Bali & Gili


Às portas do verão e já com um calor abrasador aqui desde lado da península, hoje escrevo sobre Bali; chamam-lhe a Ilha dos Deuses, e eu chamo-lhe a Ilha que não sai de moda.

Aqui em Barcelona o pessoal continua a viajar ano atrás ano para este destino, como se fosse o paraíso na terra… e talvez seja mesmo! 

Se ainda não decidiram para onde ir nestas férias, aqui fica a minha sugestão! 

Fomos a Bali em 2014, e apesar de não estar na nossa “bucket list” temos um grande amigo que lá vive e já sabemos que onde temos cama e roupa lavada, há que ir sim ou sim! 

Há um fascínio qualquer à volta desta ilha, e é de facto espetacular, mas antes de falar das suas maravilhas, vou fazer uma pequena lista de algumas coisas menos boas, porque nem tudo são rosas: 

– Antes de chegar, o nosso amigo avisou-nos para levarmos 25 dólares trocados, para tratar do visto “on arrival” no aeroporto, no guia da Lonely Planet dizia 20USD; e na verdade quando chegámos lá cobraram-nos 35USD. Já se pode ver como vai a coisa na Ilha… 

– E quando fomos embora tivemos que pagar também uma taxa de saída… Sim, porque os balineses o que têm de relaxados, têm de espertalhões; e para pessoas como nós que à saída quase não tinhamos rupias, eles têm um aeroporto cheio de caixas multibanco.

– Quanto ao impressionante trânsito; (e eu que achava que já tinha visto de tudo na India), aqui é também escandalosamente caótico. Estradas estreitas, sem luz e sem passeios; muitíssimas motos em que se contam pelos dedos os ‘locais’ que usam capacetes, já para não falar que muitos são crianças com menos de 12 anos, que parece que já nasceram em cima de uma moto. 

– A comida pode ser deliciosa…ou não… muito à base de fritos e sempre com um ovo estrelado em cima; o que safa é a quantidade de peixe fresco e marisco que se encontra ao preço da “uva mijona”. 

– Apesar de ser uma ilha tropical, está completamente invadida por turistas, carros e motos. As praias mais conhecidas parecem a Vila Moura lá do burgo, massificadas por ocidentais a ver o pôr do sol, sentados em puffs a beber cocktails coloridos ou a tradicional Bintang. 

Enfim… até parece que não adorei, mas adorei! Só que infelizmente este é o preço que se paga pelo paraíso se tornar conhecido. 

Devo confessar que esta pequena lista que acabei de referir, praticamente não a vivi, contornei-a com a sorte de quem viaja a um sitio para visitar amigos que dominam o local. ❤ 

Em Bali vive o Hugo, nosso amigo francês com quem vivemos grandes histórias e aventuras em Barcelona até 2012. 
Quando chegámos ele namorava com a Puput, uma indonésia super simpática e aventureira, que mesmo sendo muçulmana, alinhava em quase tudo o que fazíamos e tinha uma mente muitíssimo aberta. Imagino que viver em Bali, a única ilha Indú das 17.500 ilhas, faz toda a diferença. 

Conhecemos um casal amigo, que também estava de visita vindos de Singapura, ele chileno e ela italiana; e juntos fomos os 6 de road trip pela ilha. Deixámos a mochila grande em casa do Hugo e com uma mais pequena montámos na moto e seguimos pela estrada fora. 

Foi uma experiência fantástica e indescritível, também porque começámos a viagem no dia 24 de Agosto, meu aniversário; mas principalmente porque saímos das estradas convencionais e turísticas, e vimos os caminhos alternativos, os templos menos conhecidos, os restaurantes locais no meio da estrada e as paisagens mais espetaculares. 

O H. teve que conduzir pela primeira vez do lado esquerdo da estrada e em caravana lá foram três motos por estradas desertas, no meio de campos de arroz, palmeiras e bananeiras; observados por macacos, lagartos, pássaros e borboletas gigantes com cores mais brilhantes que as do próprio arco-íris. 

Um dos pontos altos da viagem era subir a um vulcão e do cimo do Monte Batur ver o nascer do sol, uma das experiências mais duras e gratificantes que já tive. Metade do caminho pensei que não ia conseguir, mas desistir nunca foi uma opção (porque não dava para voltar para trás sozinha, no meio da floresta, às escuras com sombras e ruidos de animais). 😝
Uma experiência indescritível que durou 9 horas entre subir e descer, em que acabámos mergulhados nas águas quentes das termas vulcânicas, na base do monte. 

Sempre a dormir em casas locais, que de turístico tinham quase nada e de rústico tinham quase tudo. Inesquecível é um pequeno eufemismo, para descrever esta road trip em Bali. 

Foi uma sorte poder sair do roteiro turístico, e ainda que por um lado sei que quando visitamos amigos estamos um pouco limitados às escolhas que eles fazem, e ao que nos querem mostrar; tenho plena consciência que isto que vivemos em Bali, nunca o teríamos vivido se não fossemos com o Hugo. 🙏🏽😍

Depois de um par de dias de viagem pela ilha, apanhámos um barco em Padangbay para as Gili; umas ilhas paradisíacas, sem transportes motorizados, sem policia e com muita boa onda. 

Ficámos numas cabanas na Gili Air e tivemos 5 dias de relax total; dormir e acordar na praia, mergulhar para ver peixinhos e tartarugas, passear de bicicleta e pouco mais.

Nos últimos dois dias da viagem regressámos a Bali e o Hugo organizou uma festa numa luxuosa Vila em Semyñak, onde ficámos a dormir. 

 E se até àquele momento tínhamos visto o lado mais alternativo da ilha, os restaurantes onde se comia com as mãos, alguns sem wc, aldeias sem lojas, vários templos desérticos e tínhamos conseguido estar longe de toda a elite ocidental que habita em Bali… no regresso não pudemos escapar, e tenho que confessar que foi o Top do Top! 

Não sei como são as restantes ilhas da Indonésia, um dia descobrirei seguramente; mas acredito que Bali seja única. Com uma rica e artística vida cultural, danças exóticas, o espetacular mobiliário, objetos de decoração e esculturas impressionantes. Uma natureza bruta e tropical que se mistura com a tranquilidade dos arrozais e com um mar selvagem e apaixonante. 

Inicialmente não estava na nossa “bucket list”, mas depois desta experiência queremos sem dúvida voltar. 





‘David Bowie Is’ em Barcelona <3

Na proxima semana, dia 25 de Maio vai abrir ao público , no Museu de Design de Barcelona, a exposição “David Bowie Is”; e poder-se-à visitar durante três meses. 

Amigos residentes ou visitantes em Barcelona, é imperdível!!! 

Andei de olho nesta exposição desde o primeiro dia em que abriu! No verão de 2013 perdi-a em Londres, já que cheguei uma semana depois de ter acabado no Victoria and Albert Museum, onde se inaugurou inicialmente. Mas no inicio de 2016, tive a sorte de a conseguir ver em Groningen, na Holanda. E tenho que dizer que é uma das exposições mais fixes que já vi! 

Como escrevi neste POST quando o Bowie nos deixou, ouvi-o diariamente numa das fases mais importantes da minha vida, e a sua música faz parte de mim e do meu desenvolvimento como pessoa. Acho-o excentricamente extraordinário, musicalmente inspirador e sempre me pareceu muito coerente como pessoa. 

Destaca-se, nesta exposição, a sua enorme criatividade e a diversidade da sua obra. Explora-se a ligação que fazia entre a moda, a música, a arte e o design; e vê-se como a sua peculiar individualidade deixou uma forte marca na cultura contemporânea, inspirando outros artistas a desafiar as convenções e a procurar a sua forma de expressão. 

Esta exposição reúne instrumentos pessoais, vestuário original, videos, fotografias, filmes, letras manuscritas, e muitos mais objectos; que visitaram já um total de nove países. Mostra também que parcerias fez Bowie ao longo da sua carreira e que influências sofreu. 

Pode-se apreciar os seus processos de criação e reinvenção ao longo de cinco décadas, vendo as mudanças estético-culturais que fizeram com que sempre se mantivesse um símbolo e uma referência no mundo artístico. 

“David Bowie Is” é também uma experiência audiovisual extraordinária, porque usa tecnologia multimédia de alto nível; e durante todo o percurso vamos ouvindo histórias, explicações, excertos de conversas, músicas e filmes, videos e imagens que são um deleite para os nossos sentidos.

Os bilhetes para ver a retrospectiva da vida de Bowie já estão à venda, AQUI e AQUI. Custam 14,90€ (entrada normal de 2a-6a.feira) e 17,90€ ao fim de semana, a entrada reduzida custa 9,90€. 

A entrada para esta exposição dá um desconto de 50% no bilhete para o Museu de Design e acesso gratuito ao Museu da Música. 

Recomendo a 100% e para quem não vive aqui, mas está à procura de uma cidade fantástica para passar uns dias este verão; pois Barcelona “is the place to be”, agora também, por terem durante três meses a oportunidade de ver a exposição sobre a vida de um dos ícones musicais do século XX. 

Tapantoni de Primavera [2017]

E hoje começa o Tapantoni!!! 

Um dos melhores eventos do bairro de Sant Antoni. Tapa e bebida a 2,5€, damos um rolé pelas ruas, encontramos os vizinhos, pomos a conversa em dia e descobrimos os novos spots da freguesia!! Adoro!!

Como já contei neste POST o que é este festival de tapas,  não vale a pena estar-me a repetir. 😉

Deixo-vos o LINK do evento, e recomendo a 100% que passem pelo bairro, até dia 28 de Maio, para provar as tapas do dia! 

Bom Tapantoni!! 

Dicas pré-Ásia 

Há tantas coisas a ter em conta quando se prepara uma viagem, que poderia escrever vários posts sobre o tema. 
Tão importantes como a organização burocrática e logistica, são os temas socioculturais, que nos podem dar muitas dores de cabeça, caso não os tenhamos em atenção.

Hoje escrevo sobre dicas para viajar na Ásia, aquelas que normalmente nos dão os amigos que já lá estiveram e que provavelmente servem para quase todos os países. Muitas são dicas de bom senso, mas outras são também formas de evitar erros comuns que muitas vezes cometemos sem pensar. 

O sudeste asiático é um destino mochileiro, não só porque é exótico, com praias paradisíacas, boa comida e culturalmente diferente; mas principalmente, porque é barato. É possível viajar por esta zona do mundo durante 6 meses, com o que gastaríamos na Europa em apenas um mês.

Ser mochileiro e viajar com um orçamento limitado não quer dizer que sejamos menos educados ou conscienciosos. O facto de ser um destino de praia, não significa que na mochila se ponha três bikinis, um pareo, chinelos e dois vestidos. A maior parte dos países asiáticos, são conservadores, com  povos modestos e recatados que não têm por hábito mostrar o corpo nem sequer na praia. Em quase todos os templos tem que se entrar descalço, com os ombros e pernas tapados. O ditado “em Roma sê romano” deve-se aplicar e respeitar os costumes e tradições, para garantir uma receção hospitaleira e uma convivência amigável. 

Lamentavelmente, uma situação bastante comum é a de nos tentarem enganar; sejam taxistas, condutores de tuk-tuk ou donos de  lojas; para eles somos dinheiro com pernas e devemos manter-nos alerta, ainda que não seja necessário entrar em paranóia. Lembro-me que antes da viagem à India, todos nos alertaram para nunca dizermos que era a nossa primeira vez no país. E a verdade é que durante toda a viagem nos perguntaram várias vezes se era a primeira vez que ali estavamos. Dissemos sempre que já tínhamos ido outras vezes, e isso acabou por dissuadir os espertalhões. 

Em Bangkok um condutor de tuk-tuk insistiu que o Palácio Real só abria à tarde, e que primeiro nos levaria a passear pela cidade. Mandámos parar o tuk-tuk e apanhamos outro que nos levou ao, obviamente aberto, Palácio Real. Tenho muitas histórias deste género, e várias em que fomos enganados, mas a experiencia é a mãe de todos os ensinamentos. 

Por mais que nos digam que a realidade é totalmente diferente, há coisas que só vendo e vivendo; a pobreza é uma dessas coisas. O que senti ao ver as ruas de algumas cidades indianas, nenhuma imagem de nenhum documentário me tinha feito sentir.

 É sempre uma boa ideia contextualizar-se e ter informação antes de viajar para um destes países. Para, por exemplo, ter uma pequena noção do que passaram a maioria dos cambojanos a apenas algumas décadas. 

O sentimento de compaixão e solidariedade é fundamental para nos aproximarmos das pessoas da terra e compreender como sobreviveram e conseguiram continuar com a sua vida. 

A exploração turística é inevitável e hoje em dia muitos países vivem disso, mas se pudermos eleger atividades e atrações que não se aproveitem de nenhuma pessoa ou animal, pois que assim seja. 

A que custo tiramos fotografias abraçados a tigres? Ou em que estado estão os elefantes que nos carregam nos passeios pelos templos?

São animais selvagens, não são animais para brincar. São drogados e maltratados para obedecer ao Homem e cada turista que visita estas atrações, alimenta esta situação abusiva e aterradora. 

Assim como o consumo dos famosos licores com o reptil dentro da garrafa, que  sustentam o mercado negro de animais.

Reconheço que muitas vezes é complicado fugir de algumas situações; por exemplo em Siem Reap fui ao supermercado com um menino de rua para comprar leite. Ele escolheu a lata de leite mais cara que havia e provavelmente depois voltou a vendê-la ao supermercado, ficando com o dinheiro. Mas naquele momento, foi para mim impossível não “ajudar” aquela criança.

Há muitas formas corretas de ajudar, há diversos programas de voluntariado por todo o mundo, há ONGs que fazem trabalhos admiráveis com pessoas e com animais; mesmo de longe é possível “adotar” uma criança, enviar material escolar ou mantimentos, e assim minimizar um pouco a vida cruel que têm.

Como disse no início do post, o sudeste asiático é o paraíso dos mochileiros; transportes, hotéis e comida baratos. Tudo encaminhado para roteiros turísticos, que mesmo quando vamos por nossa própria conta, faz com que sigamos uma linha já delineada. Muitos viajantes acabam por não sair da rota do costume e deixam de ver outros paraísos. Não digo que não se vá aos destinos mais óbvios, eu quero ir a quase todos; mas se a felicidade está fora da nossa zona de conforto, imaginem o que se pode encontrar, quando já estamos fora dela…  Não acredito que se possa conhecer Bangkok se não sairmos da Koh San Road; e Bali não é seguramente a única ilha interessante da Indonésia…

A oferta de voos low cost é tanta, que mesmo que tenhamos uma limitação de tempo para viajar, não temos porque ficar apenas num sítio e podemos sempre dar um pulo ali ao país vizinho. É só pesquisar!

Viajar pela Asia fez de mim uma pessoa mais tranquila e menos stressada, isto de querer controlar tudo, naquele continente é completamente impossível. Os transportes não respeitam os horários, o trânsito é caótico, a eletricidade falha a torto e a direito, as condições climatéricas fazem com que se altere rotas e destinos. 

Em alguns países é imprescindível ter jogo de cintura e deixar-nos ir com a maré. A minha primeira lição na Asia foi em Delhi, quando não conseguimos comprar os bilhetes de comboio para Agra, o que fez com que não visitássemos o Taj-Mahal. Foi na verdade a minha pior experiencia numa viagem, com suor e lagrimas à mistura, e uma assombrosa impotência por não me conseguir entender com aquele sistema, naquela assustadora estação de comboios. Depois desse dia, tudo ficou mais fácil. 

Um dos motivos que nos levou em 2014 a Bali foi o facto de termos um querido amigo a viver na ilha. Amigo esse que nos pediu para levar 1Lt de álcool cada um (quantidade permitida para entrar no país). Levámos uma garrafa de vodka e uma de rum e escusado será dizer que acabou logo na grande festa à chegada. Uns dias depois fomos ao supermercado comprar cervejas e percebemos que cada garrafa destas, em Bali, pode custar cerca de 50€. Se na Tailândia se come por 1,5€, não se bebe cerveja por menos de 3€; o álcool é sem dúvida uma das partes mais caras de uma viagem à Asia. 

Excluindo o álcool, tudo o resto é muito barato e começar a comprar pode ser uma perdição. Entre artesanato, imitações, bijuteria e outros acessórios, é possível voltar à Europa com as mochilas completamente a abarrotar. Diz-se que se deve sempre regatear, porque o valor inicial é sempre superior ao real; mas atenção: sem exageros, por favor! Se já é tudo muito barato, porque vamos estar a discutir por 20 cêntimos?! Como em tudo na vida há que ter bom senso e noção da realidade do sítio que estamos a visitar. 

Para finalizar, porque este post já vai longo, ao fazer a mochila devemos ter em conta que naquela zona do mundo faz quase sempre muito calor. Com exceção das zonas montanhosas, não vale a pena levar grandes agasalhos; nem roupas bonitinhas, nem saltos altos, nem ir carregados com demasiadas mudas de roupa, que depois nem chegamos a usar. 
O que sim faz falta é o papel higiénico, já que eles gostam da mangueirinha e ter sempre à mão um gel antibacteriano, para qualquer eventualidade. 

Nunca me vou esquecer que num “restaurante” na base do Vulcão Monte Butur, na Indonésia, onde eramos os únicos ocidentais; perguntámos pela casa de banho e disseram-nos que não havia, que podíamos fazer as necessidades no meio do mato. Respondemos que queríamos apenas lavar as mãos antes de comer; e então passaram um pequeno alguidar com água; mas antes de chegar até mim, passou por toda a gente que estava sentada ao balcão à espera da comida. Todos lavaram as mãos na mesma água… a única coisa que posso dizer neste momento é: Viva ao gel antibacteriano que anda sempre na minha mochila quando viajo!! 

Temporada de ‘Calçots’

Todos os países têm as suas tradições, muitas são conhecidas internacionalmente, outras nem tanto. Às vezes só quando se vive num determinado local e se convive com as pessoas da terra, é que se tem contacto com o que é realmente tradicional. Isso também nos ajuda a conhecer e a compreender um povo, os seus hábitos e costumes. 

Hoje escrevo sobre os ‘calçots’, uma tradição catalã cuja temporada alta é neste preciso momento e que nós, todos os anos, fazemos questão de fazer. Em bom português pode parecer apenas uma cebola assada no fogareiro, mas na realidade é muito mais que isso. 

De uma forma especial de cultivar a cebola (cebola tardia de Lérida), deriva o nome calçot, uma vez que se vai adicionando terra à base, para que a cebola tenha que se alargar ao subir em busca da luz. Este processo chama-se em catalão “calçar” e repete-se duas a três vezes durante o cultivo, até que se consiga que o talo branco fique suficientemente comprido (entre 15 a 25 centímetros). 
A temporada de calçotes é entre Novembro e Abril, mas o seu auge é a partir do último domingo de Janeiro, momento em que se celebra a ‘Fiesta de la Calçotada’ em Valls – em Tarragona. 
É sem dúvida um dos pratos típicos da cozinha catalã, e também uma das festas gastronómicas mais interessantes que conheço. 

As calçotadas fazem-se nas ruas, nos bairros, entre grupos de amigos ou de vizinhos e sempre com muita alegria. É muito mais do que um almoço, é uma celebração cheia de detalhes. 

A primeira vez que comi foi em 2008, em Colomers, na casa da minha querida amiga Magali. Uma catalã de coração, independentista convicta que contraria o estereótipo  dos catalães, já que é uma das pessoas mais sociáveis e comunicativas que conheço e que adora misturar-se com diferentes culturas. 

Numa Catalunha profunda, onde praticamente se fala apenas catalão, passámos um maravilhoso fim de semana de inverno, com a lareira acesa, calçotes e butifarra, um porrón sempre cheio de vinho, grandes amigos e boas conversas. Para mim, isto é que é uma boa calçotada! 

Hoje em dia para comer calçotes continuamos a juntar-nos com amigos que vivem no campo e podem assar calçotes no quintal, ou às vezes a empresa onde trabalha o H.  organiza um sábado e oferece uma grande calçotada a todos os trabalhadores. 

Mas quase sempre comemos também os calçotes em restaurantes; vários têm menus de calçotada, e entre 25€ e 40€ recebe-se uma telha com 25 calçotes, pão com tomate, carne à brasa, vinho, sangria ou água, sobremesa e café. 

A particularidade dos calçotes é que se cozinham com fogo alto, utilizando a cepa da videira para assar. Quando a primeira capa está completamente queimada, envolvem-se em papel de jornal, para acabar de cozer no seu próprio calor. 

Têm um sabor ligeiramente adocicado e acompanham-se com um molho feito de tomate, amêndoas, azeite, pimento e avelãs (molho romesco). 

Depois dos calçotes, serve-se normalmente uma parrilhada de carne e butifarras (a salsicha tipica catalã), com batatas assadas na brasa (al caliu), alcachofras e molho ali i oli (uma espécie de maionese de alho). 

Comê-los é todo um ritual, com luvas e babete, queixo ao alto, de cima para baixo e  muita risota pelo meio. 

Recomendo a todos os que visitarem a Catalunha no início io da primavera, a procurarem um sítio para degustarem este prato e viverem a verdadeira experiência catalã. 

WC_PT • a criatividade não tem limites •

As casas de banho despertam uma atração especial em algumas pessoas. A mim, na verdade, nunca despertaram muito além da vontade de as usar quando tenho necessidade. Mas pensando de forma subjetiva, são efectivamente espaços curiosos onde normalmente passamos momentos íntimos, aos quais à partida atribuímos um rotineiro desinteresse. Ou talvez não… 

Na primeira casa onde vivemos em Barcelona, havia na casa de banho um poster colado na porta; chamava-se Toilet Cam Poster – era a imagem de várias casas de banho onde estavam pessoas a fazer coisas completamente diferentes. Era um poster que mostrava bem tudo o que se pode fazer numa casa de banho e como um espaço minúsculo pode ser tão divertido, tão promíscuo, tão original, ousado ou surpreendente. 

Nessa casa alugávamos um dos quatro quartos que havia, mas nela viviam às vezes 5 pessoas, às vezes 6 ou 7 e quase sempre muitas mais que entravam e saiam como se lá vivessem. O poster da casa de banho mostrava a diversidade e o sentimento de liberdade que ali habitava. 

Há uns anos atrás o H. desenvolveu um “fascínio” por casas de banho e criou uma conta de instagram dedicada ao tema. Ele diz que reparou que nem todos os buracos das sanitas são iguais, e que dependendo de onde está posicionado o buraco, usá-la pode ser mais ou menos cómodo. 

Então começou a fotografar as sanitas de todos os sítios onde vai: bares, restaurantes, casas de amigos, museus, comboios, aviões, hotéis, etc.. Fotografa tal qual a encontra, antes de a usar; e todas as fotografias são tiradas por ele, como parte da experiencia que dá forma a este projecto. 

Se tenho que pensar numa sanita famosa, a minha referencia é “the worst toilet in Scotland”; a asquerosa sanita onde o Ewan McGregor entra, no filme Trainspotting, para recuperar dois supositórios de ópio. Essa imagem vista por uma miúda de 16 anos, ficou marcada até hoje. 

Confesso que fiquei surpreendida quando o H. comentou que tinha cada vez mais seguidores no instagram e que, assim como ele, havia vários aficionados de sanitas e casas de banho, por todo o mundo. Mas agora que penso sobre o tema, compreendo e até comparto a curiosidade de tantos outros. 

Já tive noites hilariantes de conversas absurdas em casas de banho de bares e discotecas. 

Tenho inúmeras histórias de festas em casas de amigos, em que apesar da música estar na sala, estavamos todos metidos na casa de banho. 

Já encontrei em filas para a casa de banho de festivais, pessoas que não via há muitíssimo tempo. É sempre nas filas para a casa de banho que te dás conta que há sempre alguém em pior estado que tu. E é quando entras, fechas a porta e falas com o espelho, que percebes em que condições estás.

 E quem é que nunca disse: Vem comigo à casa de banho?! 😂😜

O instagram do H. chama-se WC_PT e reflecte um pouco a sua própria visão do mundo. Um mundo onde todos somos diferentes, mas também muito parecidos; onde há sempre um detalhe que nos distingue e nos torna únicos; mas onde há espaço para todo o tipo de “sanita”, dependendo do país, da cultura ou do local onde esta existe. Com mais ou menos côr, mais suja ou mais limpa, todas têm o seu ponto interessante e todas merecem ser fotografadas. 

Até ao dia de hoje, o H. já foi contactado por várias pessoas curiosas pela sua galeria; recebeu elogios, comentários e até propostas de possíveis projectos. Faz-me pensar que o mundo é enorme e cheio de gente creativa, com interesses tão diferentes e que há sempre espaço para mais alguma ideia. Que talvez não esteja tudo inventado, que há sempre uma perspectiva diferente de ver algo que já todos vimos e que no fundo, são os pequenos detalhes que fazem as grandes pessoas. 

Quente&Frio de Chia e Morangos [o papel de uma sobremesa]

O açúcar é um veneno! 

Desde pequena que oiço esta frase, e ainda que os meus pais tentassem moderar o consumo de açúcar lá em casa, não conseguiram evitar que as duas filhas fossem super gulosas. 

Lembro-me que a minha mãe não gostava que comêssemos bolos e doces de pastelaria, então sempre fez ela própria os petiscos e guloseimas para nos tentar dissuadir; e também porque na nossa mesa nunca faltou um bolo aos fins-de-semana, aprendemos desde cedo que é possível fazer todo o tipo de doces em casa. Criámos ambas uma íntima relação com a cozinha, porque isso de comprar feito, para nós nunca existiu!

Está claro que para a cozinha é preciso disponibilidade e gosto, fazer só por fazer ou fazer por obrigação, não dá o mesmo prazer, nem faz com que o produto final saia da mesma forma.

A sobremesa é a cereja no topo do bolo de qualquer refeição, e mesmo que esta não seja brilhante, se acaba com um doce delicioso, o triunfo é garantido. Hoje em dia há tantas alternativas saudáveis, que praticamente nem é preciso usar o açúcar para conseguir uma sobremesa formidável.

Como já escrevi antes, receber amigos em casa e principalmente à mesa é uma arte e requer alguns cuidados. Para atingir a perfeição há que encontrar um equilíbrio e a perfeita combinação dos pratos que são servidos. 

Por exemplo, uma sobremesa demasiado doce depois de uma comida farta e pesada, pode não cair bem; mas o contrário sim que funciona. 

Eu quando sirvo uma refeição leve e pouco calórica, tento fazer uma sobremesa mais forte e corpulenta, como por exemplo um Trifle; uma mistura de bolo, frutas, mousse de chocolate e chantilly. 

Ou se faço uma entrada com massa folhada, como o pastel de camembert com compota de alperce e pimenta; nunca sirvo uma sobremesa do mesmo género, tipo uma tarte de maça ou um mil folhas de frutos do bosque. 

 Se a salada é de agriões e morangos, a sobremesa já não levará frutos vermelhos; se o prato principal leva molho branco, a sobremesa não deverá ser leite-creme…. E estes são apenas alguns exemplos de combinações que não funcionam e que podem arruinar a lembrança de uma refeição que poderia ter sido, no mínimo, apetitosa.

Esta sobremesa que hoje partilho é apropriada para todas as estações, mas é especialmente boa para finalizar as típicas refeições invernosas, encorpadas e muitas vezes indigestas. A chia ajuda à digestão, o leite de amêndoa já é adocicado por natureza e a combinação de morangos com as sementes dá, a esta sublime sobremesa, um toque aromático e exótico.

Receita para 2 porções:

1/2 chávena de sementes de chia

2 chávenas de leite de amêndoa

2 c. de chá de mel

1 Taça de morangos

1 cálice de Moscatel ou Vinho do Porto para aromatizar os morangos

1 c. de chá de canela em pó

1 c. de chá de sementes de sésamo caramelizadas, cacau e coco (estas sementes da Ecoriginal são uma combinação excêntrica e atrevida, que transforma esta sobremesa numa explosão de alegria para o paladar. São vendidas pelos amigos da Qüi Barcelona, uma inovadora marca de gelados. 

Como fazer:

Com pelo menos 12 horas de antecedência (na noite anterior), junto num recipiente o leite, o mel e as sementes de chia. Mexo bem e ponho no frigorífico até ao momento de montar a sobremesa. Durante este tempo de repouso as sementes absorvem o líquido e ganham uma textura gelatinosa.

No dia seguinte faço uma calda de morangos (sem açúcar); corto os morangos aos pedaços e ponho numa panelinha com um cálice de moscatel, vou mexendo até criar uma consistência cremosa. No final ponho a canela e as sementes e deixo levantar fervura.

Retiro do lume e deito por cima de cada recipiente (neste caso utilizei uns frascos que tinha sem tampa, do mercado “All those”; há que reciclar o que temos em casa! 😉

A diferença de temperatura faz com que a consistência glutinosa da chia fique mais parecida à de uma mousse e transforma esta sobremesa tão simples num requintado quente & frio. 

Contagem decrescente!  [como organizo as minhas viagens] 

Sou naturalmente uma pessoa organizada e inevitavelmente também 100% organizadora. 

Está-me no sangue e não posso evitar; desde miúda que sempre gostei de inventar, pesquisar, descobrir e explorar o desconhecido. Ver até onde posso ir, até onde tenho capacidade de criar. 

Hoje em dia está tudo facilitado com o uso da internet, só não faz quem não quer. Pode-se aprender a tocar um instrumento vendo vídeos no youtube, aprender a cozinhar, fazer trabalhos manuais, falar novas línguas ou ter acesso a todo o tipo de informação relacionada com quase tudo. Viva a Internet!! 

E está claro que organizar uma viagem tornou-se também algo bastante simples de fazer. É apenas preciso curiosidade, dedicação e muita paciência; mas tudo o resto está on-line, é só procurar! 

Acho que uma das coisas mais importantes para organizar uma viagem, é ouvir as dicas de quem já lá esteve, é aprender com os erros dos outros e aproveitar a sabedoria das boas experiências. 
Todos temos amigos que já visitaram sítios onde queremos ir e esses são sempre os nossos melhores conselheiros. 

Recordo-me que quando fomos à India, pedimos sugestões a vários amigos (que nem se conhecem entre si) e houve um sítio que nos foi recomendado por três pessoas diferentes (uma portuguesa, um catalão e um israelita), o que obviamente despertou a nossa curiosidade: Hampi, uma “pequena” cidade no meio de Karnataka… Posso apenas dizer que incluí-la na nossa viagem foi uma das nossas melhores decisões. 

Se por acaso não temos a sorte de ter acesso a informação mais personalizada, há muitíssimos blogs de viagens que nos ajudam a ter uma visão mais clara sobre os destinos, depois basta cruzar tudo o que lemos e decidir onde queremos ir. No final deste post indico alguns blogs de viagens que costumo ler e que têm sempre boas dicas para os viajantes. 

Eu leio basicamente para aprender sobre os sítios onde quero ir e conhecer a perspectiva de pessoas de todo o mundo que já lá estiveram; mas também para decidir as coisas práticas da viagem: onde dormir, que transportes utilizar, alguma recomendação gastronómica ou algum conselho importante. 

O primeiro passo, depois de decidir o destino da viagem é começar a procurar  voos, para isso uso normalmente duas páginas: Skyscanner e Vuelos Baratos

Segundo passo é comprar o Guia da Lonely Planet, que passa a ser o meu livro de cabeceira durante os meses que faltam até à viagem. (este ano foi presente dos meus pais) 😍

Começa então a conta-atrás e muito que organizar!! 

Já passou um mês desde que comprámos os bilhetes para o Vietnam e já perdi a conta do número de blogs que li até agora, das vezes que olhei para o mapa e para o calendário para organizar os dias. Já mudámos o itinerário duas ou três vezes, já juntámos outro país à viagem e calculámos gastos para diferentes possibilidades.

Pode-se viajar de forma muitíssimo barata pelo sudeste asiático, mas quando já não se tem 20 anos, há algumas situações que para mim ficam automaticamente excluídas, e dormir mal é uma delas. 
Uso o Tripadvisor e o Booking para encontrar alojamento – sempre um quarto duplo com wc privado (nem sempre reservo, mas recolho alternativas que junto à informação do Lonely Planet, para mais tarde decidir). O pequeno-almoço incluído não é imprescindível (porque na Asia a comida é ridiculamente barata); mas um bom colchão sim que o é. 

Depois de carregar uma mochila durante várias horas, subir a comboios, motos e táxis, caminhar quilómetros a visitar cidades, é muito importante que o sítio onde vamos dormir seja confortável e limpo. 

Continuo a viajar de mochila e penso que assim continuarei durante muitos e longos anos, é a forma mais cómoda e simples de viajar. Mas sobre a mochila e o que levar na viagem, escrevo noutro dia. 

Quando já tenho o roteiro definido (que pode ser sempre alterado a qualquer momento) começo a ver formas de nos deslocarmos; como sou apaixonada por viagens de comboio, essa é sempre a minha primeira opção. Recomendo o site: Seat 61, que tem informação sobre os horários de vários países, tipos de comboio, e várias opções e comentários. É sem duvida o mais completo de todos. 

Se ao princípio leio sobre tudo, a cultura, a historia ou a gastronomia; com o passar do tempo vou restringindo a pesquisa apenas aos locais onde vamos, em busca daquele sítio especial que nos apaixonará quando lá estivermos. Aquele restaurante típico, o miradouro perfeito para ver o pôr-do-sol, ou aquela experiência imperdível. 

Normalmente tenho apenas 3 semanas para viajar e nunca tenho tempo para ver tudo o que gostaria, por isso tento organizar algumas coisas o melhor que posso, para que quando esteja em viagem, me possa deixar levar pelo imprevisto e desfrutar dos momentos surpresa, que são o que realmente dá chispa a viagem.

Uma das últimas coisas que faço antes de partir é procurar um seguro; já usámos o  Worldnomads em duas viagens e a verdade é que correu tudo bem e não precisámos de o ativar; mas é o mais recomendado por vários viajantes e blogs e parece-me que em relação a coberturas e preço está bastante bem. 

Este ano comprámos a voo já com seguro de viagem, o que também é uma opção interessante. Quando se viaja para o outro lado do mundo, com uma mochila e um guia na mão, o mínimo que podemos levar é um bom seguro, para o caso de ficarmos gravemente doentes ou precisarmos de ser recambiados com urgência para casa. 

Neste momento estou na fase de pesquisa, de investigar e descobrir tudo o que os países que vamos visitar têm para nos oferecer. É uma das minhas partes preferidas e posso dizer que o facto de ter já uma ideia geral do destino, não anula o espanto nem reduz o assombro quando lá chego. 

Penso que viajar é o fundamental, independentemente da forma como cada um o faça. Eu prefiro viajar ”por minha conta”, sem guias nem agências e com bastante flexibilidade. Prefiro ter eu todo o prazer de investigar e decidir o onde e o quando da minha viagem. Isto de viajar com a mochila às costas é algo que não tem explicação, transforma-se num vício que nos provoca uma felicidade absoluta, e quanto mais vemos, mais queremos ver.  

😍✈️

*Estes blogs têm sempre alguma informação interessante ou alguma dica especial. São viajantes que andam pelo mundo e escrevem o que realmente sentem. 

http://dontforgettomove.com/&nbsp;

http://www.myguiadeviajes.com/&nbsp;

http://www.wanderloveworld.com/&nbsp;

http://www.mochileandoporelmundo.com/&nbsp;

http://www.hastaprontocatalina.com/&nbsp;

http://marcandoelpolo.com/&nbsp;

*Também recomendo: 

Wikitravel: Informação sobre os países e dicas de viagem.

Visa HQ: información sobre vistos 

Air Asia: a melhor companhia para viajar pela Asia. 

Falafel 100% Saudável

Cá em casa tentamos cada vez mais arranjar alternativas para as nossas refeições. Tentamos comer bem, de forma equilibrada e variada, mas também original. Aborreço-me se como sempre as mesmas coisas, nos mesmos formatos. 

Durante muitos anos, em Portugal, o grão-de-bico era básicamente usado como uma guarnição; acompanhava o bacalhau cozido, fazia-se salada com atum, em algumas zonas do país sopa de grão, e uns quantos pratos mais. Só mais recentemente começou a ser um alimento de destaque nas refeições. 

Eu considero-o primordial para uma nutrição equilibrada, já que é um alimento que fornece energia sem provocar picos de insulina no sangue;  tem minerais como o magnésio, cobre e ferro; vitaminas e ainda ácido fólico. Muito importante também, é que o grão-de-bico além de reforçar as nossas defesas, diminui os níveis de cortisol; que é a hormona relacionada com os comportamentos compulsivos a nível alimentar e com a acumulação de gordura na região abdominal.

Possui também fibras que nos ajudam a saciar com mais facilidade, mas é a proteína que faz desta leguminosa uma boa escolha para o menu do dia a dia, pois tem o nutriente responsável pela manutenção dos nossos músculos. 

Apesar de ser muitas vezes considerada uma proteína incompleta, por ser de origem vegetal; se misturarmos o grão com um cereal, como por exemplo o arroz, teremos uma combinação de aminoácidos essenciais muito próximos à proteína da carne. 

Porque é tão espectacular este alimento, hoje partilho uma receita de Falafel 100% saudável. 

Aqui em casa comemos às refeições, mas também como snack ou entrada. Pode-se acompanhar com um molho caseiro, tipo ali-oli ou tzatziki, que faz a combinação perfeita. O que eu mais adoro nesta receita, é que não se frita, cozinha-se no forno. 

Falafel  100% Saudável 

500 grm de grão de bico seco

3 dentes de alho

2 cebolas médias

3 colheres de sopa de azeite

Um punhado de folhas de hortelã

Um punhado de coentros frescos (usei os da nossa horta) 😍👌🏽

Cominhos qb

Pimenta qb

Noz-moscada qb

Sal qb 

Deixo o grão demolhado em bastante água, de um dia para o outro (mínimo 24h) . 

Junto todos os ingredientes cortadinhos numa taça e passo a varinha mágica até obter uma pasta uniforme. 

Desta vez usei a “técnica do pastel de bacalhau” para moldar o falafel; com duas colheres de sopa, e o resultado foi o que se pode ver nas fotos.

Põem-se num tabuleiro com papel vegetal a 200 graus no forno, durante 30 minutos e estão prontos a comer. 

*Eu uso a varinha mágica para triturar os ingredientes, mas quem tem outro tipo de máquina, tipo 123 ou bimby ou qualquer outro processador de alimentos, pode usar também.

*Esta receita é rápida e fácil, não utiliza produtos de origem animal, nem nenhum tipo de farinha, e pode-se congelar. 

*Estas quantidades deram para cerca de 60 pasteis de falafel. 

Recomendo 100%