2021 • retrospectiva & expectativas • 2022

Estive até à ultima para escrever este post e como publico um post sempre no fim de cada ano, parecia-me estranho não o fazer. No fundo acredito que um dia vou olhar para trás e verei 2021 como um ano muito importante na minha vida.

Este foi um ano de paciência e ponderação, um ano de organização mental e logistica, tomada de decisões e riscos, no meio de muita incerteza e algum caos. De certa forma sinto que tudo tem funcionado um pouco como sempre, sem grande planificação e ao sabor das circunstâncias. Dou-me conta que sendo eu uma pessoa tão organizada e perfeccionista, na verdade tambem confio bastante no acaso, no destino, no karma, sei improvisar bastante bem e aprendi que se não funciona à minha maneira, o importante é que funcione. Por isso, com muitos ajustes e poucas horas de sono, até agora não me posso queixar porque tem corrido tudo bem. Acho que trabalho imenso para acreditar nessa ideia de que é com esforço que se conseguem as coisas, e nunca baixo os braços. Mas a verdade é que sinto que as coisas boas acontecem quando menos se espera e o ingrediente *sorte* é essencial.

2021 foi um ano inteiramente dedicado a um projeto que se começou a sonhar em 2016 e a estruturar em 2020. Levamos 5 anos com isto no bolso e agora finalmente saiu do papel.

Eu acredito que este é o tal. Aquele de que estávamos à espera, aquele que sonhámos juntos e que faz todo o sentido. Aquele em que finalmente nos encontrámos, em que nos re-descobrimos. Aquele que nos fez voltar a acreditar que não é tarde e que juntos podemos criar coisas muito fixes.

Estamos totalmente apaixonados por este projeto e apostámos todas as nossas fichas quando pusemos em madeira uma ideia tão bonita. Demos o primeiro passo de olhos fechados e coração aberto, como têm que se viver as grandes paixões.

O ano passou a correr. Nem sei se consigo fazer uma retrospectiva consciente.

O Tom cresceu sem que me desse realmente conta, fala pelos cotovelos com um vocabulário elaborado e curioso. Amo-o profundamente, a minha vida passou a ser vivida totalmente em funçao do seu bem estar, e não faz mal que assim o seja.

Quando sinto falta de mim, procuro-me e encontro-me. Bebo um copo, converso e reconecto-me ao mundo. Faz falta. Às vezes faço-me falta, mas está tudo bem.

O ano acaba e não me sinto capaz de pensar nos meus 12 desejos. A pandemia azucrina-nos os planos, e parece que qualquer coisa que peça não depende só de mim.

Confesso que neste novo ano temo o pior, mas sinceramente espero o melhor. “Que não nos falte saúde”, tem lugar cativo na minha lista. Sempre!

Tudo o resto, cruzo os dedos e sigo em frente.

Feliz 2022 para vocês que lêem o Palavras na Barriga, mesmo com todas as minhas faltas de presença. Mas com louvor por bom comportamento. 😉

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