Há um ano escrevi um Livro!

Não é segredo para ninguém que quem gosta de escrever também gosta de ler.

Eu não sou exceção. ADORO!

Às vezes penso que gostava de ter mais tempo, mas a verdade é que o tempo é sempre relativo.

Cresci numa casa cheia de livros e tenho pena de não ter lido mais, quando não tinha preocupações ou responsabilidades.

Aprendi com os meus pais que a melhor prenda que se pode oferecer é sempre um livro. Lembro-me que quando era miúda e tinha alguma festa de aniversário, 90% das vezes, os meus pais compravam livros para oferecermos. Naquela altura confesso que pensava que o aniversariante ia achar o meu presente aborrecido, seria muito mais fixe dar um brinquedo ou um jogo.

Mas com o tempo percebi que realmente não há melhor prenda do que um livro.

Os livros têm a espantosa capacidade de nos fazer imaginar e criar histórias na nossa própria cabeça. Ainda que tenha sido outra pessoa a escrever, aquela história é só nossa. As personagens, as cores, os cheiros e todos os pormenores que ao ler despertam os nossos sentidos, são singulares e irrepetíveis.

Muitos de nós lemos os mesmos livros, mas cada um cria a sua própria visão individual da materialização das personagens e dos lugares. Ler é na verdade uma espécie de estado meditativo entre sonhar acordado e viver experiências através das palavras de outra pessoa.

Está a fazer agora um ano que escrevi o meu primeiro livro.

Até agora sempre me saiu naturalmente escrever crónicas, contos ou pequenas histórias; porque dedicar-me a um livro requer tempo e um nível de concentração e empenho, que ainda não encontrei na minha vida.

Por isso, este primeiro livro foi como um esboço do que um dia gostava de fazer. Foi o primeiro passo de um longo caminho, cheio de pedras e ramas; pelo qual não há outra forma de passar, sem ser caminhando pouco a pouco.

Escrevi um livro infantil para o primeiro aniversário do BEN. Foi um desafio a que me propus e não fazia ideia do que podia sair dali. Encontrar um tema, criar uma história coerente e com uma mensagem que não fosse aborrecida e tivesse sentido para uma criança pequenina. Por mais simples que pareça, naquele momento não me pareceu nada fácil.

Escrever para crianças requer uma simplicidade de linguagem que nem sempre é fácil encontrar, e sei que num livro infantil a mensagem passa não tanto pelas palavras, mas muito pela imagem, pelas cores e expressões da ilustração. Por isso pedi ajuda a um amigo, Vitor Couto, que desenha, pinta, ilustra, retrata e plasma no papel com uma profissional perfeição.

O livro foi feito no meio de vários outros projetos que ambos tínhamos na altura, e na verdade foi um processo bastante detalhista e moroso, mas que fizemos em tempo record; e sempre com um equilíbrio harmonioso entre o profissional e a criatividade.

Mostro agora, quase um ano depois, o resultado deste projeto.

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