeitamente comer no prato, ou também é uma ótima opção para levar para a praia, no pão, com uma fatia de queijo, umas folhas de alface e uma rodela de tomate. 

Eu normalmente congelo e vou usando de acordo com a necessidade, são perfeitos! 

Ingredientes: 

500gm de feijão preto 

3 dentes de alho 

1 pimento 

3 colheres de sopa de farinha de mandioca 

Gengibre ralado 

Sal, pimenta, cominhos, noz moscada, etc 

Pôr o feijão de molho na noite anterior (pelo menos 12 horas), depois escorrer, lavar bem e cozinhar numa panela de pressão durante 15 minutos. (se como eu não tiverem panela de pressão, podem cozinhar durante 1,5h numa panela normal, cheia de água). 
Enquanto o feijão coze, corta-se o pimento em pedacinhos pequeninos e salteia-se com um fio de azeite e um fio de água numa frigideira, até ficar suave. 

Corta-se o alho, o gengibre e separa-se a farinha: 

(Eu uso farinha de mandioca porque é o que tenho neste momento em casa, mas também se pode fazer com farinha de milho ou em último caso com pão ralado.) 

Quando o feijão já está cozido, escorre-se a água e passa-se pela varinha mágica, não triturando completamente todos os grãos, para que alguns fiquem inteiros ou meio partidos e assim os hambúrgueres ganhem mais consistência. 

Adiciona-se o alho, o gengibre, o pimento, o sal e as especiarias; e envolve-se com uma colher de pau. 

No final juntam-se as três colheres de farinha de mandioca, moldam-se os hambúrgueres e vai ao forno, durante 25 minutos. 

E já está, prontos para comer!! 

•Portugal em chamas•

Este fim-de-semana foi bastante horrível. Há já muitos anos que o mundo anda horrível, em muitos sentidos, mas quando a tragédia acontece no “nosso quintal”, doí-nos de outra forma. Desta vez nem foi bem no quintal, na verdade foi dentro de casa, na vida; são famílias inteiras devastadas pelo drama. 

Não é possível escrever de outra forma, porque este incêndio arrasou não só as árvores, as casas, e tudo o que apanhou pela frente, mas foram principalmente as vidas humanas que acabaram de um momento para o outro, e foram muitas. 

Não tenho uma boa relação com a morte, lamentavelmente já me deixou sem pessoas muito queridas. Lembro-me que a primeira vez que percebi o conceito de morte, de desaparecimento para todo o sempre, foi aos 12 anos, quando o meu avô Afonso faleceu. 

Eu era miúda e tenho guardada a imagem do meu pai deitado na cama, no lusco-fusco, com um braço em cima da cara, em silêncio. No momento não compreendi a dimensão de tal fatalidade, mas senti uma tristeza estranha, desconhecida para mim até àquele momento. 

Na adolescência perdi dois amigos, com exatamente um mês de diferença, mortes inesperadas e desconcertantes. Miúdos que cresceram comigo, que tinham uma vida cheia de possibilidades e que inesperadamente um dia, já não estavam aqui. 

E em 2010 perdi o meu companheiro de trabalho, o meu amigo de todos os dias, confidente, camarada, aliado e comparsa. Mortes que nos marcam para sempre, ainda que nunca falemos delas. 

Entretanto outros vários desaparecimentos me golpearam fortemente por dentro; a minha prima Francisca, o meu primo Paulo, o meu tio Zé, as minhas queridas avós…. enfim.. 

Perder os que amamos é como se nos tirassem a sabedoria, a razão; tudo deixa de fazer sentido e de repente não sabemos absolutamente nada, não sabemos como nos comportar, o que sentir. 

Lamento sinceramente a perda de todas estas pessoas, lamento todas estas catastróficas mortes. 

Neste momento não me apetece escrever sobre culpados, razões e soluções. Este é um momento de choque, de tristeza e condolência. É momento para sermos solidários e carinhosos com aqueles que perderam alguém. 

Escrevo este post, porque se passou “no meu quintal”, porque é Portugal que chora e sofre as mortes dos seus, porque ontem ao ver as notícias caiam-me lágrimas desoladas por aquelas imagens dantescas. 

Mas na verdade, todos os dias morre gente em circunstâncias terríveis, todos os dias continuam a matar e a morrer inocentes em todas as partes do mundo; e ainda que as noticias nos informem do terror que se vive na Síria, no Mediterrâneo, em África, na Venezuela e em muitas outras partes; criámos uma carapaça que nos parece deixar imune à tristeza e à ruina. 

Mas não deixa; aqui ninguém é imune à morte, e temos que perceber que enquanto estamos vivos devemos aproveitar ao máximo e viver intensamente cada dia. Devemos verbalizar o nosso amor pelos que nos são queridos, devemos ser solidários com o próximo, compreensivos, tolerantes e abertos à diferença. Devemos ser justos e cuidadosos com os animais e com a natureza. 

Devemos ser felizes! Nascemos para isso, e ninguém sabe quando vai morrer. 

Road Trip por Portugal 

Há umas semanas atrás uma amiga alemã pediu-me dicas para fazer uma Road Trip em Portugal este verão, (mas excluindo Lisboa e Porto, que já conhece); e contemplando um bocadinho de campo e praia. Como o roteiro está em inglês, faço agora um apanhado da informação principal aqui no Blog. 

É de conhecimento geral (para quem lê o blog) que para mim fazer uma road trip é como rejuvenescer 5 anos, é o tipo de viagem que consegue misturar muita adrenalina, liberdade, conforto e independência. É voltar à adolescência e sentir novamente a leveza de fazer o que nos apetece sem pensar nas consequências, cabelos ao vento e mapa na mão, paramos onde nos der na gana e dormimos onde quisermos. Indo de carro ou de caravana, uma road trip é uma experiencia única que todos devemos fazer… várias vezes na vida!! 😝

Tracei duas rotas (ainda que haja um sem fim de possibilidades), a primeira é para atravessar Portugal de norte a sul; sabiam que também nós temos uma Route 66? Mas a nossa chama-se N2 (Estrada Nacional 2), vai de Chaves a Faro e atravessa todo o interior do país, na sua mais profunda essência. 

A segunda, e como não podia deixar de ser, é a rota de Lisboa até Lagos pela Costa Vicentina. Sou uma eterna apaixonada pelo litoral alentejano e não me canso de recomendar esta maravilhosa zona de Portugal, afinal é a minha preferida de todo o mundo mundial, e um dia quando for velhinha, é para lá que quero ir escrever as minhas memórias. 

   Rota Interior de Norte a Sul (vermelho)

Então se nos metemos num carro, carrinha, caravana, moto, bicicleta ou em qualquer outro veículo que nos permita chegar a Chaves, daí partimos em direção a Viseu. Passamos nas famosas Termas de Vidago e por Vila Real, desbravando aquela linda paisagem tão característica de Trás-os-Montes, até chegar às aguas do Douro. Atravessamos o rio no Peso da Régua e seguramente encontraremos por aí um delicioso restaurante que nos sirva um daqueles pratos de comer e chorar por mais; tudo isto com vista para as vinhas. Não é mais nem menos, um dos sítios mais bonitos de Portugal. 

Deixando o Douro para trás, entramos na zona do Dão, isto até poderia ser também uma rota do vinho, mas não é, já que supostamente temos que seguir viagem. 

Passando por Viseu, o nosso próximo destino vai ser as Aldeias de Xisto, um segredo bem guardado que embora tenha já muitos visitantes, não está nada massificado. 

São 27 pequenas aldeias distribuídas pela região centro, entre a Serra da Lousã e o Vale do Zêzere. Uma pequena maravilha onde se pode desfrutar da experiência completa, se ficarmos alojados numa daquelas pensões rurais, onde se dorme e se come melhor do que na nossa própria casa. As minhas preferidas são: Piodão, Talasnal, Casal de São Simão, Cerdeira e Covas do Monte. 

Seguimos em direção à Barragem de Montargil, onde de pequena acampava nas férias de verão e fazia atividades radicais com o Clube da Natureza.

A partir de aqui o panorama muda e depois de passar o Tejo, a paisagem florestal dá lugar às planícies alentejanas com o horizonte salpicado por velhas oliveiras e onde em Agosto seremos abraçados por um calor tórrido e seco. 

Aqui podemos escolher muitas opções para visitar; Évora, Monsaraz ou Estremoz… mas tudo com calma e tempo, que no Alentejo respira-se paz e tranquilidade. 

Descemos para Ferreira do Alentejo, passamos as Minas de Aljustrel, Almodôvar, e acabamos por entrar no Algarve e chegar a Faro. Aqui as possibilidades são múltiplas, mas se queremos escolher o melhor e fugir à massificação estrangeira, vamos até às ilhas da Ria Formosa (Armona, Farol e Culatra) e também de barco damos um pulinho à paradisíaca Ilha de Tavira. 


               

              Rota da Costa Vicentina (azul)

De manhã bem cedinho atravessamos a Ponte 25 de Abril em direção a Sesimbra, uma vila pitoresca com uma linda praia às portas da Serra da Arrábida. Seguimos caminho para Setúbal pela estrada da Serra, com uma vista de nos tirar o fôlego; e aproveitamos para parar em Azeitão para comprar um queijinho e umas garrafas de vinho para o entardecer. 
Se estiver calor, encostamos o carro na estrada e descemos até à Praia dos Coelhos ou à de Galapinhos; dizer que são paradisíacas é apenas um eufemismo. 

Almoçamos em qualquer restaurante da Av. Luisa Todi uma dose de choco frito e seguimos até ao cais dos barcos, onde pomos o carro no Ferry para Troia. Do outro lado do Sado começa a aventura, uma estrada com aspeto meio tarantino, meio mexicano; segue paralela às melhores praias selvagens de Portugal. 

Comporta, Carvalhal, Galé, Melides ou Santo André; podemos passar o dia em qualquer uma delas, porque são todas espectaculares. 

Continuamos a descer para Sines, o mais junto à costa possível e quando chegarmos a São Torpes, viramos para a estrada que entra no Parque Natural da Costa Vicentina, e seguimos até Porto Covo. 

A partir daqui podemos parar onde nos apetecer, ficar a dormir, passear, seguir viagem, abrir as janelas, ou pôr a música alta e deixar-nos levar pela energia única do litoral alentejano. 

Nesta zona tão linda de Portugal e entrando também um bocadinho pelos Algarves, podemos escolher entre Vila Nova de Mil Fontes, Cabo Sardão, Zambujeira do Mar, Praia da Amoreira, Aljezur, Praia da Arrifana, Carrapateira, Cabo de São Vicente, Sagres, Lagos; e muitas outras extraordinárias vilas e assombrosas praias, que nos vão roubar o coração. 

Ao escrever este post, entrou-me uma descomunal vontade de viajar por Portugal novamente. Quando escrevo estas dicas para os meus amigos, dou-me sempre conta, que por muito que viaje pelo mundo, por muitos paraísos que conheça, este cantinho à beira mar plantado, é definitivamente o meu paraíso.

Já está mesmo a chegar o Verão! Boas Viagens!

Bali & Gili


Às portas do verão e já com um calor abrasador aqui desde lado da península, hoje escrevo sobre Bali; chamam-lhe a Ilha dos Deuses, e eu chamo-lhe a Ilha que não sai de moda.

Aqui em Barcelona o pessoal continua a viajar ano atrás ano para este destino, como se fosse o paraíso na terra… e talvez seja mesmo! 

Se ainda não decidiram para onde ir nestas férias, aqui fica a minha sugestão! 

Fomos a Bali em 2014, e apesar de não estar na nossa “bucket list” temos um grande amigo que lá vive e já sabemos que onde temos cama e roupa lavada, há que ir sim ou sim! 

Há um fascínio qualquer à volta desta ilha, e é de facto espetacular, mas antes de falar das suas maravilhas, vou fazer uma pequena lista de algumas coisas menos boas, porque nem tudo são rosas: 

– Antes de chegar, o nosso amigo avisou-nos para levarmos 25 dólares trocados, para tratar do visto “on arrival” no aeroporto, no guia da Lonely Planet dizia 20USD; e na verdade quando chegámos lá cobraram-nos 35USD. Já se pode ver como vai a coisa na Ilha… 

– E quando fomos embora tivemos que pagar também uma taxa de saída… Sim, porque os balineses o que têm de relaxados, têm de espertalhões; e para pessoas como nós que à saída quase não tinhamos rupias, eles têm um aeroporto cheio de caixas multibanco.

– Quanto ao impressionante trânsito; (e eu que achava que já tinha visto de tudo na India), aqui é também escandalosamente caótico. Estradas estreitas, sem luz e sem passeios; muitíssimas motos em que se contam pelos dedos os ‘locais’ que usam capacetes, já para não falar que muitos são crianças com menos de 12 anos, que parece que já nasceram em cima de uma moto. 

– A comida pode ser deliciosa…ou não… muito à base de fritos e sempre com um ovo estrelado em cima; o que safa é a quantidade de peixe fresco e marisco que se encontra ao preço da “uva mijona”. 

– Apesar de ser uma ilha tropical, está completamente invadida por turistas, carros e motos. As praias mais conhecidas parecem a Vila Moura lá do burgo, massificadas por ocidentais a ver o pôr do sol, sentados em puffs a beber cocktails coloridos ou a tradicional Bintang. 

Enfim… até parece que não adorei, mas adorei! Só que infelizmente este é o preço que se paga pelo paraíso se tornar conhecido. 

Devo confessar que esta pequena lista que acabei de referir, praticamente não a vivi, contornei-a com a sorte de quem viaja a um sitio para visitar amigos que dominam o local. ❤ 

Em Bali vive o Hugo, nosso amigo francês com quem vivemos grandes histórias e aventuras em Barcelona até 2012. 
Quando chegámos ele namorava com a Puput, uma indonésia super simpática e aventureira, que mesmo sendo muçulmana, alinhava em quase tudo o que fazíamos e tinha uma mente muitíssimo aberta. Imagino que viver em Bali, a única ilha Indú das 17.500 ilhas, faz toda a diferença. 

Conhecemos um casal amigo, que também estava de visita vindos de Singapura, ele chileno e ela italiana; e juntos fomos os 6 de road trip pela ilha. Deixámos a mochila grande em casa do Hugo e com uma mais pequena montámos na moto e seguimos pela estrada fora. 

Foi uma experiência fantástica e indescritível, também porque começámos a viagem no dia 24 de Agosto, meu aniversário; mas principalmente porque saímos das estradas convencionais e turísticas, e vimos os caminhos alternativos, os templos menos conhecidos, os restaurantes locais no meio da estrada e as paisagens mais espetaculares. 

O H. teve que conduzir pela primeira vez do lado esquerdo da estrada e em caravana lá foram três motos por estradas desertas, no meio de campos de arroz, palmeiras e bananeiras; observados por macacos, lagartos, pássaros e borboletas gigantes com cores mais brilhantes que as do próprio arco-íris. 

Um dos pontos altos da viagem era subir a um vulcão e do cimo do Monte Batur ver o nascer do sol, uma das experiências mais duras e gratificantes que já tive. Metade do caminho pensei que não ia conseguir, mas desistir nunca foi uma opção (porque não dava para voltar para trás sozinha, no meio da floresta, às escuras com sombras e ruidos de animais). 😝
Uma experiência indescritível que durou 9 horas entre subir e descer, em que acabámos mergulhados nas águas quentes das termas vulcânicas, na base do monte. 

Sempre a dormir em casas locais, que de turístico tinham quase nada e de rústico tinham quase tudo. Inesquecível é um pequeno eufemismo, para descrever esta road trip em Bali. 

Foi uma sorte poder sair do roteiro turístico, e ainda que por um lado sei que quando visitamos amigos estamos um pouco limitados às escolhas que eles fazem, e ao que nos querem mostrar; tenho plena consciência que isto que vivemos em Bali, nunca o teríamos vivido se não fossemos com o Hugo. 🙏🏽😍

Depois de um par de dias de viagem pela ilha, apanhámos um barco em Padangbay para as Gili; umas ilhas paradisíacas, sem transportes motorizados, sem policia e com muita boa onda. 

Ficámos numas cabanas na Gili Air e tivemos 5 dias de relax total; dormir e acordar na praia, mergulhar para ver peixinhos e tartarugas, passear de bicicleta e pouco mais.

Nos últimos dois dias da viagem regressámos a Bali e o Hugo organizou uma festa numa luxuosa Vila em Semyñak, onde ficámos a dormir. 

 E se até àquele momento tínhamos visto o lado mais alternativo da ilha, os restaurantes onde se comia com as mãos, alguns sem wc, aldeias sem lojas, vários templos desérticos e tínhamos conseguido estar longe de toda a elite ocidental que habita em Bali… no regresso não pudemos escapar, e tenho que confessar que foi o Top do Top! 

Não sei como são as restantes ilhas da Indonésia, um dia descobrirei seguramente; mas acredito que Bali seja única. Com uma rica e artística vida cultural, danças exóticas, o espetacular mobiliário, objetos de decoração e esculturas impressionantes. Uma natureza bruta e tropical que se mistura com a tranquilidade dos arrozais e com um mar selvagem e apaixonante. 

Inicialmente não estava na nossa “bucket list”, mas depois desta experiência queremos sem dúvida voltar. 





‘David Bowie Is’ em Barcelona <3

Na proxima semana, dia 25 de Maio vai abrir ao público , no Museu de Design de Barcelona, a exposição “David Bowie Is”; e poder-se-à visitar durante três meses. 

Amigos residentes ou visitantes em Barcelona, é imperdível!!! 

Andei de olho nesta exposição desde o primeiro dia em que abriu! No verão de 2013 perdi-a em Londres, já que cheguei uma semana depois de ter acabado no Victoria and Albert Museum, onde se inaugurou inicialmente. Mas no inicio de 2016, tive a sorte de a conseguir ver em Groningen, na Holanda. E tenho que dizer que é uma das exposições mais fixes que já vi! 

Como escrevi neste POST quando o Bowie nos deixou, ouvi-o diariamente numa das fases mais importantes da minha vida, e a sua música faz parte de mim e do meu desenvolvimento como pessoa. Acho-o excentricamente extraordinário, musicalmente inspirador e sempre me pareceu muito coerente como pessoa. 

Destaca-se, nesta exposição, a sua enorme criatividade e a diversidade da sua obra. Explora-se a ligação que fazia entre a moda, a música, a arte e o design; e vê-se como a sua peculiar individualidade deixou uma forte marca na cultura contemporânea, inspirando outros artistas a desafiar as convenções e a procurar a sua forma de expressão. 

Esta exposição reúne instrumentos pessoais, vestuário original, videos, fotografias, filmes, letras manuscritas, e muitos mais objectos; que visitaram já um total de nove países. Mostra também que parcerias fez Bowie ao longo da sua carreira e que influências sofreu. 

Pode-se apreciar os seus processos de criação e reinvenção ao longo de cinco décadas, vendo as mudanças estético-culturais que fizeram com que sempre se mantivesse um símbolo e uma referência no mundo artístico. 

“David Bowie Is” é também uma experiência audiovisual extraordinária, porque usa tecnologia multimédia de alto nível; e durante todo o percurso vamos ouvindo histórias, explicações, excertos de conversas, músicas e filmes, videos e imagens que são um deleite para os nossos sentidos.

Os bilhetes para ver a retrospectiva da vida de Bowie já estão à venda, AQUI e AQUI. Custam 14,90€ (entrada normal de 2a-6a.feira) e 17,90€ ao fim de semana, a entrada reduzida custa 9,90€. 

A entrada para esta exposição dá um desconto de 50% no bilhete para o Museu de Design e acesso gratuito ao Museu da Música. 

Recomendo a 100% e para quem não vive aqui, mas está à procura de uma cidade fantástica para passar uns dias este verão; pois Barcelona “is the place to be”, agora também, por terem durante três meses a oportunidade de ver a exposição sobre a vida de um dos ícones musicais do século XX.