Fraldas Reutilizáveis

Queria ter escrito e publicado este post na 2ªfeira, porque foi Dia Mundial da Terra, mas por circunstâncias da vida, não consegui. Na verdade o Dia da Terra é todos os dias, é aqui que vivemos, é quem nos alimenta e devemos cuidar dela como de nós próprios.

Continuamos a fingir que não vemos como o planeta se vai degradando, como estas políticas de direita, capitalistas, desumanas e anti-sociais não dão atenção a uma das  maiores problemáticas que temos entre mãos. Invernos sem chuvas, primaveras com tempestades que inundam cidades inteiras, verões tardios com temperaturas altíssimas, um ar cada vez mais irrespirável e lixo que nunca mais acaba pelo incentivo ao consumo e ao desperdício.

Sim, pinto um quadro meio dantesco. Mas na realidade é muito pior do que isto e o impacto que esta falta de cuidado e interesse vai ter no nosso futuro como espécie, ainda ninguém sabe.

Hoje escrevo sobre fraldas reutilizáveis.

Na verdade, acho que quem é minimamente responsável e consciente não gosta de provocar nenhum tipo de contaminação, por isso acredito que a decisão sobre o tipo de fraldas que vai usar o nosso bébé deve ser bem avaliada e ponderada.

Pode depender dos hábitos de cada família, das possibilidades logísticas de cada um, ou simplesmente do bébé que nasce.

Mesmo antes de ser mãe, já aprendi que todas as circunstâncias são diferentes e que cada bébé é único. E que andar para aqui a “julgar” os outros pais, é muito fácil quando não estamos no seu lugar.

Às vezes os pais gostariam de fazer de outra forma, mas não conseguem, não podem, há outras prioridades e a falta de experiência e o cansaço, acabam por dirigi-los às opções mais óbvias, simples e menos trabalhosas. Parece-me perfeitamente compreensível.

Mas também há muita gente renitente às mudanças, ao que é diferente; que por falta de informação ou pura preguiça descarta automaticamente qualquer opção alternativa. É a essas pessoas que se dirige este post.

Hoje em dia há várias alternativas às fraldas descartáveis, que são muito menos agressivas para com o meio ambiente, e igualmente cuidadosas para com a pele do nosso bébé.

Quando me pus a investigar descobri que a principal materia prima das fraldas descartáveis é a celulose. Calcula-se que para cada criança corta-se cerca de cinco árvores, durante os dois anos e pouco que usam fraldas, isto equivale a mais de 5.000 fraldas por criança. Além disso, contêm produtos derivados do petróleo, além dos elásticos, adesivos e plásticos. E se falamos do tempo que demoram a degradar-se, os estudos indicam que será entre 100 e 500 anos.

Se pensamos claramente no que acabei de escrever, é realmente assustador e por isso, quando soubemos que estavamos grávidos, começámos a procurar alternativas.

As fraldas reutilizáveis podem durar muitíssimos anos. É verdade que não são baratas, custam cerca de 20euros cada uma, e aconselha-se a ter entre 15 a 20 fraldas, para que não se tenha que andar a lavar todo o santo dia. Mas a médio/longo prazo, são muito mais económicas que as descartáveis. Há fraldas evolutivas que acompanham todo o crescimento do bébé, e quando este deixa de as usar, podem passar para outra criança e serem novamente reutilizadas.

As que escolhemos para o nosso futuro bébé são da marca Close-POPin, feitas de fibra de bambu, muito absorventes, transpiráveis, anti-bacterianas, anti-alergicas e 100% biodegradável. Usam-se com uns toalhetes descartáveis feitos de amido de milho, também totalmente recicláveis. (Deixo um video de demonstração no final do post, para que possam ver como funciona.)

Mas no caso de não se querer ou poder contemplar esta opção, há também fraldas descartáveis fabricadas com materiais biodegradáveis. Estas demoram sete anos a serem absorvidas pela natureza, e são uma grande alternativa às fraldas descartáveis convencionais.

Não sou fundamentalista sobre este tema, nem tenho a pretensão de achar que o meu bébé só vai usar fraldas reutilizáveis. Sou tão inexperiente que vou obviamente comprar fraldas descartáveis para as primeiras semanas, até nos orientarmos.

Mas acredito que vale a pena fazer um esforço e tentar usar uma alternativa que além de ser mais económica só vai trazer benefícios a nível ambiental e que no futuro, poderá ser novamente usada por um segundo filho, um primo ou o filho de um amigo.

Às vezes parece que é mais fácil continuar a fingir que as nossas pequenas açoes não têm impacto no ‘bolo’ geral, que sozinhos não fazemos a diferença. Mas não é verdade, se cada um fizer a sua parte, aos poucos começaremos a ver uma mudança.

Aproveito para lembrar que 2019 é ano de eleições aqui na Península Ibérica, espero que o povo vote em consciência e que se comece a prestar mais atenção a estas questões ambientais.

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