Entre costuras! 👌🏽

Dou-me subitamente conta de que estamos em Julho, meio ano já passou!!
Até agora não posso dizer que 2017 tenha sido um ano memorável, nem nada que se pareça. Mas sei que seguramente houve anos piores, e que este primeiro semestre pode ter sido "menos bom" para muitas outras pessoas, mais do que para mim. Por isso, não me quero queixar e sim fazer o melhor que posso com as circunstâncias que se me apresentam.

Até porque em breve se adivinham várias viagens, novos projetos e experiências que já começaram a surgir… na verdade se queremos que algo aconteça temos que fazer por isso.
Penso que foi Picasso que disse, que: "A inspiração existe e aparece, mas tem que nos encontrar a trabalhar"!

Há um par de meses, procurava algo para oferecer no aniversário de uma amiga…
Depois de ver várias coisas, encontrei ESTA escola de costura e trabalhos manuais, no bairro da Gracia.
Existem várias, mas esta chamou-me especialmente a atenção porque tem várias opções; workshops, cursos semanais, mensais ou trimestrais; com vários níveis e aulas rápidas para aprender o básico, com possibilidade de continuar caso nos interesse.

Ofereci-lhe uma aula particular de iniciação à costura, fizemo-la juntas na sexta-feira passada, e abriu-se um novo mundo para ambas.

Além de original, achei que era também uma prenda útil; já que a minha amiga, que tem uma máquina de costura em casa, teve há quase um ano um bebé.
E esta é uma inesgotável fonte de inspiração e constantes possibilidades.

O universo infantil não tem fim e existem mil e uma coisas que se podem fazer com as nossas próprias mãos; roupas, babetes, bonecos, etc..
Se sabemos usar uma máquina de costura, podemos dar asas à imaginação!

Eu tenho o melhor exemplo em casa, a minha mãe é uma pessoa extremamente creativa, habilidosa e autodidacta. Naturalmente perfeccionista (tenho a quem sair 😝), é capaz de fazer as coisas mais incríveis em diferentes campos das manualidades.
Não é por ser minha mãe (❤️) mas é deveras uma mulher admirável!

Eu como ainda tenho um longo caminho a percorrer para tentar ser como ela, e como adorei o workshop de iniciação à costura, resolvi inscrever-me num curso trimestral, a começar em Outubro. Vamos ver o que sai daqui!

Mas para já, posso dizer que durante a hora e meia que estive sentada em frente a uma máquina de costura, estive completamente compenetrada, relaxada e isolada deste taciturno primeiro semestre de 2017.

Por isso, até ao final do ano desejo novas experiências, aprender coisas novas e descobrir caminhos desconhecidos!
Já vos contarei…

Tapantoni de Primavera [2017]

E hoje começa o Tapantoni!!! 

Um dos melhores eventos do bairro de Sant Antoni. Tapa e bebida a 2,5€, damos um rolé pelas ruas, encontramos os vizinhos, pomos a conversa em dia e descobrimos os novos spots da freguesia!! Adoro!!

Como já contei neste POST o que é este festival de tapas,  não vale a pena estar-me a repetir. 😉

Deixo-vos o LINK do evento, e recomendo a 100% que passem pelo bairro, até dia 28 de Maio, para provar as tapas do dia! 

Bom Tapantoni!! 

Chameleons no Apolo

As últimas semanas têm sido de readaptação à rotina, voltar ao trabalho e planear o novo ano.

 Tenho andado bastante ocupada, mas também muito tranquila e por isso não tenho escrito muito; mas aos poucos entro no ritmo, mudo o disco e começo a dançar novamente. 

Falando de música, este fim de semana fomos a um concerto espectacular no Apolo. Para quem não sabe é uma das salas míticas de Barcelona, e também uma das melhores discotecas da cidade. 

Fomos ver uma banda que já tínhamos visto duas ou três vezes, já que o baterista é nosso amigo e o som que tocam entra no ouvido, aquece-nos o sangue e faz mover até uma pessoa com dois pés esquerdos!

Chamam-se Chameleons e consideram-se repartidores de groove. E é um facto, groove não lhes falta! 

Os concertos são cheios de energia, nota-se ao longe uma química entre os componentes da banda e isso faz com que a empatia e cumplicidade se crie naturalmente com o público. 

Com uma clara influencia de funk, soul, r&b e jazz, é impossível ficar indiferente quando os Chameleons estão em cima de um palco.

E por falar em palco, devo dizer que tocar na sala principal do Apolo, tem que ser uma emoção sem tamanho e um shot de adrenalina pura. 

Para mim enquanto espectadora, confesso que quando vejo um bom concerto nesta sala, e já vi alguns nestes quase 10 anos em Barcelona, fico com pele de galinha. 

O concerto de sábado foi um dos bons; bastante mais curto do que se desejaria, mas efectivo na medida em que nos 45 minutos que tocaram, produziram uma alegria quase eufórica, a uma sala bastante composta.

Go Chameleons!!

Jantar de Natal & o Amigo Secreto 

Todos temos amigos de “toda la vida”, amigos com quem crescemos, que acompanharam aqueles momentos únicos da adolescência ou com quem mais tarde vivemos as aventuras do início da idade adulta. São amigos por quem temos muito carinho e que vão ter sempre um lugar especial. Eu além desses, tenho também um grupo de amigos em Barcelona, que estão numa categoria diferente, mas igualmente destacável. Talvez imposta pelas circunstâncias em que vivemos, imposta pela nossa condição de emigrante, a categoria é a de [amigos/familia]: contamos uns com os outros para o que der e vier, e como não temos mais ninguém por perto, são eles que nos ajudam a levantar quando estamos em baixo e é com eles que celebramos quando estamos em cima! 
Dentro deste grupo, existem as “girls”, minhas amigas há cerca de 9 anos, que com o passar do tempo e as muitas aventuras vividas, nos tornámos num grupo unido e coeso, cúmplices e confidentes. 

Somos 6, em contacto diário pelo whatsapp e apesar de uma de nós já não viver em Barcelona há alguns anos, continua a participar em muitos dos momentos importantes que vivemos juntas. Fazemos skype nos aniversários, nas jantaradas e quando temos alguma novidade que contar.

 A distância definitivamente não tem porque diminuir a amizade. 
Hoje escrevo sobre elas, as minhas girls e sobre umas das nossas tradições preferidas. 

Há já alguns anos no jantar de natal fazemos o jogo do amigo secreto. Já sei que à primeira vista nao parece que seja muito original, mas é!

Transformámos o tradicional ‘amigo secreto’, num dos momentos mais solidários e filantrópicos do natal. Em vez de comprarmos prendas físicas, como roupa, discos ou livros; fazemos uma doação em nome do amigo secreto, a alguma Associação, ONG ou Instituição à nossa escolha e que achemos que a pessoa em questão se possa identificar com a mesma. 

As seis somos mulheres bastante diferentes umas das outras, mas o facto de sermos todas feministas, solidárias, preocupadas com o nosso semelhante, com o meio ambiente, com a sociedade da qual fazemos parte, e principalmente com o facto de querermos ajudar a construir um mundo melhor; une-nos como seres-humanos. 

Por isso, mesmo que o nosso Natal também seja farto, opulento, consumista e materialista; este é o nosso momento de abdicar do material, e partilhar um pouco da vida privilegiada e cómoda que temos. 

Acreditamos que se todos dessem um bocadinho a quem tem menos, aos poucos o equilibrio chegaria e a vida seria mais fácil. 

Ajudar na verdade não custa nada e só nos faz bem! 

Fim de semana de Boda! 

Este fim-de-semana fui a um casamento na Catalunha profunda, um casamento bastante original e cheio de surpresas. Um desses casamentos divertidos, relaxados e dos que apetece ter pelo menos um ao ano! 

O local parecia sacado do Pinterest, os noivos estavam radiantes, a comida saborosa, bebida com fartura; convidados a transbordar de alegria e uma energia positiva contagiava o ambiente. Depois de uma semana chuvosa, o dia apresentou-se solarengo e temperado, não deixando duvidas ao que nos esperava. 

Durante muitos anos achei que o casamento era um passo desnecessário, até porque depois de tantos anos de relação, não me parecia minimamente necessário casar. Também por olhar para o mundo com uma visão feminista, achava que o casamento é ainda uma instituição machista, retrograda e que vincula a mulher a um papel doméstico de pura exploração e sobrecarga. 

Na minha opinião, e lamentavelmente, não deixa de ser verdade, ainda nos dias de hoje. 

Mas há muitos motivos para casar, motivos legais, visões românticas da vida, decisões de mudança, pressões familiares, ou simplesmente uma vontade enorme de celebrar o amor e partilhar com os que nos são queridos, a união com a pessoa que amamos. 

No meu caso, que casei em 2014, deveu-se a um conjunto de situações que basicamente passavam por falta de tempo. Depois de 14 anos juntos, casar não iria alterar a nossa condição ou compromisso, mas ao pensar que quando se casa, tem-se direito a 15 dias de férias extra, pensámos que seria uma boa altura para fazer uma grande viagem. 

Cada um casa pelos motivos que quer, eu casei para viajar. 

Muitas vezes o tempo torna-se o nosso maior problema, passa rápido e é sempre pouco. Mesmo que tenhamos algumas economias, trabalhamos tanto, que pouco tempo temos para usufruir das mesmas. Num ano com 365 dias, dos quais 103 dias são fins-de-semana e 232 são dias passados a trabalhar; sobram apenas 22 dias para férias. 

Por isso em 2014 casámos e fomos 1 mês e meio para a Ásia. Como já disse, cada um casa pelos motivos que quer, eu casei para viajar; para aumentar um bocadinho o pouco tempo que tenho para fazer uma das coisas que mais adoro. 

Mas confesso que casar foi também uma grande festa, foi também aproveitar para celebrar a vida com as pessoas com quem partilhamos a nossa. Foi darmo-nos conta de como somos queridos; foi poder organizar algo à nossa medida, à nossa maneira, e passar um dia inesquecível, que ficará na memória para sempre. 

E assim foi também o casamento a que fomos este fim-de-semana; a Ari e o André viveram intensamente o seu dia, com todo o carinho que merecem, numa linda festa cheia de amigos, muitas lagrimas, sorrisos e abraços; boa música e gargalhadas com fartura. Como tem que ser um casamento, como tem que ser a vida!

La Mercè! (22/09 – 25/09 2016) 

Chama-se a esta festa ‘Fiesta Mayor’, a grande festa da cidade, a festa da padroeira; onde todos nos juntamos e celebramos a cidade única e incomparável onde vivemos. 
Depois de dar uma vista de olhos ao programa, percebi que este ano a Mercè volta a surpreender e mais uma vez oferece múltiplas atividades para um público cada vez mais eclético. 

Devo dizer que gosto especialmente do cartaz de apresentação da festa, que homenageia as mulheres de Barcelona, e mostra uma rapariga roliça, morena, de caracóis desalinhados e sorriso fácil. Na verdade poderia ser uma qualquer mulher; morena, loira, alta ou baixa; porque aqui somos todas diferentes, mas todas vivemos com alegria, de forma simples e relaxada; completamente enquadradas no ambiente da cidade. 

No geral independentes, as mulheres de Barcelona aprendem a desenrascar-se sozinhas, e sendo catalãs ou vindas de qualquer outra parte do mundo; encontram nesta cidade a aceitação, a igualdade e a possibilidade de crescer. Aqui sentimo-nos comodas na nossa pele porque vivemos numa cidade com poucos preconceitos, e isso inevitavelmente ajuda a eliminar muitos dos complexos que nos incute a sociedade. 

Esta festa é das mulheres, dos homens, das crianças, dos vizinhos, dos que cá vivem, e também dos que estão de passagem ou vêm de visita. É a festa das festas!! 

Durante todo o verão os bairros da cidade celebram as suas próprias festas e isso faz com que quase todas as semanas, durante os meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro, haja algo especial para fazer em Barcelona. Quando no final de Setembro chega a Mercè, sabemos que termina o Verão, e o ritmo da cidade tranquilizar-se-á em breve. 

A ‘Fiesta Mayor’ celebra-se desde 1902 (tendo altos e baixos, como por exemplo na época da guerra civil), mas é, como o nome indica, a maior festa da cidade; com diversos palcos repartidos por vários bairros, muitos concertos, museus abertos, espetáculos vários, exposições, desfiles e centenas de atividades. Neste fim-de-semana dá-se especial relevância à cultura popular e tradicional da Catalunha; mas a festa também recebe sempre artistas de todo o mundo, que com as suas atuações, reforçam e incentivam a multiculturalidade da cidade. 

Os transportes públicos funcionam 24h e a cidade cria condições para que se possa desfrutar gratuitamente de uma festa nas ruas, sem que se crie um ambiente caótico e descontrolado. Mesmo com a tão típica ameaça de chuva que sempre acontece durante a Mercè, ninguém fica em casa. 

Nos próximos dias tentamos aproveitar intensamente cada momento, como se realmente não houvesse amanhã. A Mercè é a festa de todos os barceloneses, de todos os cidadãos que amam esta cidade e a consideram sua. 

No seguinte link pode-se aceder a todo o programa, ou pode-se também descarregar a App da Mèrce 2016 para o telemóvel, e estar em cima de cada acontecimento. 

LA MERCÈ
No próximo post partilharei fotos deste fim-de-semana único. 

Feliz Mercè 2016!!

Mojito Picante

Desde que vivo em Barcelona que descobri o verdadeiro sabor de um bom Mojito. O facto de aqui viverem tantos emigrantes da América do Sul, originários de países onde se bebe muito rum, faz com que em qualquer bar da cidade seja fácil encontrar bons Mojitos. 
Há para todos os gostos, de vários sabores e com diferentes tipos de rum. Nem sempre é a minha primeira opção, mas sem dúvida que o Mojito é um dos cocktails mais frescos e saborosos que há. 

Há mais ou menos 5 ou 6 anos, numa ‘barbacoa’ na nossa antiga casa, uns amigos apresentaram-nos esta receita, tinham provado no terraço de um dos hotéis mais xpto de Barcelona; e como cá em casa somos fans de comida picante; sabiam que para nós a combinação faria sentido. Desde esse dia, tem sido um sucesso entre todos os que provam os nossos Mojitos Picantes!! 

Ingredientes para 2 Mojitos 

  • 4 Limas 
  • 8 Folhas de Menta 
  • 4 colheres de sopa de açúcar mascavado 
  • Sifão (água carbónica) 
  • Rum (1 cálice por copo) 
  • 1 Malagueta 
  • Gelo 

Dentro de um shaker esmagamos com um pilão de madeira as limas cortadas em quatro, para tentar sacar o máximo de sumo possível. Juntamos as folhas de menta, o açúcar e a malagueta e voltamos a esmagar. Quando a malagueta estiver completamente destroçada e misturada com as limas e a menta, distribuímos a mistura por dois copos. 

Em seguida adicionamos um cálice de rum por copo, ou mais quantidade dependendo do gosto de cada um. O gelo pode ser picado ou inteiro; junta-se também, a olho, até quase ao cimo do copo. Finalmente pomos a água do sifão para preencher o dedo que falta até o copo estar cheio. Mistura-se uma última vez para que a água se mescle com os restantes ingredientes e está pronto a beber. 

Aconselho a beber sempre com palhinha, para que a malagueta passe diretamente para a garganta. Este é o grande truque deste mojito, a sensação apimentada que fica na boca, o aroma ardente em contraste com o frio do gelo. Se bebemos sem palhinha, como já nos aconteceu um dia que não havia, fica-se com os lábios e toda a boca a arder e não se consegue esse efeito quente-frio. 

*Hoje, estes mojitos souberam-nos especialmente bem, porque brindámos ao nascimento do nosso querido sobrinho Benjamin, que nasceu dia 03.08.2016 e veio para trazer ainda mais alegria à nossa vida aqui em Barcelona. O primeiro bebé da nossa família barcelonesa, que a partir de agora será ainda mais unida, mais rica e positiva, pois temos uma nova vida entre nós. 

Bienvenido pequeño Ben!! 😍🎉

Addis Abeba

Ontem à noite, para celebrar 2 anos de casamento, fomos jantar a um restaurante Etíope, no bairro de Sants. Foi uma experiência única e que recomendo a 100%. 

Está na C/Vallespir 44, e há que ir com reserva, porque as filas são intermináveis e as mesas têm pelo menos 3 rondas de pessoas na mesma noite. É impressionante! 

O restaurante é simples e muito acolhedor, mesas baixinhas de verga colorida com bancos côncavos de madeira de pau preto. 

Sente-se África quando se entra; a decoração nas paredes, o ambiente relaxado, o sorriso nas caras bonitas das empregadas. 

Completamente cheio durante a hora e meia que lá estivemos, e com uma fila de 15 pessoas para entrar; em nenhum momento se sente a pressão de que temos que nos despachar. A cerveja fresca e leve da Etiópia convida a que se peça mais uma e se alargue a conversa. 

Um restaurante para adultos, não havia quase crianças e uma média de idades de 35 para cima. 

A comida é o ponto alto da noite; variada e caseira; com muitos vegetais e pouca carne e uns sabores “riquísimos”, como dizem aqui em Espanha. Sabores de África, quentes mas não tão picantes, mistura de leite de coco com outros condimentos gostosos que alegram o paladar e activam os sentidos. 

É servida num único tabuleiro de esmalte colorido, que assenta em cima da mesinha redonda. Vem sobre uma espécie de crepe de farinha de trigo e come-se com as mãos, todos do mesmo prato, todos a tocar na mesma comida. 

Para terminar apresentam umas sobremesas caseiras, que já que estamos ali, não vamos dizer que não; e comemos meio a esforço porque afinal o repasto era mais que suficiente. 

Tudo verdadeiramente delicioso e a um preço bastante aceitavel para Barcelona (2pp-50€). 

Entre a curiosidade e a estranheza, comer com as mãos acaba por se tornar algo perfeitamente normal naquele espaço e em nenhum momento provoca aversão. 

Ontem senti uma das coisas maravilhosas que viajar nos dá, a capacidade de nos adaptarmos e nos sentirmos cómodos em ambientes diferentes. Depois da India, Marrocos ou Indonesia, comer com as mãos num restaurante em plena Barcelona, pareceu-me a coisa mais normal do mundo. 

*Escrevo este post numa madrugada de insónia, por culpa do calor abrasador desta cidade e aproveito para recomendar um dos restaurantes mais originais e agradáveis de Barcelona.  

O jardim dos cactos

No sábado passado fizemos um programa diferente, com o pretexto de celebrar o nosso 16º aniversário de namoro. Isto de jantares românticos depois de 16 anos, já se torna repetitivo.😝 Então decidimos não ter hora para acordar, almoçar fora e aproveitar a tarde/noite na cidade. 

Não é difícil ter dias sensacionais em Barcelona, uma cidade com mil e um encantos e onde há sempre algum sítio que não conhecemos ou algum local novo onde ir. Pode parecer que estou a exagerar, mas não! É uma cidade que se renova constantemente e onde facilmente nos sentimos de férias. 

E foi exatamente assim que me senti no sábado: De férias! 

O dia foi passado com um sorriso estampado na cara, descontraída e sem pressas. Depois de um delicioso almoço no restaurante vegetariano ‘Teresa Carles’, boa companhia e boa conversa; houve tempo para gargalhadas, para passear de mãos dadas pelas ruas do Raval (um dos meus bairros preferidos), subir até Montjuic e descobrir um dos jardins mais sui generis e interessantes da cidade. Descer até Poble Sec e perder-se pelas ruas do bairro já em festa; beber umas cervejas, encontrar amigos e terminar o dia com o mesmo sorriso estampado. O que se pode querer mais depois de uma relação de 16 anos? 😍🎉

O que quero contar hoje aqui no blog é o passeio que demos num dos jardins mais bonitos de Barcelona, que finalmente conheci este sábado:

 Jardins de Mossèn Costa i Llobera (dedicado ao poeta maiorquino com o mesmo nome). 

É um jardim com 6 hectares de extensão coberta por cactos, plantas suculentas, algumas espécies de palmeiras e árvores  exóticas subtropicais. É considerado um dos jardins mais importantes da Europa neste tipo de plantas e tem mais de 800 espécies diferentes. Está aberto desde 1970 e do seu miradouro ve-se uma Barcelona diferente. Situado na montanha de Montjuic, virado para o porto marítimo e protegido do vento; esta localização permite que se crie um microclima e a temperatura perfeita para este tipo de plantas. 

O acesso ao jardim é gratuito, está muito bem cuidado, mas praticamente não se vê ninguém. Não sei se pela hora e dia em que fomos, mas pudemos explorar as trilhas e escadarias sozinhos, tirar fotografias, brincar no meio dos cactos e admirar a impressionante vista para o mediterrânio. 

Não é um jardim comum, nem é parecido com nenhum dos outros de Barcelona. Não tem zona infantil, nem mesas, nem bares, nem nada que puxe uma massificação incomodativa. É um jardim para ir passear e conversar, afastar-se do reboliço da cidade, pensar na vida e admirar as extraordinárias plantas. 

Eu sou sem sombra de dúvida uma apaixonada por  cactos, assumo ‘com mão ao peito’ que são de longe as minhas plantas preferidas. Tenho várias espécies em casa, decoram o espaço em que vivemos e fazem parte da nossa historia em Barcelona. 

Recomendo a 100% uma visita a este jardim. Se quiserem mais informações podem ver AQUI