Música em 2018

Nunca me vou esquecer do primeiro grande concerto a que assisti; foi no antigo estádio de Alvalade em 1992, uma tarde de emoções ao rubro provocadas pela atuação das melhores bandas de rock português dos 80 e 90. O concerto chamou-se “Portugal ao vivo” e foi brutal!

A música tem um papel muito importante na minha vida, e acredito que na de quase toda a gente.

Já não me lembro de metade das coisas que aprendi na faculdade, mas não me esqueço jamais das letras dos Bon Jovi, que ouvia repetidamente quando tinha 12 e 13 anos. Se estudássemos a cantar talvez fosse mais fácil aprender.

Como costumo dizer, eu sou “do rock”; hoje em dia oiço muitíssimos outros estilos de música, mas o rock de mãos dadas com o reggae, foram os estilos musicais que mais ouvi na minha adolescência e que ocuparão sempre um lugar especial no meu coração.

Nos anos 90 e início de 2000, Portugal tinha os melhores festivais de música de toda a Europa. E Lisboa foi durante muitos anos um dos locais preferidos para tocar, por isso sempre foi tão fácil assistir a concertos, sempre foi tão bom ver grandes bandas ao vivo.

Vi várias vezes dEUS ou Lamb, pois acabavam por tocar todos os anos em algum festival.

Guardo quase sempre tudo o que me encheu a alma, seja em viagens ou em eventos pontuais, e por isso tenho ainda os bilhetes de praticamente todos os concertos a que fui (os que consegui evitar que se transformassem em filtros), e guardo-os religiosamente num frasco, que me recorda esses grandes momentos vividos. Cada concerto tem uma história; alguém que conheci nesse dia, uma pessoa especial que reencontrei; o nunca encontrar a tenda nos acampamentos do Sudoeste, todos os ténis perdidos no moche, acabar no backstage, e muitas outras aventuras daquelas que provocam gargalhadas sempre que me lembro delas.

Poderia estar aqui a escrever páginas inteiras sobre as bandas ou cantores da minha vida: Bob Marley, Chico Buarque, Caetano, Nirvana, Skunk Anansie, Pixies, The Breeders, David Bowie, The Velvet Underground, PJ Harvey, Smashing, Radiohead, a Janis… o Lennon… enfim, são muitos e bons.

Tenho até aos dias de hoje uma enorme paixão por Massive Attack e Portishead, que são sem dúvida as bandas da minha transição da adolescência para a outra fase que vem a seguir (aquela em que pensamos que já somos adultos, mas que não sabemos nada da vida), e que por isso mesmo, vivemos tudo tão intensamente.

Mas o principal, aquele que descobri aos 15 anos e por quem senti amor à primeira nota, é Ben Harper. As letras faziam sentido quando eu era miúda e continuam a fazer sentido hoje, apaixonei-me por aquela forma tão diferente de tocar guitarra e fiquei completamente fascinada pela energia criada nos seus concertos. Até hoje já o vi ao vivo 7 vezes, entre concertos e festivais, em salas grandes ou mais pequenas, em Portugal e no estrangeiro, nunca é demais ouvir o Ben cantar. E apesar de que hoje ele já não toca lá em casa com a mesma frequência de outros tempos, em Abril, depois de 10 anos vou vê-lo outra vez, agora na intimista Sala Barts.

2018 adivinha-se um ano extremamente musical em Barcelona e espero que em todo o mundo. O Festival Sonar celebra o 25º aniversário, o Primavera Sound trás um grande cartaz, onde entre outros estarão Artick Monkeys, que são mesmo muito bons. Ontem tocaram os Metallica, em Março Bob Dylan, Tricky , depois Lenny Kravitz e Guns and Roses, e em Julho verei Pearl Jam pela primeira vez… Já para não falar em todos os DJs que tocarão nas muitas salas da cidade.

Temos mesmo que estar atentos, porque 2018 promete!!

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